Em 1977, na fria madrugada de 25 de dezembro, morria Charles Chaplin, aos oitenta e oito anos de idade. Morria o gênio de infância triste que, com os seus filmes, fez com que milhares de espectadores do mundo inteiro rissem e chorassem...

Charles Spencer Chaplin nasceu no dia 16 de abril de 1889 às 20 horas, em um subúrbio de Londres. Sua mãe era atriz e ele já pequeno era levado por ela as suas apresentações, numa dessas idas, aos cinco anos, Chaplin fez sua estréia.
A primeira etapa da vida de Chaplin foi muito triste. O pai abandonará a família e ele vivia em orfanatos quando sua mãe não podia cuidar dele. Foi nessas passagens que Chaplin conseguiria involuntariamente adquirir subsídios para criar o doce vagabundo, que faria dele um dos comediantes mais famosos de todos os tempos. Pouco depois, a morte de seu pai e a internação da sua mãe em um sanatório marcariam a vida de Chaplin profundamente, nessa época assinou seu primeiro contrato estável como ator, interpretando um mensageiro em uma versão de Sherlock Holmes, melhorando sua condição financeira.
Foi em Paris, que conheceu os irmãos Lumiére, George Méliés e Max Linder fizeram nascer a magia do cinematógrafo. Ficou encantado com a tal "mágica".
O seu primeiro filme, estreado em fevereiro de 1914, mostrava as aventuras de um personagem cômico na redação de um jornal. Em seu segundo filme, Corrida de automóveis para meninos (1914), criou um personagem que logo seria identificado pelo público. Sennett pediu-lhe que se vestisse de maneira engraçada. “Pensei que poderia usar umas calças muito grandes e uns sapatos enormes, além de uma bengala e um chapéu coco. Queria que tudo fosse contraditório: as calças folgadas, o paletó apertado, o chapéu pequeno e os sapatos enormes. Assim nasceu o famoso “Tramp” (que os povos dos países de idioma espanhol passaram a chamar de “Carlitos”).






As disputas com outros diretores e a ambição dificultaram sua relação com a Keystone, depois de ter filmado 35 longas-metragens em apenas um ano. Insatisfeito com os estúdios da Essanay em Chicago e em São Francisco, instalou-se em Los Angeles. Desde o primeiro dos quinze filmes que realizou para essa produtora, teve a colaboração de Rollie Totheroth, seu fiel câmera durante sua carreira nos Estados Unidos. Contratou Edna Purviance como primeira atriz dos filmes que realizaria nos próximos quinze anos , logo após ter começado a dirigir, percebeu “que o posicionamento da câmera não era apenas uma questão psicológica, ms também constituía a articulação da cena; na verdade, era a base do estilo cinematográfico”. O sucesso de Chaplin foi consolidado pelo contrato com a Mutual em 1916.

Chaplin teve uma vida riquíssima, grandes filmes, sucesso absoluto, criação de sua própria companhia, e alguns escândalos e envolvimentos com várias mulheres, a sua maioria bem mais jovens que ele. Superou a tudo, mas talvez a maior mágoa de sua vida foi a suspeita sobre a sua militância comunista, a falta de patriotismo que tinha impedido a sua nacionalização e a suspeita de adultério. Eram os últimos dias de Chaplin nos Estados Unidos. Passou a viver em Londres com sua última esposa, Oona O’Neil.

Apesar disso, o cineasta ainda viveu o suficiente para receber vários prêmios. Em 1971, a Academia de Hollywood quis restaurar a sua reputação nos Estados Unidos com um Oscar especial “pela incalculável contribuição à arte do século: o cinema”. Um ano mais tarde recebeu outro Oscar com um sabor especial, o de melhor trilha sonora pelo filme Luzes da Ribalta, que por não ter estreado em Los Angeles pôde ser candidato ao Oscar vinte anos depois. Nessa ocasião Chaplin decidiu voltar aos Estados Unidos e pisou um palco pela última vez, sendo aplaudido durante muitos minutos. Três anos mais tarde, a rainha da Inglaterra o nomeou cavaleiro do Império Britânico.

Algum tempo depois o doce vagabundo morreria num dia de Natal.



"Aos que me podem ouvir eu digo: `Não desespereis!' A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura dos homens que temem o avanço humano..."

Charles Chaplin



leia mais: http://www.dhnet.org.br/desejos/sonhos/ultimod.htm
http://www.geocities.com/Hollywood/Makeup/4548/charles.htm

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