Dia das Mães
₢ yuri bonder
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De tantas dores, grandes amores
tantos que já se foram, outros que nunca estiveram
ter você era aconchego subentendido
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A mão estendida que nunca chegava,
apenas bordava preocupada
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Entre tantos pontos e motivos coloridos,
desenhos de uma cena feliz
Ali ao lado, eu chorava baixinho
uma perda, uma dor, um amor nunca acontecido
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Baixinho eu chorava amparada pela sua presença
logo ali ao alcance das palavras nunca ditas...
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andrea augusto©angelblue83– 2006
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De todas as coisas findas
o outono traz sempre o amarelo
folhas no chão
 e o tempo repetindo estação.
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Tempo


Desde que você foi embora
o silêncio adquiriu som de melodia triste
o dia insiste em nascer
e é sempre provisório
A noite não, esta se instalou
como tempo definitivo,
e ainda que o sol voltasse
e voltaria
surgiria estranho no céu
como se dele não fizesse parte
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Nesse momento não há lugar nenhum no mundo para ir,
ainda que por vontade própria ou imprópria intervenção do destino
sendo assim não há nada que me faça ficar, não há caminho, nem refúgio
Afora isso, entre a noite e a noite, estão as sombras.
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andrea augusto©angelblue83
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* É estranho como poemas que escrevi há tempos atrás soam tão atuais.
A quem de direito Feliz Dia das Mães.