No dia 14 de janeiro de 1957, um câncer no esôfago mataria Humphrey Bogart... Eu disse: mataria? Apaguem essa bobagem! Mitos não morrem jamais.

Bogie, com todo respeito Bacall, não era bonito, não fazia questão de ser simpático e o sorriso cínico do qual tirava proveito, era resultado de uma paralisia no músculo labial, decorrente de um acidente quando ainda estava servindo a marinha. Quem se importa? Seu charme com ou sem sorriso era inegável. Imortalizado em filmes como: À Beira do Abismo, Relíquia Macabra, Uma aventura na Martinica e sobretudo, Casablanca entre outros, Bogie gostava de trabalhar, do ofício de atuar e por isso dificilmente recusava um papel.

A princípio, Bogie não foi um grande sucesso. Demorou algum tempo até enxergarem nele um galã fora dos padrões da época. E foi o mesmo sorriso cínico, um pouco amargurado que fez dele um astro, um sedutor. Mulherengo inveterado viveu grandes paixões, mas amor mesmo encontrou nos braços da belíssima Lauren Bacall. Eram chamados pelos fãs de Bogie & Baby. O romance ganhou as telas com igual sucesso e os filmes que protagonizaram estouravam as bilheterias.



Eram um casal perfeito, ambos adoravam uma badalação, tinham uma espécie de humor caústico e era comum vê-los trocando farpas sobre qualquer assunto. É folclórica a história de Bogie viver durante muito tempo de forma simples, até que Lauren entrou na sua vida, ele costumava dizer quando se viu obrigado a mudar-se para uma casa maior para que pudessem criar os filhos: "Quando as outras mulheres ficam grávidas, elas exigem picles, sorvetes e morangos fora de época. A minha quer casas." E mudaram-se, criaram seus dois filhos e ficaram juntos até que a morte os separou. Suas últimas palavras teriam sido para Lauren: "Até logo, Baby".




Pois é, lembram de "Casablanca"? Quando Humphrey Bogart e Ingrid Bergman se reencontram em "Casablanca", ele é um solitário dono de café e ela, a mulher de um militar chamado Victor Lazlo. Anos antes, em Paris, Bogart e Ingrid viveram um romance memorável, às vésperas da invasão nazista. Refugiados em Casablanca, o casal é obrigado a ignorar a paixão antiga. Numa cena do clássico de Michael Curtiz, Ingrid demonstra estar disposta a largar Lazlo para viver seu amor por Bogart. Com sua estupidez peculiar, ele a convence de que isso não seria certo. Mais tarde, na hora do adeus, Bogart não resiste e diz a sua amada: "Nós sempre teremos Paris".

E nós sempre teremos Bogie...




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http://www.estado.estadao.com.br/edicao/especial/cinema/astros/bogie.html




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