Meio Ambiente
ou
Seis graus de separação.





pizdaus

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O Cântico da Terra

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda a vida.
[...]
Eu sou a grande Mãe universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás
Cora Coralina

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O post de hoje não pretende ser uma continuação do anterior. Na verdade, eu não vou escrever sobre o que o Hugo falou acerca do meio ambiente. Eu vou escrever sobre pessoas como ele.
Se vocês verificarem os comentários do post anterior, vão ver que o ecoeconomista Hugo Penteado entrevistado por Marília Gabriela de alguma forma veio parar nesse blog e deixou comentários pra lá de generosos.
Vai daí que pensando sobre coincidências, acasos e destino, lembrei de um filme chamado "Seis graus de separação", que na verdade é também uma teoria.
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Do que trata, afinal, a teoria dos seis graus de separação? A premissa desta teoria, também chamada de small world phenomenon, é de que existe uma relação direta entre as pessoas no mundo, através de uma cadeia de relacionamentos de até seis contatos intermediários entre uma pessoa e a outra, mesmo que vivam em lados opostos do mundo. Como exemplo, eu e qualquer leitor deste blog, estaríamos relacionados com um espaço de até seis conhecidos entre nós.


O meu querido amigo Carlos Alberto Teixeira , do Jornal O Globo diz: que tudo começou com Marconi, inventor do telégrafo, ao afirmar que depois que o telégrafo fosse difundido, seria possível encontrar qualquer pessoa no planeta, conectando-se a 5,83 pessoas. Arredondando os números, eis os famosos seis graus.
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Verdade ou não, essa teoria é a prova de que o mundo é literalmente uma alcaparra.
Sendo assim, estamos inexoravelmente interligados. Somos elos de uma mesma corrente. Estamos juntos nessa querendo ou não. De alguma forma, o que se faz hoje, agora, nesse minuto vai repercutir em algum lugar na vida de alguém, seja esse "alguém" vegetal, animal ou mineral.
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Tomando-se consciência disso, imediatamente nos tornamos responsáveis de fato por nossas atitudes. Estamos vinculados, como bem disse o Hugo algumas vezes durante a entrevista.
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Para a minha sorte, zapeando a TV a Cabo, a entrevista do Hugo conseguiu prender minha atenção e acabou gerando um post totalmente descompromissado, mas muito interessado em conseguir colocar por escrito o que ouvi dele e que tanto mexeu comigo no que diz respeito a esse assunto: o meio ambiente. Depois ele veio parar aqui, comentou, mandou email, foi acessível e generoso.
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Seis graus de Separação? Talvez, e é um privilégio ver que essa teoria vem se desenhando há tempos. Desde do Direito Ambiental na faculdade, depois o fato de morar num lugar onde o mar circunda a casa. O mesmo mar onde aprendi a nadar, onde mergulhei tantas vezes para tirar o lixo do fundo. Com um imenso quintal onde aprendi a ter amor pelos seres vivos com uma mãe que era incapaz de matar qualquer um deles. Com um irmão de apropriado nome Francisco que desde pequeno recolhia na rua os bichinhos que via abandonado. E mais recentemente ter conhecido um ambientalista de Resende, para então chegar a essa entrevista e ao cara bacana que o Hugo é.

Seis graus de separação? Não, acho que diante disso tudo, não cabe a palavra separação nem que seja para explicar uma teoria. Nesse caso, só vale a união que gera a força capaz de provocar mudanças, renovar crenças, resgatar o contato ancestral com a natureza e a certeza de que a nossa Pátria é o planeta.
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"Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
O que parece estático, espera."
Adélia Prado
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Está em nossas mãos.

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* Em tempo: De agora em diante este blog está a disposição do Hugo e por consequência do Planeta para posts sobre o meio ambiente e afins. Ecochatos, xiitas, visionários ameaçadores e previsões do fim do mundo estão fora. Dá gastura só de pensar nessas pessoas e em como tratam o assunto. Em geral possuem uma habilidade toda especial para afastar pessoas, criar uma atmosfera contrária a tudo e todos que se mobilizam de verdade na tentativa de parar, minimizar e afastar o caos. Todos os outros serão bem-vindos. 0:)

3 comentários:

    On quinta-feira, 01 maio, 2008 Anônimo disse...

    É com muito prazer e honra q abro seus coments... adorei o post de hj e como te conheço há bastante tempo, sei da certeza de tuas palavras: morar numa casa q o mar circunda, mão (adorada e inesquecível) q jamais maltrataria qq bichinho e irmão de nome marcante e significativo... esqueceu de detalhar as árvores q exalam oxigênio necessário na nossa sobrevivência e pássaros lindos (mesmo aqueles que gargalham de mim, rs) q contribuem para a polinização (fenômeno interessante à natureza para procriar). Deu uma saudade da sua casa! E o poema da Cora é maravilhoso! Pena eu não poder concordar com o finalzinho, pois pretendo fazer parte do mar (poluído ou não) ou de uma bela cachoeira.
    Bjks radic@is procê :)Cyntia Radic@l
    radicalchic04@hotmail.com

    " A natureza não perdoa."...esta é uma frase que, desde que a ouvi, comecei a reparar em certos acontecimentos. Quando sei de uma tragédia que envolva a ação da natureza, lembro da frase. Cada dia quente no inverno, cada dia frio no verão, cada chuva fora de época, me asusta. O homem se acha mesmo dono do planeta e no direito de fazer tudo o que for "melhor" pra si. Falta mesmo ao homem entender que não é a natureza que está ameaçada, mas nós, porque o planeta, de uma forma ou outra, sobreviverá.
    Sabe aquele filme "O dia depois de amanhã"? Nunca me impressionei tanto com um filme...
    Sei que é catastrófico e exagerado, mas me impressionou demais. Deu medo...
    Estou numa fase de questionar o que realmente a "modernidade" nos trás de bom. No meu tempo de criança, vivia-se melhor do que meus filhos vivem hoje.
    Beijo

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