Aberrações ou o que um ser humano faz a outro...

 Essa história é incrível, grotesca e relativamente comum em priscas eras. Seres humanos com defeitos genéticos tratados como atração de circo. No caso, a moça até tirou proveito e conseguiu de certo modo ter uma vida normal e até abastada, mas quantos desprezados pelas famílias não acabaram sem opção como animais em circos? Fico pensando que tipo de gente fazia isso ontem e as de hoje que tratam como aberrações pessoas que simplesmente escolheram outra opção sexual. Mudam os anos, mas não mudam as pessoas...infelizmente. 
Myrtle Corbin , a “Mulher de Quatro Pernas”.

Sua deformidade era resultado de uma forma rara de gêmeos siameses conhecida como dipygus. Da cintura para baixo, ela tinha tudo duplicado, possuindo duas pequenas pélvis, cada uma com uma perna emparelhada às suas pernas normais. Ela conseguia mover suas pernas menores, mas não conseguia andar sobre elas. Myrtle não podia se locomover nem ficar em pé sozinha. Possuía também duas vaginas, consequentemente dois sistemas reprodutivos. Suas menstruações ocorriam simultaneamente nas duas vaginas, diferentemente dos seus dois ânus, nos quais ela conseguia defecar em momentos distintos.

Josephene Myrtle Corbin nasceu nos Estados Unidos em 1868 e foi um dos casos mais bem-sucedidos financeiramente na história das aberrações vitorianas. Para aumentar seu apelo comercial, Myrtle vestia saias até o joelho e usava meias e botas combinando nas quatro pernas, o que impressionava as audiências. Myrtle era popular
a ponto de conseguir ganhar 450 dólares semanais, o que era uma verdadeira fortuna na época.

O mais impressionante não é sua trajetória dentro dos circos, mas o que aconteceu depois. Aos 19 anos, ela se casou com um médico, Dr. Bicknell, com quem teve cinco filhos: três de um útero e dois do outro.

Ficou famosa também por ser fotografada por Charles Eisenmann, um fotógrafo alemão que ficou famoso por retratar pessoas com deformidades que se apresentavam em freak shows novaiorquinos no final do século XIX. Seu trabalho era vendido no formato de “cartão de gabinete” e reunia imagens de mulheres barbadas, siameses, casos de androginia, gigantismo, nanismo e outras anomalias genéticas. Eisenmann produziu cerca de 700 retratos que incluem Jojo, o Garoto com Cara de Cachorro (jovem russo que sofria de hipertricose, doença genética que causa excesso de pelos no corpo) e Myrtle Corbin.



Texto de 
Diego Vieira
Administração Imagens Históricas
Myrtle Corbin , a “Mulher de Quatro Pernas”.

Sua deformidade era resultado de uma forma rara de gêmeos siameses conhecida como dipygus. Da cintura para baixo, ela tinha tudo duplicado, possuindo duas pequenas pélvis, cada uma com uma perna emparelhada às suas pernas normais. Ela conseguia mover suas pernas menores, mas não conseguia andar sobre elas. Myrtle não podia se locomover nem ficar em pé sozinha. Possuía também duas vaginas, consequentemente dois sistemas reprodutivos. Suas menstruações ocorriam simultaneamente nas duas vaginas, diferentemente dos seus dois ânus, nos quais ela conseguia defecar em momentos distintos.

Josephene Myrtle Corbin nasceu nos Estados Unidos em 1868 e foi um dos casos mais bem-sucedidos financeiramente na história das aberrações vitorianas. Para aumentar seu apelo comercial, Myrtle vestia saias até o joelho e usava meias e botas combinando nas quatro pernas, o que impressionava as audiências. Myrtle era popular a ponto de conseguir ganhar 450 dólares semanais, o que era uma verdadeira fortuna na época.

O mais impressionante não é sua trajetória dentro dos circos, mas o que aconteceu depois. Aos 19 anos, ela se casou com um médico, Dr. Bicknell, com quem teve cinco filhos: três de um útero e dois do outro.

Ficou famosa também por ser fotografada por Charles Eisenmann, um fotógrafo alemão que ficou famoso por retratar pessoas com deformidades que se apresentavam em freak shows novaiorquinos no final do século XIX. Seu trabalho era vendido no formato de “cartão de gabinete” e reunia imagens de mulheres barbadas, siameses, casos de androginia, gigantismo, nanismo e outras anomalias genéticas. Eisenmann produziu cerca de 700 retratos que incluem Jojo, o Garoto com Cara de Cachorro (jovem russo que sofria de hipertricose, doença genética que causa excesso de pelos no corpo) e Myrtle Corbin.



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Texto de @[100002516820907:2048:Diego Vieira]
Administração Imagens Históricas

O beijo.

Enfermeira recriou o beijo da paz!

Uma mulher de 90 anos afirma ser a enfermeira beijada por um marinheiro, em Times Square, Nova Iorque, naquela que é uma das mais simbólicas e famosas fotografias sobre o fim da 2ª Guerra Mundial. 
Da autoria de Alfred Eisenstaedt, fotografo da revista Life, a imagem captou um beijo que ficou para a eternidade. 

Edith Shain, uma nonagenária de Los Angels, foi à Brodway, em Nova Iorque, ver o musical “South Pacific”, inserido nas comemorações do da memória e do dia dos veteranos, celebrado pela Commonwealth. Os 53 estados da comunidade britânica associam-se, assim, às comemorações do Armistício da 1ª Guerra Mundial.

Em Nova Iorque, Edith Shain posou para a fotografia com os actores do musical “South Pacific” e recordou o beijo imortalizado por Alfred Eisentaedt, a 15 de Agosto de 1945, quando a foto foi tirada. Shain e muitas outras pessoas juntaram-se para celebrar a rendição do Japão, fim oficial da 2ª Guerra Mundial. Nesse momento, um marinheiro agarrou-a e beijou-a, um instante apanhado por um fotógrafo, que ficou imortalizado.

Segundo Bobbi Baker Burrows, editor da revista Life, a fotografia foi reclamada por muitas pessoas que disseram ser, tanto a enfermeira como o marinheiro. Alfred Eisenstaedt, falecido em 1995, nunca teve a certeza de quem eram as pessoas da mítica fotografia, continua o editor.

A própria Edith Shain não sabe quem era o marinheiro, ela explica que depois de se beijarem cada um seguiu o seu caminho. De acordo com a mesma, aquela fotografia representa imensas coisas tais como: esperança, amor, paz, amanhã. Edith, reforça ainda que, o final da guerra foi uma experiência maravilhosa, e a fotografia caracteriza todos esses sentimentos. 
Fonte :http://www.jn.pt/
Enfermeira recriou o beijo da paz !

Uma mulher de 90 anos afirma ser a enfermeira beijada por um marinheiro, em Times Square, Nova Iorque, naquela que é uma das mais simbólicas e famosas fotografias sobre o fim da 2ª Guerra Mundial. 
Da autoria de Alfred Eisenstaedt, fotografo da revista Life, a imagem captou um beijo que ficou para a eternidade. 

Edith Shain, uma nonagenária de Los Angels, foi à Brodway, em Nova Iorque, ver o musical “South Pacific”, inserido nas comemorações do da memória e do dia dos veteranos, celebrado pela Commonwealth. Os 53 estados da comunidade britânica associam-se, assim, às comemorações do Armistício da 1ª Guerra Mundial.

Em Nova Iorque, Edith Shain posou para a fotografia com os actores do musical “South Pacific” e recordou o beijo imortalizado por Alfred Eisentaedt, a 15 de Agosto de 1945, quando a foto foi tirada. Shain e muitas outras pessoas juntaram-se para celebrar a rendição do Japão, fim oficial da 2ª Guerra Mundial. Nesse momento, um marinheiro agarrou-a e beijou-a, um instante apanhado por um fotógrafo, que ficou imortalizado.

Segundo Bobbi Baker Burrows, editor da revista Life, a fotografia foi reclamada por muitas pessoas que disseram ser, tanto a enfermeira como o marinheiro. Alfred Eisenstaedt, falecido em 1995, nunca teve a certeza de quem eram as pessoas da mítica fotografia, continua o editor.

A própria Edith Shain não sabe quem era o marinheiro, ela explica que depois de se beijarem cada um seguiu o seu caminho. De acordo com a mesma, aquela fotografia representa imensas coisas tais como: esperança, amor, paz, amanhã. Edith, reforça ainda que, o final da guerra foi uma experiência maravilhosa, e a fotografia caracteriza todos esses sentimentos. 
Fonte :http://www.jn.pt

Do amor...




Lacan tem aquela frase extraordinária que cito muitas vezes:
- "O amor é darmos uma coisa que não temos a alguém que não precisa dela".
O mesmo Lacan também explicitou que amamos no outro precisamente aquilo que ele não tem. E o outro fica fascinado com esse objecto de fascínio que é aquilo que imaginamos nele. O que o outro deseja não é aquilo que lhe podemos dar, mas aquilo que imaginamos nele. E que de fato não existe.
 
Via Fernanda Guimarães no Face.
 

Cartas de Amor.

5 cartas de amor escritas por personagens históricos

 
Beethoven declarou-se a uma amada imortal, desconhecida até hoje. Napoleão errou a mira e escreveu cartas de amor para uma pretendente infiel. Marx trocou mensagens românticas com sua noiva para driblar as proibições dos pais da moça. Lewis Carroll, escritor de Alice no país das maravilhas, declarou-se para uma menina que conheceu quando ela tinha 9 anos e ele já estava na casa dos 30. Yoko Ono continuou declarando seu amor para John Lennon 27 anos após o cantor ser assassinado.
 
O História sem fim reuniu cinco cartas de amor de quem marcou a História. São documentos de diferentes épocas, escritos por personagens de diferentes áreas, vivendo em contextos diferentes. Confira como cada um expressou seu amor e conte: qual é sua favorita?
 
1. De Beethoven para sua Amada Imortal
Após a morte do gênio em 1827, seu assistente, Anton Schindler, encontrou uma carta de amor guardada entre os pertences do compositor. Em 1840, Schindler publicou uma biografia sobre Beethoven e divulgou o material. Somente o dia e o mês estão registrados na carta. O local em que a carta foi escrita e o nome da destinatária – identificada na carta como “Amada Imortal” – não aparecem. A história inspirou o filme “Minha Amada Imortal”, de 1995.
Em 1880, a carta foi comprada pela Biblioteca Estatal de Berlim, onde permanece até hoje. Leia:
“Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser – Hoje apenas algumas palavras à caneta (à tua caneta). Só amanhã os meus alugueres estarão definidos – que desperdício de tempo… Por que sinto essa tristeza profunda se é a necessidade quem manda? Pode o teu amor resistir a todo sacrifício embora não exijamos tudo um do outro? Podes tu mudar o fato de que és completamente minha e eu completamente teu? Oh Deus! Olha para as belezas da natureza e conforta o teu coração. O amor exige tudo, assim sou como tu, e tu és comigo. Mas esqueces-te tão facilmente que eu vivo por ti e por mim. Se estivéssemos completamente unidos, tu sentirias essa dor assim como eu a sinto. [...] Nós provavelmente devemos nos ver em breve, entretanto, hoje eu não posso dividir contigo os pensamentos que tive nos últimos dias sobre minha própria vida – Se os nossos corações estivessem sempre juntos, eu não teria nenhum… O meu coração está cheio de coisas que eu gostaria de te dizer – ah – há momentos em que sinto que esse discurso é tão vazio – Alegra-te – Lembra-te da minha verdade, o meu único tesouro, o meu tudo como eu sou o teu. Os deuses devem-nos mandar paz… Teu fiel Ludwig”
 
2. De Napoleão Bonaparte para Josefina
É como dizem: sorte no front, seca no amor. Napoleão era desses. Até que conheceu Josefina de Beauharnais, viúva de um visconde e seis anos mais velha que ele. Não demorou muito até que o baixinho subisse ao altar com a dama. Enviado para o campo de batalhas, Napoleão declarava em cartas o seu amor pela esposa. O problema é que Josefina não estava na mesma vibe que o cara: além de não retribuir as correspondências, começou a traí-lo. Ao tomar conhecimento do chifre, Napoleão decidiu dar o troco: começou a se relacionar com uma mulher que se disfarçava de homem para lutar. Confira a carta que Napoleão escrevia, enquanto Josefina o traía…
“Já não te amo: ao contrário, detesto-te. És uma desgraçada, verdadeiramente perversa, verdadeiramente tola, uma verdadeira Cinderela. Nunca me escreves; não amas o teu marido; sabes quanto prazer tuas cartas dão a ele e ainda assim não podes sequer escrever-lhe meia dúzia de linhas, rabiscadas apressadamente. Que fazes o dia todo, Madame? Que negócio é assim tão importante que te rouba o tempo para escrever ao teu devotado amante? Que afeição abala e põe de lado o amor, o terno e constante amor que lhe prometeste? Quem será esse maravilhoso novo amante que te ocupa todos os momentos, tiraniza seus dias e te impede de dedicar qualquer atenção ao teu esposo? Cuidado, Josefina: alguma bela noite as portas se abrirão e eu surgirei. Na verdade, meu amor, estou preocupado por não receber notícias tuas; escreve-me neste instante quatro páginas plenas daquelas palavras agradáveis que me enchem o coração de emoção e alegria. Espero poder em breve segurar-te em meus braços e cobrir-te com um milhão de beijos, candentes como o sol do Equador. Bonaparte”
 
3. De Karl Marx para sua esposa Jenny von Westphalen
O intelectual alemão escreveu cartas à mulher que viria a ser sua esposa e mãe de seus filhos, Jenny von Westphalen, filha de um barão da Prússia. Os dois se conheceram ainda na universidade e, para driblar a proibição familiar de namorar, mantiveram durante anos uma relação de amor por meio de cartas. Confira uma delas.
“Meu amor, enquanto nos separa um espaço, estou convencido de que o tempo é para o meu amor como o sol e a chuva são para uma planta: fazem crescer. Basta você ir, meu amor por você apresenta-se a mim como ele realmente é: gigantesco; e nele se concentra toda minha energia espiritual e toda a força dos meus sentidos …. Você vai sorrir, meu amor, e te perguntarás por que eu caí na retórica. Mas se eu pudesse pressionar contra o meu coração o seu, puro e delicado, guardaria em silêncio e não deixaria escapar nem uma só palavra.”
4. De Lewis Carroll para Gertrude Chataway
Gertrude Chataway foi a mais importante criança que o escritor Lewis Carroll teve como amiga. O poema A caça ao Snark, inclusive, é dedicado a ela e aberto com um acróstico com seu nome. Biógrafos de Carroll, conhecido por escrever Alice no país das maravilhas,revelam que ele conheceu a garota quando ela tinha apenas 9 anos e que, desde então, os dois mantiveram uma amizade que se estendeu até a vida adulta. Meio estranho? Espere até ler a carta.
“Minha querida Gertrude, você vai ficar admirada, surpresa, desolada ao saber que terrível indisposição eu senti quando você partiu. Mandei chamar um médico e lhe disse: ‘Dê-me um remédio contra o cansaço porque eu estou cansado’. Ele me respondeu: ‘Nunca! Você não precisa de remédio! Se você está cansado, vá para a cama!’ ‘Não’, repliquei, ‘não se trata desse tipo de cansaço que passa quando se deita. Eu estou cansado no rosto.’ Ele ficou muito sério e depois disse: ‘Sim, estou vendo, é seu nariz que está cansado; e isso acontece por que você mete o nariz em tudo’. E eu respondi: ‘Não, não é bem o nariz. Talvez tenha sido um gole de ar’. Então ele fez uma expressão de espanto e disse: ‘Agora estou entendendo: naturalmente você tocou muitas árias em seu piano’. ‘De forma nenhuma, protestei. Nada de árias, mas de alguma coisa que fica entre o meu nariz e o meu queixo’. Aí ele ficou muito sério e perguntou: ‘Ultimamente você tem andado muito com seu queixo?’ Eu disse: ‘Não’. ‘Bem!’ disse ele, ‘isso me preocupa muito. Não sente alguma coisa nos lábios? ‘Claro!’ exclamei. É exatamente isso que eu sinto!’ Então ele ficou mais sério do que nunca e disse: ‘Acho que você andou dando muitos beijos’. ‘Bem’, respondi, ‘na verdade eu dei um beijo numa menininha que é muito minha amiga.’ ‘Pense bem’. disse ele, ‘você tem certeza de que foi somente um?’ Eu pensei bem e disse: ‘Talvez tenham sido onze’. Então o doutor respondeu: ‘Você não deve dar nenhum beijo até que seus lábios tenham descansado bastante’. ‘Mas o que devo fazer’, repliquei, ‘se ainda estou devendo a ela cento e oitenta e dois beijos?’ Nessa hora ele ficou tão triste, mas tão triste, que as lágrimas começaram a rolar em seu rosto. E ele disse: ‘Você pode enviálos numa caixa’. Então eu me lembrei de uma pequena caixa que eu havia comprado em Dover, pensando em poder um dia oferecê-la a uma menininha. Por isso é que eu lhe envio essa caixa depois de ter colocado nela todos os meus beijos. Diga-me se eles chegaram bem, ou se algum se perdeu pelo caminho.”
 
5. De Yoko Ono para John Lennon
Às vésperas do 27º aniversário de morte de Lennon, Yoko Ono escreveu em seu blog uma declaração de amor para o músico. Ora dirigindo-se a John, ora ao leitor, Ono pediu Paz, como fizera anos antes ao lado do cantor, lutando pelos direitos das mulheres, dos trabalhadores e pelo fim da Guerra do Vietnã. Falou das saudades, do vazio ao olhar para a cama vazia, do filho órfão. Falou da dor de amar quem não está ao nosso lado.
“Sinto saudades, John. 27 anos se passaram e ainda desejo poder voltar no tempo até aquele verão de 1980. Lembro-me de tudo – dividindo nosso café da manhã, caminhando juntos no parque em um dia bonito, e ver sua mão pegando a minha – que me garantia que não deveria me preocupar com nada, porque nossa vida era boa. Não tinha ideia de que a vida estava a ponto de me ensinar a lição mais dura de todas. Aprendi a intensa dor de perder um ser amado de repente, sem aviso prévio, e sem ter o tempo para um último abraço e a oportunidade de dizer “Te amo” uma última vez. A dor e o choque de perder você tão de repente está comigo a cada momento de cada dia. Quando toquei o lado de John na nossa cama na noite de 08 de dezembro de 1980, percebi que ainda estava quente. Esse momento ficou comigo nos últimos 27 anos – e vai ficar comigo para sempre. Ainda mais difícil foi ver o que foi tirado de nosso lindo filho Sean. Ele vive com uma raiva silenciosa por não ter seu pai, a quem ele tanto amava e com quem compartilhou sua vida. Eu sei que não estamos sozinhos. Nossa dor é compartilhada com muitas outras famílias que sofrem por serem vítimas de violência sem sentido. Esta dor tem de parar. Não percamos as vidas daqueles que perdemos. Juntos, façamos o mundo um lugar de amor e alegria e não um lugar de medo e raiva. Este dia em que se comemora a morte de John, tornou-se cada vez mais importante para muitas pessoas ao redor do mundo como um dia para lembrar a sua mensagem de Paz e Amor e fazer o que cada um de nós podemos fazer para curar este planeta que nos acolhe. Pensem em Paz. Atuem em paz. Compartilhem a Paz. John trabalhou para ele toda a sua vida. Ele costumava dizer: “Sem problemas, somente soluções”. Lembre-se, estamos todos juntos. Podemos fazê-lo, devemos. Eu te amo! Yoko Ono Lennon.”

Cartas de Amor em tempos de guerra...


Cartas de amor escritas em um campo nazista chegam ao seu destino 70 anos depois

Durante a 2ª Guerra Mundial, o Service du travail obligatoire (Serviço de trabalho obrigatório), da França, recrutou e deportou mais de 600 mil trabalhadores franceses para trabalhar de forma compulsória na Alemanha nazista. A nação de Hitler havia obrigado a França a criar o serviço para compensar a perda de alemães enviados à guerra.
Marcel Heuzé foi um dos franceses enviados a Alemanha. Entre 1942 e 1944, Heuzé trabalhou na fábrica de tanques, motores para aviões e veículos blindados Daimler-Benz. Nos dois anos em que permaneceu no país nazista, esteve isolado em um campo de trabalho de Marienfelde, região sudoeste de Berlim. Teve que permanecer longe de sua mulher e de suas três filhas. Para se comunicar com elas, enviou dezenas de cartas. Nunca recebeu resposta. Algumas correspondências até chegaram ao destino. Muitas foram censuradas pelos alemães. Mas não destruídas.
Reprodução
Cerca de 70 anos depois, a história das cartas de Marcel Heuzé teve um desfecho. A desenhista Carolyn Porter encontrou algumas cartas velhas em francês em uma tenda de antiguidades alemã. Ficou intrigada e comprou o material. Contratou um tradutor – já que não falava francês – e descobriu, no material, declarações do trabalhador à sua mulher e suas filhas. Eram cartas de amor que nunca haviam chegado ao seu destino. “Era lindo. Quanto terminei, queria apenas saber se Marcel havia sobrevivido. Se havia regressado a sua casa para sua esposa e filhas”, contou.
Cerca de um ano após começar a investigar o caso e com a ajuda de uma genealogista, descobriu que o trabalhador havia conseguido reencontrar sua família. Mas Marcel morreu em 1992 e sua esposa, René, em 2005. Carolyn conseguiu o contato dos filhos e netos do casal. 70 anos depois, a alemã entregou as cartas de amor do soldado francês aos filhos do casal. Em outubro de 2012, Carolyn os reencontrou – e as cartas foram lidas pela primeira vez.
Fonte: Historias de la historia

Inês é morta...

 
 
Inês de Castro - A rainha morta.

Você sabe de onde surgiu a expressão "agora Inês é morta"?
Essa expressão largamente utilizada nos dias atuais, significando "tarde demais", surgiu de uma história real muito antiga, datada do século XIV em Portugal, a história de Inês de Castro, a rainha morta. Cheia de intrigas, romance, assassinatos e outros elementos, a história de amor entre o príncipe infante D. Pedro I de Portugal e de Inês de Castro permanece até hoje no imaginário popular.

Tudo começou por volta de 1320, com o nascimento do príncipe Pedro, filho do rei Afonso IV. Ainda criança, o príncipe infante foi prometido a Constança Manuel, filha de um descendente de monarcas dos reinos de Aragão, Castela e Leão. Já na maturidade, Pedro não almejava o casamento, mas fora submetido a tal, casando-se com sua prometida.

Entretanto, D. Pedro I apaixonara-se por Inês de Castro, dama de companhia de sua mulher e jovem de grande beleza, sendo por ela correspondido. A partir de então, ambos iniciaram um romance nada discreto que nunca fora bem visto pela Corte e pelo povo português.

O romance adúltero se tornava cada vez mais intenso, levando o pai do infante, rei D. Afonso IV, a ordenar o afastamento de Inês da Corte, sendo exilada em Albuquerque, Castela. Algum tempo depois, em 1345, Constança morreu durante um parto e o príncipe se viu liberto, trazendo de volta sua amante para Coimbra. Durante o tempo em que estiveram juntos, Inês teve 4 filhos de Pedro I, aumentando ainda mais a insatisfação popular e dos nobres. O rei também temia que os Castro, irmãos de Inês, agissem contra o herdeiro legítimo do trono, seu neto d. Fernando, filho de Pedro e Constança, para levar ao poder um dos filhos bastardos.

Dom Afonso foi convencido por três de seus conselheiros – Pedro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco – de que somente a morte de Inês poderia afastar tantos riscos políticos. Em 7 de janeiro de 1355, os três asseclas do rei partiram para Coimbra e encontraram Inês sozinha, pois Pedro havia saído para caçar. Eles a degolaram impiedosamente, e seu corpo foi enterrado às pressas na igreja de Santa Clara.

De volta, Pedro ficou louco de dor e, movido pela raiva, levantou um exército contra seu pai. O rei revidou. O confronto só terminou com a intervenção da rainha-mãe, dona Beatriz, que propôs e conseguiu que ambos aderissem a um tratado de paz em agosto de 1355. Dois anos mais tarde, em 1357, D. Afonso IV morreu. Pedro subiu ao trono de Portugal e seu primeiro ato foi mandar procurar os assassinos de Inês de Castro, refugiados em Castela.

Segundo consta, o novo rei escolheu uma morte particularmente cruel para os homens que destruíram seu objeto de amor. Mandou que lhes arrancassem o coração: de um, pelo peito, e do outro, pelas costas. Reza a lenda que Pedro também mandou colocar o corpo de Inês no trono, pôs uma coroa em sua cabeça e obrigou os nobres presentes a beijar a mão do cadáver. Está nessa narrativa a origem da expressão “Agora, Inês é morta”, que quer dizer algo como “tarde demais”.

O rei Pedro I mandou esculpir sua história em detalhes no próprio túmulo. E quando ele morreu, em janeiro de 1367, seu corpo foi enterrado próximo da bem-amada. Os corpos não foram colocados lado a lado, como seria mais natural, mas um de frente para o outro, para que no dia da ressurreição pudessem se levantar e cair nos braços um do outro.

Os suntuosos túmulos de pedra branca dos trágicos amantes podem ser visitados no mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Sobre o de Pedro, está escrito que os dois permanecerão juntos “até o fim do mundo...”.

Talita Lopes Cavalcante
Administração Imagens Históricas

Pintura de Columbano Bordalo Pinheiro (1857 - 1929), Assassínio de Dona Inês de Castro.

Fonte:

- História Viva, "Inês de Castro, a rainha morta". Disponível em <http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/ines_de_castro_-_a_rainha_morta.html>

 

 


 

A pior escritora da História


A pior escritora da História

Em trecho do livro ‘Epic Fail’, inédito no Brasil, o crítico Mark O’Connell conta a história da irlandesa Amanda McKittrick Ros, romancista que se tornou célebre pelo fracasso de sua escrita

Por Mark O'Connell*

Quem foi o pior romancista da História? Uma resposta definitiva é impossível, já que o fracasso artístico total resulta em obscuridade total. Mas seria tolo não levar em conta uma notável exceção a essa regra — uma professora de escola da Irlanda do Norte cujos romances eram tão arrebatadoramente terríveis que, nos primeiros anos do século XX, ela se tornou uma celebridade entre os notáveis da cultura em sua época. Sua história nos dá alguma perspectiva sobre o que considerar um fenômeno exclusivamente contemporâneo: a apreciação irônica da arte ruim — como afrescos com cara de macaco. A péssima romancista foi uma espécie de avatar precoce do espírito do Fracasso Total.

Ela nasceu Anna McKittrick no vilarejo de Drumaness em 1860, e se tornou Anna Ross quando, após assumir um cargo de professora em Larne, casou-se com o chefe das estações de trem da cidade, Andrew Ross. Começou a escrever sob o pseudônimo Amanda McKittrick Ros, extraindo o nome Amanda de um romance irlandês e abandonando um “s” do sobrenome do marido como referência à família nobre Ros, de County Down. Em seu décimo aniversário de casamento, convenceu Andrew a financiar seu primeiro romance, “Irene Iddesleigh”, publicado em Dublin.

“Irene Iddesleigh” conta a história de uma jovem de Canterbury que se casa com um homem mais velho, se dá conta de que não o ama e foge para a América com seu tutor, Oscar Otwell. Certa noite Oscar chega em casa bêbado e ou estupra Irene ou apenas diz um monte de coisas horríveis para ela (não fica claro na narrativa de Ros, que é nominalmente onisciente mas com frequência deixa o leitor sem esclarecimento). Ele então se afoga, e Irene decide voltar para a Inglaterra. Pelo menos acho que é o que acontece. Não gostaria de me comprometer completamente com essa interpretação. De todo modo, pouco importa. Não é por suas tramas que as pessoas leem os romances de Ros. Elas os leem pelas frases rigorosamente terríveis e pelo prazer masoquista de traduzi-las em algo que faça sentido.

A prosa de Ros corresponde a um certo surrealismo acidental. Há uma intenção de metáfora — uma estocada em direção à literatura — mas uma incompreensão óbvia de como ela funciona (e muitas vezes de como a sintaxe funciona). Uma das críticas mais significativas à obra de Ros é o ensaio “Euphues redivivus”, de Aldous Huxley, de 1923. Ele discute a prosa de Ros em relação ao eufuísmo, estilo que ganhou o nome a partir do didático e afetado “Euphues: The anatomy of wit" (1578), romance de John Lyly. Huxley reconhece a improbabilidade de Ros ter lido Lyly, mas ainda assim se impressiona com a estranha semelhança entre os tratamentos da linguagem. “Em Ros”, escreve, “vemos, como nos romancistas elizabetanos, o resultado da descoberta da arte por uma mente pouco sofisticada e de sua primeira tentativa consciente de produzir o artístico. É notável o quão tarde na história de cada literatura a simplicidade é inventada. As primeiras tentativas em ser conscientemente literária sempre acarretam na mais elaborada artificialidade”.

Relação azeda com a crítica

Ros tem aversão a chamar uma coisa pelo seu nome. Olhos são “globos de brilho intenso”. Quando se está infeliz, esses globos ficam “recheados de tristeza”. É como se circunlocução e literatura fossem sinônimos. Quando Oscar aceita o emprego de professor de escola na América, ele é “compelido a renunciar ao cortejo ao grande amor pelo todo-poderoso monstro do poder mutilado”. E há esta frase extraordinária sobre a heroína epônima de seu segundo romance, “Delina Delaney”: “Ela se esforçou para se manter estranha à modesta renda de seu velho pobre pai pelo uso da melhor produção de aço, cujo corte duro observava a cobertura com forte ganância, e oferecia sua flecha afiada às fábricas de tecidos de linho fino sem defeitos.” (Ou seja, Delina trabalhou como costureira para não viver às custas do pai).

Em doses homeopáticas, isso é divertido, mas se você ler o suficiente, seu caráter absurdo parece se espalhar como um vírus contagioso. Em outras palavras, a escrita de Ros não é apenas ruim; sua ruindade é tão potente que parece minar a própria ideia de literatura, expor o empenho de fazer arte a partir da linguagem como irremediavelmente fraudulento — e, o que é pior, estúpido. Aqui há outro sentido pelo qual ela estava à frente do seu tempo. As reações a sua deficiência artística eram uma alegria masoquista e um desejo perverso de compartilhar a obra de arte fracassada. Os romances de Ros uniram as pessoas em torno do ridículo. Apesar da conexão feita por Huxley entre ela e um passado literário, é difícil evitar a suspeita de que ela possa ter inadvertidamente inventado o pós-modernismo.
O momento em que Ros se tornou um fenômeno viral underground veio em 1898, quando o crítico e poeta Barry Pain escreveu uma crítica de “Irene Iddesleigh” cujo espírito de falsa reverência deu o tom de toda a carreira de Ros. “O livro não era divertido. Ele começava assim. Então, à medida que suas enormidades se tornavam maiores a cada linha, o livro parecia algo titânico, gigantesco, inspirador. O mundo estava repleto de ‘Irene Iddesleigh’, por Mrs. Amanda McKittrick Ros, e eu caí em lágrimas e terror diante dele.”


Apesar de sua carreira literária se dever à crítica de Pain, Ros nunca o perdoou. Em “Delina Delaney”, ela incluiu um prefácio de 20 páginas em que afirma não se importar com “a opinião de oportunistas esfomeados, que vestem um surrado traje refinado, e de bom grado alimentam as mentes das pessoas com inúteis restos de ilusões roubadas”. Começava uma relação azeda com a crítica literária. Aqui está uma pequena seleção de epítetos que ela arremessou aos críticos: “leiloeiros de Satã”; “moleques bastardos de cabeça de jegue”; “instantâneos de rancor de mente demoníaca”; “árabes de rua”; e “vândalos odiosos.” Ros pode não ter sido boa romancista, mas teria sido ótima em dar nomes a bandas punk.

Pretensão ao Prêmio Nobel

Na biografia “O Rare Amanda!”, de 1954, Jack Loudan conta que, para ela, era falta de educação escrever sobre um livro sem ter sido convidado pelo autor. Mas o sucesso de que ela se vangloriava devia-se inteiramente à escala de seu fracasso artístico. Houve sociedades Amanda McKittrick Ros em Oxford e Cambridge. C.S. Lewis, J.R.R. Tolkien e seus colegas dos Inklings foram alguns dos responsáveis por esse entusiasmo: o grupo literário informal de Oxford realizava competições de leituras, em que vencia o membro que conseguisse ler um trecho de Ros por mais tempo sem cair no riso. No Jogo Amanda, popular no Clube Amanda Ros de Londres, uma pessoa fazia perguntas a outra, que tinha que responder no estilo e no espírito da escritora. Frases de seus livros eram comumente citadas nos corredores da Câmara dos Comuns. Ela foi uma espécie de Oscar Wilde do Mundo Bizarro: uma autora irlandesa que virou celebridade em Londres em função da total idiotice de sua escrita.

Pode ela não ter suspeitado de que era vítima de uma conspiração do ridículo? Certa vez Ros foi convidada pelo escritor Donagh MacDonagh para ir a Dublin participar de um debate sobre “A tendência da literatura moderna”. Talvez sentindo que ele não estivesse falando sério, nunca respondeu. Mas essas suspeitas raramente eram manifestadas. Como Pain apontara, um dos aspectos cruciais de sua obra magistralmente temerosa é a total ausência de senso de humor.

Ros acreditava que “Irene Iddesleigh” e “Delina Delaney” eram clássicos como a obra de Defoe, Eliot e Dickens. Não havia, para ela, nada de engraçado sobre o fato de que personagens de seu último romance, “Helen Huddleson”, tivessem nomes de frutas e vegetais (Lorde Framboesa, Madame Pêra, Lily Lentilha). Leitores como Lewis e Tolkien, para quem isso era fonte de diversão, eram, para ela, pouco sérios e invejosos de seu talento.

Uma característica comum a muitas encarnações do Fracasso Total é a recusa a ser dissuadido da crença na própria grandiosidade. Em 1930, ela escreveu para seu editor Stanley T. Mercer perguntando se tinha chances de ganhar o Nobel de literatura: “O que você acha desse prêmio? Acha que eu deveria me lançar a ele?”

Há algo cômico na ideia do escritor que deve sua carreira a ser terrível no que faz, e as comédias-pastelão das brigas Ros são excelentes. Mas — e não digo isso de forma irônica — também há algo paradoxalmente inspirador em sua confiança total no próprio talento. Escritores são famosos pelo egoísmo, mas tipicamente atormentados pela dúvida. A autoconfiança suprema de Ros foi o motivo para que ela produzisse uma obra tão passível à zombaria, mas fez com que fosse impermeável às gozações. Ela pode até ter sido um fracasso total na tarefa que se atribuiu, mas havia uma certa grandeza em seu caráter.


*Este trecho do livro “Epic Fail”, do crítico Mark O'Connell, lançado nos Estados Unidos como e-book, foi publicado na revista “Slate” (www.slate.com)
Fonte: AQUI

Jabor ou não...


CFA


Não sei se é realmente do Jabor, mas é pertinente pacas.


"Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. No entanto, passado o efeito do whisky com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração “tribalista” se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Estes, desconhecem a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ela, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar… Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento."  ARNALDO JABOR

25 anos da estreia de Anos Incríveis

Sou suspeita para falar dessa série, eu amava de paixão. Adorava a voz em off narrando os sentimentos de Kevin, era pura poesia. Um dia ainda consigo os episódios completos em DVD. Tenho fé! Isso sem falar na trilha sonora  que era simplesmente maravilhosa.
 
 
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25 anos da estreia de Anos Incríveis
 
No dia 31 de janeiro de 1988 estreava nos Estados Unidos uma das séries mais cativantes de todos os tempos: Anos Incríveis. Criada por Carol Black e Neal Marlens, era ambientada no final dos anos 60 e início dos anos 70, era centrada na família do jovem Kevin Arnold, um garoto típico suburbano norte-americano que era apaixonado pela vizinha que morava ao lado, sofria nas mãos do irmão do meio, tentava entender a cabeça da irmã mais velha e sempre era auxiliado pelo melhor amigo.
Além dos problemas que todos sofrem durante a passagem da infância para a adolescência, a série abordava as transformações sociais e políticas daquele período nos Estados Unidos. Difícil não se identificar com os personagens e seus dramas, apesar da diferença entre países e estilos de vida. A trilha sonora impecável foi outro dos grandes destaques da série, a começar pela música de abertura: a versão de Joe Coker para "With a Little Help From My Friends", dos Beatles. O seriado foi exibido pela ABC entre 1988 e 1993. No Brasil, Anos Incríveis foi transmitido pela TV Cultura, Rede Bandeirantes, Canal 21 e Multishow.
Duas curiosidades sobre a série: O comediante Daniel Ster (o bandido parceiro de Joe Pesci em "Esqueceram de Mim 1 e 2") fazia a voz do adulto Kevin Arnold, que narrava todos os episódios da série. Josh Saviano, o amigo Paul Pfiffer, NÃO é o Marilyn Manson, como muitos acreditavam.
Personagens e atores:
Kevin Arnold (Fred Savage)

Caçula da família Arnold, estudante mediano, apaixonado pela vizinha Winnie Cooper e melhor amigo de Paul Pfifer. Narrador e personagem principal da série que tenta acompanhar os efeitos das mudanças sociais e políticas dos Estados Unidos durante a sua infância e asolescência.
Fred Savage atuou em filmes pequenos, estrelou outra série, porém sem sucesso. Atualmente foi para trás das câmeras e trabalha como produtor e diretor. Dirigiu o filme "Acampamento do Papai" e episódios de séries como "It's Always Sunny in Philadelphia", "Franklin & Bash", "Happy Endings", "Modern Family" e "2 Broke Girls". 
Winnie Cooper (Danica Mckeller)


Vizinha e grande amor de Kevin Arnold. Sua vida sofre uma grande transformação após o irmão morrer na guerra do Vietnã.
Depois de Anos Incríveis, Danica participou de filmes pequenos e se dedicou a faculdade de Matemática. Escreveu um livro para meninas sobre o tema e apareceu recentemente em um episódio de The Big Bang Theory. 
Paul Pfeiffer (Josh Saviano)


Melhor amigo de Kevin Arnold. Judeu, inteligente e alérgico a praticamente tudo, Paul era o braço direito de Kevin e sempre esteve presente quando o amigo mais precisava.
Josh Saviano abandonou a TV após a série. Fez raríssimas participações em programas e se formou em direito, assim como o seu personagem em Anos Incríveis. 
Jack Arnold (Dan Lauria)


O patriarca da família Arnold é o típico adulto dos anos 60. Veterano da Guerra da Coréia, disciplinador, cara de poucos amigos e centralizador. No começo da série ocupava uma posição mediana na Norcom. Com o passar dos anos começa seu próprio negócio construindo e vendendo mobília feita a mão.
Dan Lauria nunca parou de atuar. Sempre fazendo papéis pequenos em filmes pequenos e participações em séries de sucesso. Atualmente interpreta Jack Sullivan na série Sullivan & Son.
Norma Arnold (Alley Mills)


Mãe de Kevin e dona-de-casa. Abandonou a faculdade para casar com Jack Arnold. Típica dona-de-casa que cansada da vida doméstica começa a despertar com as mudanças sociais da época.
Alley Mills participou de alguns projetos depois de Anos Incríveis, atuando em filmes menores. Atualmente está no elenco da novela The Bold and the Beautiful, interpretando Pamela Douglas. 
Karen Arnold (Olivia d'Abo)


Irmã mais velha de Kevin. Hippie e totalmente independente para desespero do ultra-conservador Jack Arnold. Depois de viver em comunidade com outros hippies ela se casa e muda para o Alasca.
Olivia d'Abo participou de filmes e séries após Anos Incríveis e emprestou sua voz para animações como Lanterna Verde: Primeiro Vôo, Star Wars: The Clone Wars - Republic Heroes, Star Wars: The Clone Wars - Republic Heroes e Generator Rex. 
Wayne Arnold (Jason Hervey) 


Filho do meio e irmão mais velho de Kevin, típico adolescente idiota que se diverte torturando fisicamente e psicologicamente Kevin e Paul. De inteligência mediana para baixo, se alista no exército, mas não é aceito por um pequeno problema físico. Vai trabalhar com o pai na nova empresa e assume os negócios da família após a morte de Jack.
Jason Hervey depois de Anos Incríveis não fez nada relativamente grande na televisão, ampliou seu trabalho atuando como relações públicas, se envolveu no segmento de Luta Livre e atualmente comanda uma produtora de vídeo.
Fonte: Daqui.