Pantera...



Farrah Fawcett
Em 2 de fevereiro de 1947, nasceu Farrah Fawcett, um dos maiores símbolos da televisão americana da década de 1970
2 fev., 2016



Farrah alcançou o estrelato no seriado de televisão 'As Panteras', de 1976 (Foto: Wikipedia)



Um dos maiores símbolos da televisão americana da década de 1970, a atriz Mary Farrah Leni Fawcett, mais conhecida como Farrah Fawcett, nasceu em 2 fevereiro de 1947, na cidade de Corpus Christi, no Texas, EUA.
Com menos de um mês de vida, ela foi submetida a uma cirurgia para extrair um tumor no intestino da qual se recuperou rapidamente. Após cursar o ensino fundamental em uma escola católica e o ensino médio na escola W.B Ray, ambas em Corpus Christi, ela se mudou para Austin, capital texana, para estudar na Universidade do Texas, onde cursou microbiologia.
Os colegas de classe de Farrah a elegeram uma das 10 pessoas mais bonitas do campus e fotos da jovem começaram a ser usadas em anúncios pelo publicitário David Mirisch, que sugeriu que Farrah buscasse uma carreira como atriz de cinema.
Encorajada pelos amigos e pelo conselho de Mirisch, e após convencer os pais, Farrah se mudou para a Califórnia, onde conseguiu emprego como modelo. No entanto, seu verdadeiro objetivo era atuar. Seu primeiro papel foi em uma produção franco-italiana filmada nos EUA chamada “Un Homme Qui Me Plaît” (“Um Homem Como Eu”), de 1969. Posteriormente, conseguiu uma ponta em um episódio do seriado “R.F.D. Mayberry” (1969). Após participar de outros papéis em episódios de seriados, Farrah conseguiu uma personagem permanente no seriado “McCloud” (1974) e, depois, no seriado “Harry O” (1974-76).
Em 1973, ela se casou com Lee Majors, que atuou ao lado dela em “O Homem de Seis Milhões de Dólares” (1973). O relacionamento durou cinco anos. Foi nessa época que Farrah alcançou o estrelato, em 1976, com os seriado Charlie’s Angels (“As Panteras”, no Brasil), onde ela interpretava a detetive particular Jill Munroe. O relacionamento do casal, no entanto, acabou quando o amigo de Majors, o ator Ryan O’Neal, foi apresentado a Farrah, por quem se apaixonou imediatamente, dando fim à amizade. Farrah e O’Neal passaram 17 anos juntos e, em 1985, tiveram um filho chamado Redmond O’Neal.
Com o sucesso da série, Farrah se lançou em busca da carreira cinematográfica. No entanto, os filmes nos quais atou nunca renderam o mesmo sucesso alcançado nos seriados de televisão. Ela atuou em filmes como “Murder in Texas” (1981), “Burning Bed” (1984), que rendeu a Farrah uma indicação ao Emmy, e “Poor Little Rich Girl” (1987).
Em 1995, Farrah posou nua para a revista Playboy, se tornando o segundo recorde de vendas da história da versão americana da revista, atrás apenas da modelo e lutadora de wrestling Chyna.
Em 2006, aos 59 anos, Farrah foi diagnosticada com câncer de cólon e iniciou tratamento. Nesta mesma época, ela reatou com O’Neal. Em maio daquele ano, Farrah detalhou sua luta contra o câncer no documentário “Farrah’s Story”, exibido pela rede NBC e assistido por cerca de 9 milhões de espectadores. Em outubro, Farrah se submeteu a uma cirurgia para retirada do tumor. Nas seis semanas após a cirurgia, ela passou por sessões de quimioterapia e radioterapia até que, no final de 2007, recebeu o diagnóstico de que estava curada.
Eufórica ela anunciou aos fãs e amigos ter vencido a luta contra a doença. Porém, a alegria durou pouco, e meses depois ela anunciou que o tumor havia voltado. Farrah iniciou novamente o tratamento. Debilitada pela doença e já sem cabelo, ela passava a maior parte do tempo na cama, recebendo apenas amigos próximos, como as atrizes Jaclyn Smith e Kate Jackson, suas companheiras no seriado “As Panteras”. Farrah morreu na manhã do dia 25 de junho de 2009, aos 62 anos, no Hospital Saint John em Santa Mônica, Califórnia.



Sobre estar sozinho - Flávio Gikovte







Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.
Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
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O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não à partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação,há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
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Charlie Brown


Adoro o  Charlie Brown... pelo menos até me dar conta não sei como, que ele me lembra um mala que conheci ano passado. Chato isso. Odeio quando estragam os meus "gostares" :(




Menino do Rio...








Petit, o Menino do Rio - Década de 70

No começo dos anos 70, com pouco mais de 15 anos de idade, José Artur Machado, o Petit*, era o símbolo da geração de jovens bronzeados, surfistas da praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, que usavam parafina para tornar as pranchas menos escorregadias e dourar os cabelos compridos. Coisas da moda. Livre, solto, sem outro compromisso com a vida senão viver e viver intensamente. Petit foi imortalizado pelo cantor Caetano Veloso, que se inspirou em sua imagem e, em 1979, compôs Menino do Rio, clássico da música popular brasileira na voz de Baby Consuelo.

Mas, na madrugada de 29 de agosto de 1987, na garupa da moto de um amigo ocasional, sem destino, rasgando uma dolorosa noite interior à procura de si mesmo, encontro que só se tornara possível com o brilho do pó, Petit sofreu um acidente. A violenta pancada da cabeça contra o asfalto o deixou em coma por 40 dias. Sobreviveu, mas com o lado direito do corpo, rosto e boca paralisados. Sequelas que não superou. Uma pessoa comum talvez conseguisse driblar o drama, mas não o “talentoso Petit”, como a ele se referem os amigos. Nessas condições, a vida se tornara insuportável para o Petit que as mulheres - todas as mulheres - chamavam de mel. Mais que um homem de pele dourada, loiro, 1,80 metros e físico forte, ele era uma criança indefesa, os olhos perigosamente verdes.

Quase dois anos depois, na tarde de 7 de março de 1989, aos 32 anos, Petit, que não conseguira se tornar adulto, eterno menino do Rio, matou-se. Trancou-se do mundo e bateu a porta: enforcou-se com a faixa do quimono de jiu-jitsu, o nó preso pelo lado de fora do alto da porta fechada do apartamento. Petit foi encontrado como na música de Caetano: calção, corpo aberto no espaço".

Menino do Rio, de Caetano Veloso

"Menino do Rio,
Calor que provoca arrepio,
Dragão tatuado no braço,
Calção corpo aberto no espaço,
Coração.
De eterno flerte.
Adoro ver-te!
Menino vadio,
Tensão flutuante do Rio.
Eu canto pra Deus proteger-te...
(bis)
O Hawaí seja aqui
Tudo o que sonhares,
Todos os lugares,
As ondas dos mares,
Pois quando eu te vejo
Eu desejo o teu desejo..."

Fonte: http://almanaquenilomoraes.blogspot.com.br/2014/05/menino-do-rio-vida-paixao-e-morte.html

Victor Hugo






Victor Hugo – França – *1802 +1885

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,

Não tenho mais nada a te desejar.

Ela é de Gêmeos






ELA É DE GÊMEOS

Recomendo ter bom fôlego, meu amigo, porque ela vai te roubar a respiração muitas vezes. A maioria delas, de propósito. O impressionante mesmo é como ela consegue deixar a gente em apneia mesmo sem ter a intenção. Só que também é ela que vai te fazer respirar aliviado ao perceber que, a despeito de todos os seus problemas, é ela que está ali por você no fim do dia. Mesmo se você não for religioso, ela vai fazer você se pegar agradecendo por tê-la ao seu lado.
Em alguns dias, ela vai fazer você questionar suas escolhas. Da camisa que você escolheu até a carreira escrita no diploma. Você vai se perguntar o que é que está fazendo com a sua vida até aquele momento, só pra depois vê-la mexer no cabelo daquele jeito e perceber que você não se importa com o que está fazendo, contanto que esteja fazendo com ela.
Independente da idade, você sempre vai se sentir um adolescente ao lado dela. Não é nada com a sua maturidade, rapaz, é que ela já viveu muito e conhece de tudo um pouco. Ela tem gana de saber, e se você ficar um tempo com ela, vai perceber que isso é tão hipnotizante quanto a curva dos lábios que ela tem.
Ela só exige uma coisa: liberdade. Você até pode ser importante para ela, mas nunca será maior que a sua liberdade. Dê a ela espaço, deixe-a respirar. Ela é só dela. Mas se mesmo com toda essa liberdade ela quiser ficar, considere-se um cara de sorte, meu amigo. Poucas pessoas conhecem um amor como o dela.
Você vai imaginar como é o seu beijo um sem contar de vezes, e se tiver sorte, vai descobrir que sua imaginação pode ser bem limitada perto da realidade. Mas devo te alertar, se você der a chance, ela vai ser tão necessária quanto alguma função vital, então cuidado. Não espere dela rotinas calculadas e esqueça os pequenos rituais. Com ela não existe monotonia, nem segurança.
Ao lado dela, você vai se sentir rolando os dados um jogo de azar onde as probabilidades de sucesso são muito pequenas. Ela é um campo minado. Ela é de gêmeos, e eu não faço ideia do que isso possa significar, mas tenho certeza que o sol e todas as estrelas conspiram pra transcrever isso nas linhas subentendidas do seu dia a dia.

Douglas Cordare.
Daqui






Lobos...





Uma matilha de lobos em marcha. Os primeiros três estão doentes, ou velhos, e eles dão o ritmo da matilha inteira. Não fôsse assim, e eles não conseguiriam manter o passo dos outros, ficando pra trás. Fôsse a matilha atacada, e eles seriam sacrificados. Depois vem cinco lobos fortes, na linha de frente. No meio, está o resto da matilha, seguido por mais cinco lobos fortes. O último é o macho-alpha. Ele controla tudo da posição de trás. Nesta posição, ele pode ver tudo, e decidir a direção a seguir. A matilha caminha de acordo com o ritmo dos mais velhos. E todo mundo ajuda um ao outro. 
(Via Sean Purdy. Texto: Barbara Bach. Foto: Cesare Brai.)

Natal só é bom com a família reunida




Pai do Fradim e da Graúna, dentre outros personagens clássicos do cartum brasileiro, Henfil escreveu as “Cartas da mãe”, publicadas na revista Istoé, depois de passar uma temporada em Nova York em busca de tratamento para a hemofilia. O tom divertido e irônico com que o cartunista conseguiu driblar a censura e criticar o regime militar as tornou conhecidas e inspirou o média-metragem homônimo lançado em 2003, que teve narração do ator e diretor Antônio Abujamra.
Natal, 23 de novembro de 1977

Dona Maria,
Vai chegando o Natal e começa a dar uma nostalgia fininha, doída na gente. Isto é normal, mãe? A senhora que já cursou oito filhos poderia me dizer se esta dor tem chá que cura? Erva cidreira é bom? Ou foi porque andei toman­do friage depois de beber quente?
A senhora sempre disse que Natal só é bom com a fa­mília reunida, que é muito triste ficar contando as cadeiras vazias na ceia da meia-noite-feliz. Pois parece que, por mais um ano, na nossa mesa não poderão estar presentes o Be­tinho e a Maria.[1] E, como na nossa, noutras tantas mesas de Natal pelo Brasil afora cadeiras ficarão vazias, viúvas de vivos.
Me sufoco de inveja quando vejo que mais uma mesa este ano estará completa. Thiago de Mello voltou. Voltou com dignidade. Com a dignidade que sofrimento ou ambi­ção nenhuma há de lhe tirar.
E o Glauber Rocha?[2] Assim como Thiago, sabe que o Glauber foi muito importante pra mim? Aprendi as coisas do mundo vendo seus filmes. Foi ele quem me acordou para a caatinga, para a revelação de que a terra é do homem, não é de Deus nem do Diabo. Foi inspirado em Glauber que criei os quadrinhos do Zeferino e da Graúna. Aprendi com ele e com Corisco[3] a morrer com meu povo sem jamais entre­gar qualquer um deles ao dragão da maldade, jamais cantar a beleza de Antônio das Mortes.[4]
Onde andará o Glauber Rocha? Que saudades, meu Deus.
Volte para o Brasil, Glauber!
Bença, mãe? Seu filho,
Henfil
P.S.: Mas será que o Glauber Rocha que foi, eles deixariam voltar?
Henfil. Cartas da mãe. Rio de Janeiro: Codecri, 1980, pp. 54-55.
[1] N.S.: Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, era irmão de Henfil e Maria Nakano, mulher de Herbert. Com a ditadura militar, Betinho exilou-se no Chile em 1971, mudando-se em 1973, quando Allende foi deposto. Só retornou ao Brasil seis anos depois, com a anistia.

[2] N.S.: Glauber Rocha esteve exilado de 1969 a 1976.
[3] N.S.: Corisco era o apelido do cangaceiro Cristino Gomes da Silva Cleto, que inspirou o filme Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha. No filme, Corisco foi interpretado por Othon Bastos.
[4] N.S.: Protagonista do filme O dragão da maldade contra o santo guerreiro, dirigido por Glauber Rocha, o personagem também aparece em Deus e o diabo na terra do sol.

Rubem Alves




Boa viagem Moki meu. Saudades. :(

Snoopy, o sábio!






Fica a dica! ;)

A teoria da janela quebrada









 Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, não é devido à pobreza, é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido/quebrado numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras. Induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Baseados nessa experiência, foi desenvolvida a ‘Teoria das Janelas Partidas’, que conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e delitos cada vez mais graves.Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pesso as forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas, estes mesmos espaços são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, pois aos dos abusos de autoridade da polícia deve-se também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos.
A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.
Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.
Reflita sobre isso!

Signos em poema...



ÁRIES
Ah! Quem conhece um ariano
Jamais o esquece…
Sorri com a mesma facilidade
Com que grita
É de uma inocência
Sem igual
Vive de alto astral
Sua ingenuidade encanta
E sua energia contagia
Adora fazer birra
Porque quando quer,
quer porque quer…
E às vezes quando conquista
Nem queria tanto assim…
Esses arianos adoram riscos
Lutam pelo que desejam
Mas não esperam ganhar um beijo
Rouba-os.
Saiba que ter um amigo ariano
É ter a certeza que se fores ao fim do mundo
Ele estará sempre com você.




TOURO
Ah! Esses taurinos elegantes
Ao surgirem em nossa vida
Um amor de fé nos garante
Acreditam em si mesmo
Força e talentos únicos
São seres especiais
Buscam seus sonhos
Mais ousados
Para eles limites existem
Para serem superados…
Mas temem o desconhecido
Amam o seu cantinho
E se nele você vier
O receberá com muito carinho.


GÊMEOS
Ah!Geminianos
Tem almas ciganas
De sorriso fácil…
Mas são contraditórios
Num dia amam a vida
Noutro não sabem ao certo
Mas quando amam uma pessoa
Se entregam de jeito único
Querem o bem de todos
Que estão por perto…
Adoram falar, adoram sorrir
Se pudessem conheceriam
Todos os dias um novo lugar
Mas uma coisa é certa
Esses geminianos sabem conquistar.



CÂNCER
Cancerianos possuem
Sensibilidade à flor da pele
Aos que amam
Com todo carinho
protegem
Às vezes tímidos
Escondem o riso,
Sentem na alma
A intuição do perigo
São leais e grandes amigos…
Mas não o magoe
Ele se fecha
Quando ferido.
Não esqueça!
Ele é dengoso
Mas é fiel e querido.


LEÃO
Esses Leoninos
Tem garra de vida
Brincam com tudo
Num otimismo
De dar inveja
Neles, há sempre
Uma palavra sincera
Um encanto nato
Em sua beleza
Ah! são valentes
Diante dos problemas
Autoconfiantes
E supremos…
Não esqueça!
Nem sempre
Abaixam a cabeça,
Mas é sempre fiel
Com toda certeza



VIRGEM
Virginianos
Ah! Esse confidente sincero
Um virginiano é um adorado anjo
Que olha sempre com a razão
Mas jamais se encontra nas nuvens
Eis seu maior defeito…
Não tira os pés do chão.
O convide para arrumar suas coisas
Ele é de uma organização incrível
Mas não tire as coisas dele do lugar
Ele tem medo de amar…
Ah! Virginianos morrem de medo de desconhecido
Mas o conquiste com muita amizade e sabedoria
E um amigo fiel pra sempre terá.


LIBRA
Ah! Librianos são pura harmonia
Justos por excelência
Com muito cuidado
Avaliam
Encantadores por natureza
Elegantes e delicados
Jamais se ouve o grito
De um libriano
E quando falam
São pacifistas
Ah! Esses librianos
São românticos sonhadores
Que correm atrás do seu amor
E quando conquistam
Dá a ele o merecido valor.
Tenha um libriano por perto
e verá o que é um ser humano
de grande afeto.



ESCORPIÃO
Escorpiano!!!
Adorado escorpiano
Esse ser que se apaixona
E todos os teus sonhos
No amor aprisiona
Alguém que ama intensamente
Mas sofre por ser enciumado
Alguém cuja sinceridade salta aos olhos
Cuja fé jamais lhe falta
guarda segredos e mistérios
um apaixonado esotérico
tenha um escorpiano
ao teu lado… e saberás o que
é o amor sincero.
Ah! Mas Esse Escorpiano
precisa perder um pouco do juízo.



SAGITÁRIO
Sagitariano é assim
Um desastrado apaixonado
De coração doce
Mas grito forte
De alma sincera
Mas é uma fera
se lhe provocam
Ama de verdade
Até um novo amor surgir
Se entrega sem regras
Para o amigo fazer sorrir
No seu coração a mágoa
Não faz casa… Briga fácil
Perdoa mais fácil ainda
Às vezes, ele é insano
Outras vezes, todo zen
Tenha um sagitariano por perto
E verás a alegria que a vida tem.




CAPRICÓRNIO
Esses calmos capricornianos
Adoram a solidão
Onde se recolhem
E guardam sua emoção…
Podem parecer frios
Não demonstram o que sentem
Mas amam intensamente…
Jamais esquece um grande amigo
E estes levam pra vida toda
Ah! Capricornianos
Adoram estar por cima
Mas jamais passam sobre ninguém
Porque sua melhor qualidade
Está na lealdade que têm.


AQUÁRIO
Aquariano é assim
Um sonhador incurável
Vive além do seu tempo
Ama a liberdade
E o que lhe aprisiona
Não leva mais que um momento…
Tem medo de se apaixonar
Mas se conquistado
Amante igual não há
Adora pensar no futuro
Nas novas tecnologias
Que serão inventadas
Acredita que é no futuro
Que as soluções pra tudo
Serão encontradas…
Não gosta de rotina
E se deseja
ter um aquariano a seu lado
Faça dos seus dias inesquecíveis
E sempre renovados.




PEIXES
Ah! Piscianos
São seres especiais
Se alegram com nossa alegria
Choram com nossa tristeza
Se entregam aos amigos
De maneira impressionante
Gentis e apaixonantes
Sonham o mundo
Num instante
Mas é um indeciso
Viajante
Romântico incurável
Estar do seu lado
É algo incomparável.

Todos os poemas são de autoria de Sirlei L. Passolongo
Imagem dos signos em: http://karenswhimsy.com/zodiac-signs.shtm