Charlton Heston
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Charlton Heston faleceu ontem, soube hoje. Complicações do Mal de Alzheimer que foi deteriorando sua saúde desde da descoberta em 1998.
Mais um da época de ouro de Hollywood que nos deixa e esse além de um bom ator, era um gentleman, a classe em pessoa até em responder quem o agredia fosse por sua posição a favor das armas ou radicalmente contra o aborto.
Quando anunciou sua doença, nosso querido George Clooney em entrevista insinuou que ele - Heston - procurava atenção por causa da doença. A resposta de Heston foi bem ao seu estilo, calma e certeira: "a elegância pula uma geração", referindo-se a mãe já falecida de Clooney, uma atriz do passado. Esse era Charlton Heston, sempre gerava um desconforto nos colegas e pessoas de sua convivência por causa de suas opiniões firmes que não fazia questão de esconder.
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John Charles Carter (Evanston, 4 de outubro de 1924 - Beverly Hills, 5 de Abril de 2008), mais conhecido omo Charlton Heston, foi um ator norte-americano notabilizado no cinema por papéis heróicos em superproduções da época de ouro de Hollywood, como Moisés e Os Dez Mandamentos, Judah Ben-Hur de Ben-Hur o lendário cavaleiro espanhol El Cid no filme homônimo.
Descobriu a vocação como tantos outros, na escola secundária e teve um resultado tão bom que recebeu uma bolsa em drama para cursar a universidade. Após a guerra deu continuidade a carreira no teatro.
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Em 1952, o filme O Maior Espetáculo da Terra, superprodução de Cecil B. DeMille ambientada no mundo do circo, transformou Heston numa estrela de primeira grandeza do cinema. A partir dali, seu porte ereto, sua altura e o perfil musculoso, lhe dariam os papéis mais simbólicos nas superproduções dos anos 50 do cinema norte-americano.
Em 1956, ele faria Moises em "Os Dez Mandamentos" e a partir dele todos os grandes papéis heróicos e históricos encontraram Heston para representá-lo. Nos anos 50 e 60, ele filmou sucessos como "55 Dias em Pequim", "El Cid", "Agonia e Êxtase" e "Ben Hur", entre outros, recebendo o Oscar de melhor ator pelo último, um dos onze recebidos pelo filme, que se manteve solitariamente como o mais premiado pela Academia em todos os tempos até ser igualado em 1997 por Titanic.
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Em 1958, num trabalho diferente dos papéis históricos pelo qual ficaria marcado, fez um dos mais elogiados filmes de Orson Welles, "A Marca da Maldade", mostrando sua capacidade de trabalhos mais artísticos em filmes menores.
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Nos anos 60 e 70, Heston, já andava metido em causas políticas, cinquentão com a imagem ligada às décadas anteriores, o público veria seus últimos sucessos.
Ok, ele se meteu com a defesa do porte de armas para auto-defesa. Foi menbro honorário do NRA, National Rifle Association, o que lhe deu boas inimizades.
Mas eu ainda prefiro guardar a imagem de um Charlton Heston no auge do vigor atuando em épicos como "Os dez Mandamentos" e "Ben-Hur".
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No livro "The Film Director", de Richard L. Bare, Heston relata o ofício de diretor cinematográfico em décadas de atuação em Hollywood e traz um impresssionante depoimento de Heston a respeito de sua visão da profissão de ator. Diz ele: "Uma coisa que eu acho que o diretor não deve fazer -e há um monte de atores que ganham muito dinheiro que não concordam comigo- é criar um ambiente de trabalho particularmente confortável para mim. Eu recebo muito dinheiro para atuar e eu acho que uma parte disso é ser capaz de trabalhar do jeito que o diretor quiser. (...) Tudo que me importa é o tabalho. Muitos atores (...) querem ser mimados e afagados. (...) O diretor não precisa segurar a minha mão; o diretor não precisa me fazer feliz (...) Eu não preciso de nada disso. E eu acho que um ator que precisa é uma criança."

4 comentários:

    Eu concordo com você, o lance das armas me deixou meio balançada na minha opinião sobre ele. Prefiro pensar só no ator.
    Angel, deixei um meme pra você no chá, eu te mandei email mas acho que você não recebeu.
    Dá uma checada aqui, amore:
    http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/1024

    Uau! Desse jeito, seu blog vai acabar virando um obituário de estrelas do passado, anja!

    Bom, ele era O cara. Adoro El Cid, por exemplo. Mas, raios, todo esse lance de armas não pega bem. Quer dizer, eu não acredito em toda essa coisa de andar armado por defesa pessoal. Isso pegou mal pra ele, pacas!

    Beijão pra ti!

    Acho que nessa época ele já estava meio ruim das idéias, Alê. Mas dá pra separar a carreira brilhante dessa fase. ;)

    bjimm

    vc tem um gosto super apurado, adoro os seus posts. Qualidade sempre em alta
    beijos joao