Pessoas idealistas - Flavio Gikovate




Pessoas mais generosas costumam ser idealistas: como conseguem sair de si e se colocar no lugar dos outros, tendem a imaginar como elas são.
Na prática, acabamos por imaginar os outros como criaturas parecidas com o que somos: é difícil aceitar que existam humanos muito diferentes.
O idealismo corresponde a um modo de pensar que aumenta as chances de erro: a pessoa se afasta dos fatos e acredita demais em suas hipóteses.
Os mais generosos e idealistas têm dificuldade em perceber que metade da população não sente culpa: se tornam vítima fácil de oportunistas.
Pessoas objetivas, que se atêm aos fatos e só recorrem às ideias ou à imaginação quando eles não estão disponíveis, agem com mais bom senso.
O realismo não implica pessimismo ou desencanto: acabam se decepcionando mais os que se iludem e não avaliam as pessoas com objetividade.

Aceitar que umas pessoas sentem culpa e outras não costuma ajudar muito àqueles que pretendem conhecer melhor os outros e não ter decepções.
Flavio Gikovate

*Que eu nunca relaxe e nunca me esqueça disso sob pena de nova decepção e dessa vez comigo mesma por não ter apendido a lição.


Beijo na boca.




Um beijo pode ser um ato solene ou uma carícia sexual profunda. A duração dos beijos, nos primórdios do cinema, foi censurada, mais ainda quando a carícia envolvia a língua. Foram estabelecidas novas regras, que diminuíram o tempo médio do beijo de quatro segundos para um segundo e meio. O primeiro beijo de um casal costuma selar uma espécie de pacto sobre os possíveis avanços.
Para os adolescentes dos anos 60 só tinha graça ir ao cinema acompanhado se fosse para sentar na última fila. Era ali que se podia beijar à vontade. O beijo era o limite da decência e o máximo permitido, portanto, deveria ser muito bem dado.
Beijar bem ou mal transformara-se numa grande questão e servia de critério para valorizar ou desprestigiar um namorado. O primeiro beijo, então, nem se fala. Revestia-se de importância especial e era aguardado com ansiedade.
Em muitos grupos circulava um caderno de recordações em que os jovens respondiam a várias perguntas, sendo que uma nunca faltava: “Já beijaste alguém?” Nem todos diziam a verdade, claro, mas as meninas que já haviam sido beijadas, demonstrando superioridade, se dispunham a ensinar às outras como fazer. E o beijo na cena final dos filmes de Hollywood prosseguia na missão de alimentar o ideal romântico de toda uma geração.
Às vezes, o beijo desperta paixões, como aconteceu com Scarlett e Rhett no filme “E o vento levou”, quando a heroína descobre no poder mágico de um beijo a dimensão até então desconhecida da felicidade física, que muda toda a história. Pode também deixar marcas indeléveis na memória, como dizia Brigitte Bardot a Jean-Louis Trintignant em “E Deus criou a mulher”: “Se me beijares, nunca mais me esquecerás.”
Entretanto, em alguns casos o beijo promove o efeito contrário: o desencanto amoroso. E ninguém sabe bem explicar por quê. Talvez seja mesmo uma questão de química pessoal e a resposta, meramente biológica. Segundo os cientistas, existem substâncias produzidas por glândulas sebáceas dentro da boca e nas bordas dos lábios que, passadas de uma pessoa para outra, provocariam intenso desejo sexual ou sensação de desagrado.
Por tocar tão fundo na alma, apesar de desejado, o beijo também encerra a ideia de perigo. É sabido que as prostitutas se protegem do envolvimento amoroso com seus clientes se recusando a beijá-los.
Há mais de dois mil anos, na Grécia, já se temiam as consequências do beijo. Xenofonte em Memoráveis faz seu mestre Sócrates dizer que o beijo de um belo rapaz é mais perigoso do que a picada de uma tarântula, porque o contato dos lábios com um jovem reduz instantaneamente à escravidão o mais velho que se arriscou a ele.
E quando um casal não mais se beija? Significa que a relação está chegando ao fim? Embora possam existir outros motivos para não haver mais beijo, como no caso da internauta, em muitos casais beijar é a primeira ação íntima que cessa quando um relacionamento entra em decadência.
O sexo ainda sobrevive mais um pouco. Aquela rotineira e fraternal troca de beijos no rosto pode bem exprimir que o desejo sexual de um pelo outro já é coisa do passado. Assim, o beijo pode funcionar como termômetro, medindo o grau de profundidade e desejo de uma relação.
As mulheres são as que mais o reivindicam nas relações amorosas, por experimentarem o corpo todo como zona erógena e não, como os homens, predominantemente os órgãos genitais. Shere Hite encontrou várias respostas nesse sentido entre as mulheres que entrevistou para sua pesquisa sobre sexualidade feminina:
“Mais beijos, menos pressa, mais ternura.” “Gostaria que nos beijássemos mais frequentemente na boca.” “Quando eu lhe explico que os beijos e as carícias me excitam, ele trata logo de se esquecer.” “O que desejo ardentemente são toneladas de beijos.” “Para mim beijar é muito importante. Às vezes chego quase a gozar.”
Pelo jeito, o beijo é muito mais importante do que supõem muitos homens.

Daqui.





Eita mundinho véio de guerra...


Um simples post no meu Face e o debate foi aberto.
Após essa cena:


Postei:
É grave quando em uma novela o filho mata o pai e tenta matar a irmã (Império) e ninguém se manifesta, mas qdo o amor é retratado através de um beijo na boca entre duas mulheres, a comoção se instala. Estamos falando de amor, não de ódio e distinção de gêneros nesses casos é no mínimo ridículo! 

Gente chocada porque duas atrizes do porte da Fernanda Montenegro e da Nathália Timberg tinham se beijado em horário nobre.

Senão vejamos, na novela anterior o filho matou o pai depois de roubá-lo e tentou matar a irmã. Comoção grau 0. Na atual novela, um beijo na boca de duas grandes damas do teatro causou uma comoção generalizada.

Vai daí que digo: amor é amor, um sentimento que os seres humanos causam, provocam, sentem. Amor é bom é do bem, te faz melhor, arranca de si o mais nobre que houver, é sinônimo de generosidade, de empatia, de doação pura e simplesmente. Amor independe de gêneros, só depende da vontade de se lapidar como humano, se humanizar na essência. Como não ser melhor quando se ama? Como?
Não vejo outro sentido pra vida senão amar, pelo amor, através do amor.

Tanta comoção, tanto incomodo causado por um simples beijo só prova que ainda estamos na idade das trevas e dá até pra entender porque o mundo esta assim.



Só lamento.



Carl G. Jung





Nos anos 1920, Carl G. Jung saiu em busca de conhecimentos míticos, e em uma destas viagens no Novo México, um chefe indígena conseguiu tocar o coração do fundador da psicologia analítica. Em uma conversa, o indígena americano disse que eles não pensavam "como os homens brancos, pois estes pensavam com a cabeça". Dr. Jung, curioso, perguntou se não era com a cabeça que eles pensavam era com o que? o homem com muita serenidade apontou para o coração, dizendo "Pensamos aqui". O médico, então, entrou em longa reflexão e chegou a concluir que ninguém antes o havia traçado uma imagem tão perfeita daqueles homens inquietos, impacientes e presunçosos em querer levar a "libertação intelectual" através da colonização para os outros povos.

Outro ponto fascinante neste episódio foi que o chefe indígena disse que, através de sua religião tribal, ajudavam a todos os americanos, pois eles como filho do "Pai Sol" auxiliavam ao Supremo a cruzar o céu todos os dias, para a harmonia da Terra. Todos os argumentos utilizados pelo chefe Pueblo Ochwiay Bianco podem ser vistos como produções de mentes inferiores, pouco ou nada intelectualizadas. Mas se pararmos para tocar estas almas humanas em sua profundidade, como simplesmente outras almas humanas, veremos que trazem verdades que só o coração pode entender.

Nesta passagem de Carl Jung, podemos extrair reflexões que levariam horas, ou até mesmo dias, pois são profundas. Logo de início, porém, podemos captar a mensagem de não deixarmos que a nossa cultura, o nosso saber, as técnicas que dominamos, se sobressaiam ao coração humano. De um lado, um amigo compartilha de crenças diferentes das nossas, mas se tocarmos o seu coração, veremos que ele tem conhecimentos que por vezes ignoramos, pois não conseguimos chegar em reflexões semelhantes das dele. Saibamos respeitar, tolerar, e, sobretudo, valorizar as diferenças.

Ao tocar uma alma humana, muitas vezes nos é preciso tirar a capa da 'supremacia intelectual' e nos colocarmos no seu lugar, pois também não passamos de almas humanas que amanhã podemos tropeçar na mesma pedra que fez o companheiro de caminhada tombar.

E o Dia da Poesia foi ontem...




"Feliz é a inocente vestal / Esquecendo-se do mundo e sendo por ele esquecida / Brilho eterno de uma mente sem lembranças / Toda prece é ouvida, toda graça se alcança". Alexander Pope



Repudio todo esquecimento, visto que é dele que se faz o estofo do que nos tornamos.

Todo sentimento, toda história, todo tesão não vivido, sonhado ou molhado, tudo que foi, não é passível de esquecimento. Há que se viver e ter o que contar e lembrar. É disso que somos feito, dessa matéria do improvável, sempre.
Daquilo que se sentiu e nunca viveu, do tanto e tanto que se sonhou  e aquele momento que nunca aconteceu. Tudo vivido, tão fortemente impresso na lembrança como se tivesse acontecido de fato. Um dia, numa tarde qualquer de outono porque outono é mágico, aconteceu. Tudo dentro, por dentro, circundado de sonhos, somente por dentro, dentro de uma lembrança eterna.
Gosto tanto de Brilho eterno, mais ainda dA Insustentável leveza do ser. De tudo que me traduz tão explicitamente. Poucos sabem e outros nunca saberão. Secretamente dou pistas e espero me fazer entender nesse caos que me define. Complicado.

Intimidade é dormir junto. Dividir sonhos, contatos involuntários no meio da noite, acordar misturado, com pés trocados, mãos entrelaçadas, abraços frouxos de sono, um sem saber direito quem é, o que é ou mesmo o que poderá ser...

Como definir maturidade emocional? Flavio Gikovate




Como definir maturidade emocional?

Penso que a maturidade emocional se caracteriza pelo atingimento de um estado evolutivo no qual nos tornamos mais competentes para lidar com as dificuldades da vida e por isso mesmo com maior disponibilidade para usufruir de seus aspectos lúdicos e agradáveis.
Talvez a principal característica da pessoa madura esteja relacionada com o desenvolvimento de uma boa tolerância às inevitáveis frustrações e contrariedades a que todos nós estamos sujeitos. Tolerar bem frustrações não significa não sofrer com elas e muito menos não tratar de evitá-las. A boa tolerância às dores da vida implica certa docilidade, capacidade de absorver os golpes e mais ou menos rapidamente se livrar da tristeza ou ressentimento que possa ter sido causado por aquilo que nos contrariou.

Pessoas maduras também se aborrecem com as frustrações, mas não “descarregam” sua raiva sobre terceiros que nada têm a ver com o que lhe ocorreu. Freud dizia que a maturidade se caracterizava pela substituição da raiva pela tristeza e penso que ele tinha razão. Acrescentei mais um ingrediente, qual seja, o de que devemos tratar de nos livrar da tristeza o mais depressa possível.

A maturidade emocional tem muito a ver com o que, hoje em dia, se chama de inteligência emocional (I.E.): competência para se relacionar com pessoas em todos os ambientes, habilidade para evitar conflitos desnecessários e até mesmo tentar harmonizar interesses e agir sempre em prol da construção de um clima positivo e agradável nos ambientes que frequenta. Assim, a pessoa mais amadurecida busca também a evolução moral, condição que a leva a agir de modo equânime, atribuindo a si e aos outros direitos e deveres iguais.

Pessoas com boa I.E. também agem com certa estabilidade de humor, de modo que não são criaturas “de lua”, aquelas que nunca se pode saber com antecipação em que estado de humor estarão. É claro que a estabilidade de humor não significa estar sempre alegre e feliz; o humor das pessoas mais equilibradas é proporcional ao que está lhes acontecendo, sendo que os momentos de tristeza são vividos com dignidade e classe.

As pessoas mais tolerantes a frustrações, moralmente mais bem desenvolvidas e de humor estável são capazes de despertar a confiança daqueles que com elas convivem. Assim, tornam-se bons parceiros sentimentais, bons amigos, sócios, colegas de trabalho…

A maturidade acaba vindo acompanhada de uma série de boas propriedades e elas são motivo de satisfação dos que foram capazes de avançar na direção de conquistá-la. É claro que o processo de evolução é interminável e jamais deveríamos nos considerar como um “produto acabado”; estar sempre progredindo tende a determinar um estado de alma positivo, um justo otimismo em relação ao futuro – sim, porque quem está crescendo pode esperar mais coisas boas para si lá adiante.

Outra característica da maturidade é o senso de responsabilidade sobre si mesmo, assim como o desenvolvimento de uma sólida disciplina: isso significa controle racional sobre todas as emoções, especialmente a preguiça. Uma razão forte também exerce controle e administra a inveja, os ciúmes, os anseios eróticos e românticos, assim como a raiva e a agressividade. Controlar não significa reprimir e muito menos sempre deixar de agir de acordo com as emoções; significa apenas que elas passam pelo crivo da razão e só se tornam ação quando por ela avalizadas. Esse é mais um motivo para que sejam criaturas confiáveis, uma vez que exercem adequado domínio sobre si mesmas.

Os mais evoluídos emocionalmente tentem a ser mais ousados e a buscar com determinação a realização de seus projetos. Têm menos medo dos eventuais – e inevitáveis – fracassos, pois se consideram suficientemente fortes para superar a dor derivada dos revezes. Ao contrário, aprendem com seus tombos, reconhecem onde erraram e seguem em frente com otimismo e coragem ainda maior. Costumam ter melhores resultados do que aqueles mais ponderados e comedidos, condição que não raramente esconde o medo do sofrimento próprio dos que enfrentam os riscos.


Finalmente, para que possamos viver com serenidade e alegria, temos que aceitar uma propriedade essencial da nossa condição: somos governados pelo que chamo de “princípio da incerteza”; ou seja, não sabemos responder as questões essenciais que caracterizam nossa existência: qual o sentido da vida, de onde viemos, para onde vamos, por quanto tempo estaremos aqui etc. É sobre esse solo de areia movediça que temos que construir nosso castelo e fazê-lo com otimismo e persistência mesmo sabendo que ele pode ruir a qualquer momento.




"Amar e ser correspondido não é idealização e nem postura infantil. Amar sem ser amado é covardia; e ser amado sem amar, mais covardia ainda." Flávio Gikovate  

8 de março de 2015










Ah, essa fé na humanidade...




Essa fé na humanidade ou no que há de humano em seres frios cujos os olhos vitrificados  dizem que é tudo encenação e ainda assim você persiste.
Essa munição que se dá ao outro e que será usada contra você porque a evolução espiritual do interlocutor é a mesma de uma anêmona do mar é certa e ainda assim você persiste.
Ainda que saiba que o mais leve apertar de calcanhar o fará delatar o que não existe, revelar o que nunca foi dito, criar situações para livrar a própria pele daquilo que acredita ser uma ameaça a sua integridade. Covardia é próprio daqueles que nada sentem a não ser um apreço enorme por si mesmos.

Ainda assim você persiste e insiste em julgar os outros segundo seus padrões de referência. Ainda que sinta repugnância pelo que tem a frente, você insiste. Pois há, entenda de uma vez por todas, pessoas frias que pouco se importam com os  outros e muito menos com esforços edificantes de explicar o que é consideração.
Há pessoas que se dizem fazendo um grande esforço para se colocar no lugar do outro, para treinar o sentir. Treinar o sentir? Como se treina um sentimento? como o egoísta vai ser capaz de entender o que vai na alma do outro. Hoje ele é cordato, amanhã repetirá exatamente o mesmo que melhor lhe aprouver. Não se engane.

Há que se persistir por fé, por ser uma atitude orgânica, inerente a você, mas há que se ter lucidez na medida exata da manipulação manifesta. Alerta e defesa. Levanta a guarda e aguarda.

Às vezes, a vida impõe a convivência com pessoas visceralmente diferentes. Há que se ter paciência e persistência porque a fé na humanidade ainda é qualidade dos idealistas...esses pobres coitados na qual eu ainda me incluo.





"A regra é: os mais egoístas escolhem amigos e parceiros sentimentais com objetividade, preferindo os mais generosos a quem possam manipular." Flávio Gikovate





Nível altíssimo!




Nunca!



Esperar que um mau caráter tenha consideração porque você é uma pessoa que joga limpo, é como esperar que ele não jogue sujo só porque você entrou desarmada na briga. - Eu mesma.




Paixão.




não mesmo...

Long Live and Prosper, Spock!





"Don't be afraid to cross the line."
As últimas palavras do personagem de Leonard Nimoy na série Fringe, que também foi sua última participação em uma produção. (Via Nelson Moraes)


26 de março de 1931
27 de fevereiro de 2015 

sem mais.

Vingança.





Já deixei.

Defeitos Gikovate






Há "defeitos" que toleramos bem e outros que, mesmo irrelevantes, nos irritam ou magoam muito: convém pensar em nossas reações a longo prazo.
Os mais maduros tendem a ser mais tolerantes; porém, não convém subestimar o impacto negativo de certas condutas irritantes ao longo de anos.
Os que pretendem estabelecer elos sentimentais duráveis devem se acautelar bastante e fazer uma avaliação precisa do modo de ser do parceiro.
No dia a dia, a ausência de determinados "defeitos" que nos irritam muito é mais importante do que a presença de qualidades que nos encantam!
Não é bom pensar que, com o convívio, as pessoas se ajustam e os "defeitos" se esvaem: é melhor acertar os detalhes antes de um compromisso.
Antigamente se dizia, brincando, que "quando casar, sara". Não é verdade: quando as pessoas se casam, se acomodam e tudo tende a ficar pior.

e por falar em amor...








"Quando a gente gosta, a gente começa emprestando um livro, depois um casaco, um guarda-chuva, até que somos mais emprestados do que devolvidos. Gostar é não devolver, é se endividar de lembranças." - 
Fabrício Carpinejar.  




* em priscas eras, meus dvds eram tão emprestados pra você, RBL que um belo dia quando veio devolver, ficou.

O vírus da Paixão.



Paixao14

Muita gente imagina a paixão como um produto da alma. Ou do coração. Mas é, em essência, por menos romântico que pareça, um jogo químico.
A BBC ouviu cientistas que identificaram como esses elementos químicos funcionam em cada estágio da paixão.

Estágio 1: Luxúria
A luxúria é "alimentada" por dois hormônios: a testosterona e o estrogênio.
A testosterona, ao contrário do que se pensa, não é restrita aos homens. Ela também tem um papel de destaque no desejo sexual feminino.


Estágio 2: Atração
É neste estágio que as pessoas apaixonadas não pensam em outra coisa. Elas podem até perder o apetite e dormir menos, preferindo passar horas sonhando acordadas com seu novo interesse amoroso.

Isso é "culpa" de um grupo de enzimas neuro-transmissoras chamadas monoaminas. Mais precisamente de três delas:

Dopamina: Também ativada pela cocaína e pela nicotina, causa sensação de euforia.
Norepinefrina: Conhecida também como adrenalina. Faz com que suemos e acelera os batimentos cardíacos.
Serotonina: Uma das mais importantes substâncias da "química do amor", e que pode fazer com que fiquemos temporariamente insanos.

A supressão do hormônio vasopressina nos ratos do deserto deteriora ligação entre parceiros


Estágio 3: 'Apego'
Este é o estágio que se instala após a atração, se um relacionamento durar. Se a atração durasse para sempre, nada mais que bebês seriam feitos num relacionamento.
O 'apego' é um compromisso mais longo e este laço é que mantém os casais juntos.

Ao contrário do que se pensa, a testosterona também é um hormônio fundamental para o desejo feminino
Neste estágio, cientistas acreditam que dois hormônios liberados pelo sistema nervoso têm papel na formação de laços.
Vasopressina: Outra importante substância química nos compromissos de longo termo. Pesquisas com ratos do deserto sugerem que a supressão de vasopressina em machos faz com que a ligação entre parceiros deteriore imediatamente, com a perda de devoção e a falha em proteger a parceira de novos pretendentes.
Oxitocina: Produzida pelo hipotálamo, uma glândula cerebral, e liberada tanto por homens e mulheres durante o orgasmo, a oxitocina ajuda a fortalecer ligações entre casais, segundo cientistas. A teoria é simples: quanto mais um casal fizer sexo, mais forte o elo entre eles fica.

Via: BBC



A paixão muitas vezes atropela relações ótimas, firmes, longas mas que estão apenas um pouquinho adormecidas pelo dia a dia corrido, a rotina e por que não, a falta de saco pra fazer a sexy todos os dias.
A paixão, em geral vem travestida daquela pessoa que esta próxima por alguma imposição, tipo: um curso, no trabalho, na atividade física. É a pessoa que se interessa em saber como você esta, que tem tempo para conversar, que elogia ou tem sempre uma conversa interessante sobre um assunto do seu interesse. É mágico e por consequência, apaixonante. Impressionante o tanto de afinidade que se descobre nessas pessoas. Porém, antes de jogar tudo para alto, lembre-se: é pura química e passa. Que fique claro que não sou a favor de se manter uma relação só pelo tempo que ela tem, pela história que se tem junto ou qualquer coisa que o valha, mas há que se ter algum discernimento antes de se jogar tudo para o alto e sair correndo para viver essa grande paixão. Às vezes, é só isso, uma paixonite que se analisada com um pouquinho de critério faz ver que não vale nem o esforço de tirar a roupa. Sério. Se esse conselho não te diz nada, é simples, desconfie sempre da perfeição, ela não existe. Se ele (a) te parece perfeito, corra...na direção oposta de preferência. Proteja-se de si mesmo quando ainda há tempo. Agora se você gosta apesar dos defeitos, quer o sujeito (a) sabendo que não vai mudar esses defeitos, nem a pessoa nem essas atitudezinhas que às vezes ele (a) tem e que são, apesar da paixão, escrotas, se joga parceiro (a). O caco você recolhe depois...ou não. ;P

Valentine's Day




 Uma mensagem de aniversário escrita por Johnny Cash para sua amada esposa June, em 1994, foi eleita a mais bela carta de amor de todos os tempos.
Seu conteúdo? A simplicidade de um amor massivo, sincero e companheiro.

Confira a tradução da carta:



Feliz aniversário, Princesa
Ficamos velhos e nos acostumamos um com o outro. Pensamos parecido. Lemos a mente um do outro. Sabemos o que o outro quer sem perguntar. Às vezes, nós irritamos um ao outro um bocado. Talvez, algumas vezes, tratamos um ao outro como garantido.  Mas de vez em quando, como hoje, refleti sobre isso e percebi o quão sortudo sou por compartilhar minha vida com a mulher mais incrível que já conheci. Você continua me fascinando e inspirando. Você me faz ser melhor. Você é o meu objeto de desejo, a razão #1 para a minha existência.
Eu te amo em demasia.
Feliz aniversário, Princesa.
Johnny”

Fonte: Aqui


Ela me ama apesar de tudo, apesar de mim mesmo.
Ela salvou minha vida mais de uma vez.
Ela sempre esteve lá com o seu amor, e isso certamente me fez esquecer a dor por um longo período de tempo, muitas vezes.
Quando escurece e todo mundo foi para casa e as luzes são desligadas, é só eu e ela . " 
- Johnny Cash

Delícia...




e tenho dito...



François Truffaut





A história de François Truffaut começou toda errada para dar tão certo. Foi rejeitado pela mãe, tornou-se ladrão, foi denunciado pelo padrasto e preso aos 16 anos. Como explicar que em apenas dez anos ele revolucionaria o cinema francês? Aos 26, ele inaugura o Nouvelle Vague, movimento que renovou o cinema francês, com um de seus melhores filmes, “Os incompreendidos”.
O cinema salvou-o de se tornar marginal e deu estofo necessário para fazer dele um crítico dos mais violentos.
/Ainda assim, uma infância e adolescência tão conturbados, não passariam impunes. Para o cinema foi ótimo, para a vida pessoal nem tanto. Teve três filhas e um filho homem, as relações com seu padrasto, de quem herdou o sobrenome, nunca foram boas e com a mãe menos ainda, tanto que ela morreu sem sequer conhecer os netos.

A obra de Truffaut é toda pautada pela busca do Amor. Não importa que tipo de amor ou mesmo se é correto ou transgressor, o que importa é o modo como esse sentimento coloca todos nós em pé de igualdade. Somos igualmente possessivos, ciumentos, idiotas, românticos e em situações extremadas preferimos destruir seu objeto de desejo a perdê-lo. Truffaut não nos poupa das lágrimas, do vômito, do escarro, do sangue virginal. Os fluídos corporais são pequenos lembretes mandados pela Morte de que ela nos espera logo ali na esquina. Aos personagens, só resta crer no Amor. Crer é a palavra chave; para Truffaut, o Amor é uma religião.
Isso é Truffaut. E por isso sou devota. Essa é a melhor palavra a usar quando se é mais do que apaixonada.
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Esse aquariano do dia 06/02/1932 nos deixaria no dia 21/10/ 1984, Tinha apenas 52 anos.


“(…) Tudo o que é do domínio afetivo reclama o Absoluto. O filho quer a mãe por toda a vida, os amantes querem se amar por toda a vida, tudo em nós pede o Definitivo – enquanto que a vida nos ensina o Provisório. Na medida em que o tempo passa, torna-se conveniente esquecermos nossos mortos, pois, esquecendo-os, é a nossa própria morte que esquecemos. (…) O verdadeiro dilaceramento reside na necessidade de aceitarmos o Provisório – para sobrevivermos”.
(O Cinema Segundo François Truffaut , Editora Nova Fronteira, 1988).
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Leia mais mais.

Confiar um no outro, essencial para um amor maduro - Flavio Gikovate





- Amar implica depender, estar na mão da outra pessoa. Por isso, amar alguém que não nos transmite confiança é ser irresponsável para consigo mesmo.

Poucos são os casais que vivem em concórdia, num relacionamento que crie condições para que ambos cresçam emocional e intelectualmente. Mas, porque existem alguns casais que vivem em harmonia, devemos nos empenhar para também fazermos parte dessa minoria privilegiada.

Hoje quero me dedicar a um aspecto essencial das boas relações amorosas que é o desenvolvimento da confiança recíproca.

Amar implica depender, estar na mão de outra pessoa. Ela tem, mais do que ninguém, o poder de nos fazer sofrer. Basta querer nos magoar que conseguirá isso, com uma simples palavra ou gesto. Se quiser nos fazer sentir insegurança, não terá problema algum.

Fica mais do que evidente que, quando uma pessoa ama alguém que não se empenha em despertar a sensação de confiança e de lealdade, ela irá padecer muito. Irá se sentir permanentemente ameaçada, terá ciúme de tudo e de todos.

Amar alguém que não nos passa confiança é, pois, uma irresponsabilidade para consigo mesmo. É uma ousadia, uma ingenuidade e uma grande demonstração de imaturidade emocional – ou sinal de que se tem satisfação com o sofrimento.

Em geral, as pessoas se colocam nessa condição em virtude de terem se encantado com alguém que, de fato, não dá sinais de confiabilidade. Aceitam essa atitude egoísta do amado imaginando que seja uma fase, um período doloroso que irá passar com o tempo. Fazem tudo para demonstrar o seu amor, para cativar o outro e esperam que isso faça com que, finalmente, ele se renda, e também se entregue de corpo e alma à relação afetiva.

Acaba se compondo uma espécie de desafio, em que aquele que não é confiável percebe que recebe mais atenções e carinho exatamente por agir dessa forma. Com isso se perpetua a situação e me parece bobagem achar que o futuro será diferente do presente. Afinal de contas, aquele que não se entrega ao amor, acaba sendo altamente recompensado por isso e não terá nenhuma tendência para alterar sua atitude.

Quando a “mágica” do encantamento amoroso não vem acompanhada da “mágica” da confiança, a pessoa está posta numa situação muito difícil, na qual o sofrimento e insegurança serão as emoções mais constantes.

E essa “mágica” da confiança de onde ela vem? De vários fatores, sendo que o primeiro deles depende do comportamento da pessoa amada.

Não é possível confiarmos numa pessoa que mente, a não ser que queiramos nos iludir e tentemos achar desculpas para não perder o encantamento por ela.

Não é possível confiarmos em pessoas cujo comportamento não está de acordo com suas palavras e suas afirmações. Aliás, quando o discurso não combina com as atitudes, penso que devemos tomar essas últimas como expressão da verdadeira natureza da pessoa.

Não é possível confiarmos em pessoas que mudam de opinião com a mesma velocidade com que mudamos de roupa. É evidente que todos nós, ao longo dos anos, atualizamos nossos pontos de vista. Porém, acreditar em certos conceitos num dia – na frente de certas pessoas – e defender conceitos opostos no outro – diante de outras pessoas – significa que não se tem opinião firme sobre nada e que se quer apenas estar de bem com todo mundo. Amar uma pessoa assim é, do ponto de vista da autopreservação, uma temeridade.

A capacidade de confiar depende também de como funciona o mundo interior daquele que ama e não apenas da forma de ser e de agir do amado.

Não são raras as pessoas que não conseguem desenvolver a sensação de confiança em virtude de uma autoestima muito baixa. Desconfiam da capacidade que têm de despertar e conservar o amor da outra pessoa; se sentem inseguras, acham que a qualquer momento podem ser trocadas por criaturas mais atraentes e ricas de encantos. E, o que é mais grave, se sentem assim mesmo quando recebem sinais constantes, coerentes e persistentes de lealdade por parte da pessoa amada. Nesses casos, não há o que essa criatura possa fazer para atenuar o desconforto daquelas, cuja única saída é um sério mergulho interior em busca de resgatar a autoestima e a autoconfiança perdidas em algum lugar do passado.

Finalmente, para uma pessoa desenvolver a capacidade de confiar é necessário que ela seja uma criatura confiável.

Costumamos avaliar as outras pessoas tomando por base nossa própria maneira de ser. Se nos sabemos mentirosos, capazes de deslealdade e de desrespeito aos outros, como ter certeza de que as outras pessoas não farão o mesmo conosco?

Só aquele que tem firmeza interior, que tem confiança em si mesmo no sentido de respeitar as regras de conduta nas quais acredita, pode imaginar que existam pessoas em condições de agir da mesma forma.

Se a felicidade sentimental depende do estabelecimento da confiança recíproca, ela será, pois, um privilégio das pessoas íntegras e de caráter.

Flavio Gikovate



Pra vc Moki com amor e confiança...sempre.


Tarot


E eis que a carta que surge é: A Temperança.





O MOMENTO DA AÇÃO SENSÍVEL

Existem momentos específicos em nossas vidas que demandam a utilização de empatia. A empatia nada mais é do que a capacidade, muitas vezes que nasce da simples boa vontade, de se colocar no lugar do outro e compreender as coisas a partir do ponto de vista alheio. Vivemos, em geral, voltados demais para nossas próprias perspectivas e carecemos de uma avaliação mais fiel, justa e sensível da realidade das pessoas que estão ao nosso redor. Cultive uma postura mais compreensiva e a recompensa virá na forma de amor, simpatia e colaboração. Você sofrerá testes claros em sua paciência, mas não deverá fracassar.

Conselho: A necessidade de agir com harmonia entre razão e emoção.

Porque hoje é sábado...


Jeffrey Dean Morgan


Antes de mais nada que fique claro meu amor incondicional a Javier Bardem, primeiro e único (talvez nem tanto... não posso esquecer Brando) no meu coração cinematográfico! Mas Jeffrey...Ah, Jeffrey... um cara que gosta de cachorros e motos, com essa boca, esse sorriso, esses olhos de mormaço, esse 1,88 de ombros largos, braços fortes, um peito que dá vontade de sumir pra dentro de um abraço é irresistível. Perfeição define.
Verdade que eu espero mais dele como ator, ainda não fez nada que me desse vontade de ver de novo, a não ser por ele mesmo. Vamos aguardar. Por ora essa boca me basta...e muito.








Dia da Saudade...


Poemeu


Poeminha antiguinho de quando eu ainda escrevia.
Só a saudade é sempre a mesma.


Felicidade é simples.



Felicidade é ver um pedacinho da família, numa quinta-feira em pleno verão carioca. É conhecer a descendência linda de primas e primos, ver a história que continua, beber uma cerva gelada e rir,rir muito, muito, de perde o fôlego. Falar tanto até perder a voz, contar causos, relembrar pessoas... queridos distantes e aqueles que já se foram Felicidade é abraçar apertado, num tipo de abraço que contém tantas pessoas, um aconchego, um carinho, se sentir pertencida...
Felicidade é simples, é voltar pra casa de mãos dadas com um grande amor, cabeça no ombro, noite estrelada e quente e um sorriso de gratidão pela vida. Essa tal de vida... Ô trem bão, sô!






Alívio, esse retorno à superfície.




"Falar é algo que requer cautela, porque o que falamos quase sempre não coincide com o que o outro vai ouvir. Segundo o filósofo Ortega Y Gasset, estamos todos condenados a uma "solidão radical", justamente porque a comunicação é sempre precária. Ouvir de verdade significa tentar se abrir para o argumento da outra pessoa, buscando não agir de modo radical ou crítico e, se for o caso, acoplar aquela nova ideia em vez de simplesmente desqualificá-la." Flavio Gikovate


Se tem uma coisa bacana na vida é a possibilidade de tudo se resolver de um dia para o outro. Acho que nunca tentei o suicídio por pura curiosidade do que ia acontecer no dia seguinte. Louco, verdade, mas sempre se confirma essa coisa própria do tempo que tudo resolve, tudo esclarece e faz sair das nuvens um belo sol à pino.
Ontem angústia por uma situação truncada, nebulosa com uma pessoa que eu defino como atormentada sob uma aparência calma e cordata, hoje poder dizer: nunca serei sua amiga, nem virtual nem real. Alívio define. A mente em ebulição teve descanso imediato. Sabe paz? Pois é. Como havia dito antes gosto de gente franca, aberta que chega junto, puxa pra perto, olha no olho, fala o que sente, por isso conviver com alguém assim é complicado, desgastante pra não dizer cansativo.


"Amizades consistentes e elos duradouros se beneficiam muito da presença de grandes afinidades; em especial, as relativas ao caráter." Flávio Gikovate


"Devemos tomar alguns cuidados para melhor conhecer a maneira de ser e pensar das pessoas.O modo mais adequado de entendermos o que se passa com o outro não é se colocar no lugar dele usando a si como referência. Devemos olhar para o outro com realismo, objetividade, assumindo uma postura que leve em conta que as atitudes devem falar mais alto que as ideias." F.G

Às vezes, a vida impõe desafios e coloca no nosso caminho pessoas totalmente diferentes de nós, quase refratárias para o exercício do entendimento, da compreensão no estado mais puro. É preciso aceitar mesmo que não goste. Se é assim que assim seja. 




Angústia, essa pedra no espelho d'água...





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 "No caso da união entre o Sol e Marte, é como se o seu "rei interior" se unisse a um poderoso "general", e o que se nota é uma personalidade afirmativa, que traça objetivos precisos e os cumpre. Você tem a vitalidade necessária para agir no mundo, realizando seus intentos com firmeza e determinação.Eu desejo é uma frase-chave para este aspecto. E você se identifica com seus desejos, podendo sentir muita ira quando eles são desafiados. Marte, o destemido, fornece ao Sol a coragem necessária para você mostrar a que veio. Você expressa sua identidade com firmeza, podendo eventualmente exceder-se, tendo maneiras entusiásticas demais, ou mesmo com acessos de impaciência ou ainda com uma frieza gélida. Para você é tudo ou nada. Há um toque de agressividade e de dominação nas interações Sol-Marte. Há também um poderoso espírito de iniciativa, que lhe permite entrar num fluxo vitorioso quando se concentra fortemente na direção de um intento. A agressividade, a despeito do que nos ensinam muitas tradições esotéricas, é um impulso natural que nos leva a crescer, que nos conduz ao desenvolvimento. Não é algo "ruim". Toda coisa viva luta por espaço a fim de afirmar sua existência. No caso da união entre Sol e Marte, há uma necessidade de afirmar-se através do confronto. Traduzindo em miúdos, uma predisposição natural para a briga! É matar ou morrer, nunca menos que isso"

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 Uma mente inquieta precisa de paz. É uma necessidade quase palpável. Tudo que tira do centro gera angústia. Sentir é o verbo certo. Algo acontece mas eu olho e não consigo enxergar o que é. Não gosto. Não sei o que se passa, intuo que algo esta acontecendo nas sombras. Traição, puxada de tapete, talvez. Não consigo entender o sentimento, o que move, o que ocorre. Não entendo os códigos, mas sei que algo esta acontecendo e é assim...acontecendo como numa evolução gradual. Mas o que? Nova decepção? Reitero não gosto. Gosto de gente aberta, que fala o que sente, que chega junto, puxa pra perto, olha no olho, pega na mão, se envolve, não se esconde, não foge e se for pra brigar vem pra receber a bala no peito aberto, escancarado. Briga  comigo só na mão e de preferência com muito contato físico que é pra eu sentir o gosto do seu sangue na minha boca. Mistura de suor, pele na unha, sangue na boca. Banquete completo me serve. É assim que eu sou.







Amor de laboratório.

Senão vejamos, um cientista afirma que ao responder algumas perguntas é possível que as pessoas se apaixonem. A grosso modo é essa a tese dele. Particularmente, acho a ideia das perguntas bem interessantes porque ao respondê-las cada um se desvenda aos olhos do outro, isso é claro supondo que as respostas serão verdadeiras. Porém, acredito que  não só a paixão e o amor são bem diferentes assim como a maneira que ocorrem também. Acho que a paixão, o apaixonar-se é o start de todo relacionamento, o encantamento inicial, aquilo que gera a vontade de ficar junto, perto, dentro do outro toda hora, todo dia. Com o passar do tempo tudo que é falado, que é dito tem que receber um respaldo que se chama atitude ou seja nem sempre o cara que se diz o homem mais fiel da terra realmente o será, isso é apenas para exemplificar. Palavras o vento leva, atitudes não. E isso vale para ambos. Havendo o respaldo é  nessa hora que a relação se solidifica e se torna amor. Cada um  corresponde as expectativas do outro inclusive as negativas, não se engane e segue em frente ou não como diria o dublê de filosofo Caetano Veloso.

Dito isso, não acredito que algumas perguntas e respostas façam a diferença em se apaixonar ou não, mas certamente poderão despertar interesse em continuar e conhecer melhor o dono de respostas interessantes, né? ;)



QUER SE APAIXONAR? AQUI ESTÁ A RECEITA!

Para estudioso, o amor pode ser criado em laboratório.
Por Beatriz Alessi 
Foto: Thinkstock
Foto: Thinkstock
Ah, o amor... Quantos poemas e tratados já foram escritos na tentativa de decifrá-lo... Quantas canções melosas entoadas na calada da noite! Seria a paixão uma questão puramente química? Um evento fortuito provocado por determinada conjunção planetária? Em outras palavras, estaria o encontro amoroso escrito nas estrelas?
Nada disso. Para o professor Arthur Aron, do departamento de Psicologia da Universidade de Stony Brook, no estado de Nova York, o amor é uma experiência que pode ser replicada em laboratório. Simples assim. Há quase vinte anos, ele mostrou que é possível fazer estranhos se apaixonarem em menos de uma hora. Homens e mulheres heterossexuais foram colocados frente a frente, responderam a um questionário com 36 perguntas e depois se olharam por 4 minutos. Seis meses depois, dois participantes estavam casados.
Duas décadas depois, uma professora da Universidade de British Columbia, no Canadá, resolveu testar o método. O relato de Mandy Len Catron foi publicado no jornal “The New York Times”. Ela e o parceiro não eram propriamente estranhos, já se conheciam da universidade. E não estavam sentados num laboratório, mas num bar. Um pouco constrangidos, os dois fizeram uma busca no Google e responderam, uma a uma, às 36 questões propostas pelo doutor Aron. São três conjuntos de perguntas que vão ficando mais “invasivas” à medida que o questionário evolui. “Se pudesse escolher qualquer pessoa no mundo, quem você convidaria para jantar?” “Antes de fazer um telefonema, você ensaia o que vai dizer?” E por aí vai. O objetivo do doutor Aron é criar um clima de intimidade entre os participantes que, na vida real, poderia levar meses. “Enumere três coisas que você e seu parceiro parecem ter em comum”. “Qual é a sua lembrança mais querida?” “E a mais terrível?” “Qual foi a última vez que chorou na frente de alguém?” “Diga ao seu parceiro o que já te agrada nele”.
Ao final do questionário, Mandy diz ter se sentido como um sapo de laboratório que só percebe que está em água quente quando já é tarde demais. E ainda faltava a parte final do experimento: os dois teriam que se olhar silenciosamente por quatro longos minutos. Como isso seria estranho num bar, eles foram para uma ponte próxima. Para Mandy, foi uma das experiências mais aterradoras e eletrizantes de toda a vida!
Nem é preciso dizer que os dois se apaixonaram. Então será isso o amor, uma questão de intimidade? A tese do doutor Aron parece ser a de que, para amar, é preciso querer conhecer o outro e se deixar conhecer. Muitas vezes isso não acontece porque estamos “armados” demais para nos colocar numa posição de vulnerabilidade. Infelizmente, o amor não vem com seguro contra a desilusão. Mas nos privar dele pode ser ainda mais triste. Então se jogue!

Quer fazer o teste do doutor Aron? As 36 perguntas estão abaixo.   
Parte I
1. Se pudesse escolher qualquer pessoa no mundo, quem você convidaria para jantar?
2. Você gostaria de ser famoso (a)? De que maneira?
3. Antes de fazer um telefonema, você ensaia o que vai dizer? Por quê?
4. O que seria um “dia perfeito” para você?
5. Quando foi a última vez que cantou para si mesmo (a)? Ou para alguém?
6. Se você pudesse viver até os 90 anos, escolheria manter, pelos últimos sessenta anos de vida, o corpo ou a mente de alguém de 30?
7. Tem um palpite sobre como vai morrer?
8. Enumere três coisas que você e seu parceiro (a) parecem ter em comum.
9. Pelo que você é mais grato (a) na vida?
10. Se você pudesse mudar algo na maneira como foi criado (a), o que seria?
11. Em quatro minutos, faça uma descrição o mais detalhada possível da sua vida.
12. Se você pudesse acordar amanhã com mais uma qualidade ou habilidade, qual seria?

Parte II
13. Se uma bola de cristal pudesse lhe revelar a verdade sobre você, sua vida, o futuro ou qualquer outra coisa, o que gostaria de saber?
14. Há algo que você sonha em fazer há muito tempo? Por que ainda não realizou esse sonho?
15. Qual é a sua maior conquista na vida?
16. O que mais valoriza numa amizade?
17. Qual é a sua lembrança mais querida?
18. Qual é a sua lembrança mais terrível?
19 Se soubesse que morreria dentro de um ano, você mudaria alguma coisa na sua maneira de viver? Por quê?
20. O que a amizade significa para você?
21. Que papel o amor e a afeição têm na sua vida?
22. Enumere cinco características que considera positivas no seu parceiro e ele em você.
23. Quão afetiva é a sua família? Acha que a sua infância foi mais feliz que a da maioria das pessoas?
24. Como é a sua relação com a sua mãe?

Parte III
25. Formular, cada um, três fases começando com a palavra “nós”. Por exemplo, “aqui nesta sala nós estamos nos sentindo...”
26. Completar a frase: “Gostaria de ter alguém com quem pudesse compartilhar…”
27. Se você fosse ficar amigo (a) do seu parceiro (a), o que seria importante que ele (a) soubesse?
28. Diga ao seu parceiro (a) o que gosta nele (a). Seja muito honesto (a). Diga coisas que não diria a alguém que acabou de conhecer.
29. Conte ao seu parceiro (a) uma passagem constrangedora da sua vida.
30. Quando foi a última vez que chorou na frente de alguém? Ou sozinho (a)?
31. Diga ao seu parceiro (a) o que já te agrada nele (a).
32. Com o que, na sua opinião, não se pode fazer piada?
33. Se você morresse essa noite e não pudesse se comunicar com ninguém, o que lamentaria não ter podido dizer? E por que não disse isso até hoje?
34. A sua casa está pegando fogo. Depois de salvar seus entes queridos e animais de estimação, você ainda tem tempo de correr e salvar mais uma coisa. O que seria? E por quê?
35. Entre todas as pessoas da sua família, qual seria a morte mais dolorosa para você? Por quê?
26. Conte um problema para o seu parceiro (a) e peça-lhe um conselho sobre como resolvê-lo. Peça a opinião dele (a) sobre como você deve estar se sentindo a respeito.

Daqui Ó,