Que atire a primeira bolacha de vinil, quem não se lembrar de algum momento marcante embalado pelas canções de Tim Maia. Impossível!
Dancei ao som de chocolate, amei uma vez na vida e pensei que ele era mais do que sonhava, achei que quando o inverno chegasse estaríamos juntos, pensei até em me mudar para algum lugar que não existisse o pensamento nele. E por muito tempo, morri de saudades.
Hoje a saudade é dele. O vozeirão do síndico se calou num dia 15 de março, tinha apenas 55 anos de idade e muita história pra deixar.
Tim foi o penúltimo filho de uma família de 19 irmãos. Era aquele que faltava para dar o molho, trazer para a MPB, o melhor do soul americano, influência de uma estadia nos EUA. Mais do que uma voz, Tim era uma presença, quando não faltava aos shows, claro. Exigia ordem e pouco ligava para ela. Tinha histórias para contar. Com seu humor caústico costumava dizer que suas músicas eram : “Metade de minhas músicas é esquenta-sovaco e metade mela-cueca”. Era a tal fórmula infalível para uma música estourar. Críticas às favas, Tim foi sucesso justamente por não se enquadrar em fórmulas, pelo elemento surpresa, o mesmo que nos surpreendeu quando passou mal durante um show, aquele que seria o último de sua carreira.

Dizem que Tim morreu, cá pra nós, acho ele faltou ao último show e certamente esta por ai, na noite, contando "causos" entre amigos, xingando a globo e repetindo a frase que entraria para a história: “Não fumo, não bebo e não cheiro. Meu único defeito é que minto um pouco”. Verdade ou não, hoje só dá pra dizer:



Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus, não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história ...




Leia: http://www.na-cp.rnp.br/~murgel/MPBNet/musicos/tim.maia/

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