Javier Bardem, Porque hoje é sábado

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e o blogger resolveu dar uma trégua é dia de Javier Bardem. Eu só não sabia que seria tão difícil conseguir alguma coisa interessante sobre Bardem. Na história dele não tem nada de épico, sofrido ou escandaloso, mas também ele só tem 39 anos e muito o que fazer...espero.
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Javier Encinas Bardem nasceu a 1 de Março de 1969, na cidade de Las Palmas de Gran Canaria, nas Ilhas Canárias, tem sangue artístico nas veias, pois a sua mãe Pilar é atriz desde 1965 e os seus irmãos Carlos e Monica também seguiram a mesma carreira. Além disso, é neto de um ator já falecido, Rafael Bardem, e sobrinho do polémico Juan Antonio Bardem, que nos anos 50, com filmes como ”Morte de um Ciclista”, foi considerado um dos mais importantes realizadores do cinema espanhol, não obstante ter sido perseguido pela censura do regime do ditador Francisco Franco.
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Bardem, foi jogador de rúgbi antes de se interessar pela carreira de ator, talvez venha daí sua compleição grande sem ser necessariamente gordo. Chegou a pintar mas quando percebeu que não daria muito certo como pintor, Javier passou por vários tipos de trabalhos como segurança de casa noturna, escritor, pedreiro e até mesmo stripper.
Alias, Bardem anda destronando muitos ícones do cinema no quesito sensualidade. Realmente ele não chega a ser bonito como o Bandeiras aí embaixo, mas é extremamente sexy e possui o que particularmente acho muito atraente em um homem, que são as diferenças entre os gêneros bem marcadas. Ou seja, ele não tem as feições perfeitas, finas como um Leonardo di Caprio, pelo contrário nele tudo é rude, bruto, a voz é grossa, profunda e o detalhe do nariz quebrado literalmente por um sujeito que o abordou numa boate. Homens assim dão uma sensação de proteção deliciosa, diferente dos baixinhos, magrelinhos com cara de boneca, enfim ele é um macho na mais completa tradução da palavra.
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Javier começou a aparecer no cinema em ”A Idade de Lulu” onde atuava ao lado da sua mãe, aquela simpática senhora que ele levou ao Oscar.
A partir de 1990, Bardem mostra claramente uma tendência a participar de produções com fortes conotações eróticas.
Na sua filmografia com filmes como ”De Salto Alto” e ”A Carne Trêmula”, ambos do irreverente Pedro Almódovar, de ”Ovos de Ouro” e de ”Pepita Durango” fica clara a exploração da sensualidade, o que não é nada mal para nós.
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Em 2000 é nomeado para o Globo de Ouro de melhor ator pela sua interpretação no drama “Before Night Falls”, nomeação que repetiu quatro anos depois pelo belíssimo “Mar Adentro”, onde interpreta o papel de um tetraplégico que luta pelo direito de morrer.
Com as nomeações veio a notoriedade. Nada deslumbrado com o reconhecimento internacional, ele disse: “A fama não serve para nada. Impede você de observar as pessoas, pois se paro para ver um mendigo, param umas 50 pessoas comigo. Já nem posso andar de metrô, que é uma ótima escola para observar as pessoas.”
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Conhecido como o novo Antonio Banderas, ele declarou que acha difícil conseguir bons papéis em Hollywood, pelo simples fato de ser latino. Mas tem quebrado esse preconceito, ao ser o primeiro espanhol a ser indicado ao Oscar, em 2001, por Antes do Anoitecer. E como já sabemos o primeiro espanhol a ganhar a estatueta.
Assim como Banderas, Javier tem se empenhado em convencer nas telas americanas. Para fazer o escritor cubano Reinaldo Arenas, em Antes do Anoitecer, ele estudava seis horas por dia de inglês e de espanhol com sotaque
cubano.
Anos depois tanta dedicação valeu a pena, Bardem levou o Oscar no último dia 24 e provou que em Hollywood os fracos não têm vez.

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Momento delirante:
"Em algumas ocasiões, quando me levanto e me olho no espelho, até me assusto e penso: 'Meu Deus, que coisa horrenda", afirmou.
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Oscar e Edith Piaf.


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The winner is:
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Melhor filme
"Onde os fracos não têm vez" é o grande vencedor da noite.
Melhor diretor
Ethan e Joel Coen, de "Onde os fracos não têm vez", venceram a estatueta, entregue pelo veterano Martin Scorsese, que ganhou no ano passado.
Melhor ator
O favorito Daniel Day-Lewis, protagonista de "Sangue negro", saiu vitorioso.
Melhor roteiro original
A escritora Diablo Cody, da comédia adolescente "Juno", recebeu o prêmio, entregue por Harrison Ford.
Melhor documentário
"Taxi to the dark side", de Alex Gibney e Eva Orner, recebeu a estatueta das mãos de Tom Hanks.
Melhor documentário em curta-metragem
A produção americana "Freeheld" saiu vencedora.
Melhor trilha sonora original
Dario Marianeli ganhou por seu trabalho em "Desejo e reparação".
Melhor fotografia
O filme "Sangue negro" levou o primeiro prêmio esta noite.
Melhor canção original
Saiu vencedora "Falling Slowly", de Glen Hansard e Marketa Irglova, do filme independente "Once".
Melhor filme estrangeiro
A produção austríaca "The counterfeiters", de Stefan Ruzowitzky, levou o prêmio.
Melhor edição
"O ultimato Bourne" ganhou a estatueta.
Melhor atriz
A francesa Marion Cotillard venceu o Oscar por "Piaf - um hino ao amor".
Melhor mixagem de som
"O ultimato Bourne" levou o prêmio.
Melhor edição de som
O longa-metragem "O ultimato Bourne" ganhou na categoria.
Melhor roteiro adaptado
"Onde os fracos não têm vez", dos irmãos Coen, venceu a estatueta.
Melhor atriz coadjuvante
A britânica Tilda Swinton venceu na categoria por sua participação em "Conduta de risco".
Melhor curta de animação
"Peter and the wolf" levou a estatueta da categoria.
Melhor curta-metragem
A produção francesa "Le Mozart des pickpockets" levou o prêmio, entregue pelo ator Owen Wilson.
Melhor ator coadjuvante
O favorito Javier Bardem ganhou o prêmio por sua participação em "Onde os fracos não têm vez ". A estatueta foi entregue por Jennifer Hudson, vencedora no ano passado.
Melhor direção de arte
Os italianos Dante Ferretti e Francesca Lo Schiavo venceram a estatueta por seu trabalho em "Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet", de Tim Burton. Cate Blanchett apresentou os ganhadores.
Melhores efeitos especiais
O filme "A bússola de ouro" venceu a disputa e levou o prêmio, entregue por The Rock.
Melhor maquiagem
O longa-metragem "Piaf - Um hino ao amor" venceu a estatueta, entregue pela atriz Katherine Heigl.
Melhor animação
"Ratatouille", de Brad Bird, levou o prêmio, apresentado pela dupla Steve Carell e Anne Hathaway.
Melhor figurino
"Elizabeth - A era de ouro" recebeu a estatueta, entregue pela atriz Jennifer Garner.
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Apresentado pelo entediante Jon Stewart, esse foi sem dúvida uma das noites mais bocejantes da entrega do prêmio. Só valeu a pena por Bardem e Marion Cotillard, ambos sensacionais!
Marion, no entanto tem toda minha devoção porque a entrega dela ao interpretar Piaf deixa
qualquer um sem palavras.
Às vezes, me parece que para alcançar a eternidade da única maneira possível, nas mentes e corações humanos seria pagando um preço muito alto. Parece que que o destino sentencia: Jamais serás esquecida, mas em momento algum saberás o que é ser feliz, exceto por momentos ínfimos, tão pequenos que tu nem terás tempo de absorvê-los dada a sua efemeridade. Tudo que conseguir será a custa de imenso esforço e ainda assim será tomado de ti absolutamente tudo.
Isso posto, aceita-se ou não. Acho que algumas pessoas aceitam e se é assim, uma delas foi Piaf.
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Piaf
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Os pais de Piaf eram alcoólatras, a mãe uma cantora fracassada e o pai um contorcionista medíocre. Piaf teve péssimas condições de vida desde criança, talvez isso explique além das drogas, sua frágil saúde. Consta que a mãe, além de alimentar muito mal a menina, misturava vinho tinto a sua mamadeira.
Com a chegada da Primeira Guerra Mundial, seu pai é convocado e a mãe vai tratar da vida abandonando Piaf a própria sorte. Somente dois anos mais tarde o pai dela voltaria e a levaria para o bordel que a mãe dele, avó de Piaf, mantinha. Por incrível que pareça, ali entre a sujeira e as mulheres de vida difícil e isso não é uma ironia, ela tem seus melhores dias, até que uma infeccção gravíssima a deixa cega. Feito o diagnóstico, os médicos recomendaram alimentação sadia, higiene, descanso para os olhos e muita paciência, já que a cura esperada seria sobretudo obra do tempo. Realmente, anos depois Piaf estava curada e muitas das mulheres da casa acreditavam ser um milagre de Santa Teresa de Lisieux, de quem Piaf se tornaria devota.
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Mas como disse antes, o destino estava a espreita, observando os melhores anos da menina.
Foi então que um curador de menores aconselhou seu pai a retirá-la daquele ambiente.
Pois é, o ambiente impróprio foi o único lugar que era se sentira em casa. Não bastava o desamparo de não ter pai e mãe de maneira constante e amorosa na vida ainda lhe tiravam o pouco que tinha.
Em 1922, Edith e o pai deixaram a Normandia. De volta a Paris, ela o acompanhava em seus espetáculos de rua, recolhendo as moedas que lhes ofereciam ao final de cada apresentação. Juntos, percorreram o país, durante anos. Foi um período triste e miserável, onde a menina se viu privada das atividades mais comuns da sua idade.
Aos 15 anos, Edith conhece Simone Berteaut, cujo apelido era Momone e com ela aprende a conhecer a noite no que ela tinha de melhor e quase sempre pior. Já consciente de sua bela voz, Edith canta pelas ruas de Paris.
Era o ano de 1932 e aos 17 anos, Edith se apaixona por Louis Dupont e com ele tem uma filha, Marcelle. Não se sabe exatamente as condições em que essa gravidez transcorreu. O fato é que, já separada de Louis, perderia a filha de apenas 2 anos e meio para a meningite. Dizem que Edith se prostituiu para conseguir dinheiro para o funeral da filha e que o cliente, sensibilizado com o fato, pagou e nada exigiu em troca. Mas, a menina foi enterrada no cemitério dos pobres, em Thias, subúrbio a leste de Paris. Os recursos do pai e da mãe permitiram apenas um funeral de indigente. Após a morte de Marcelle, Edith voltaria as ruas.
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Foi numa dessas "apresentações" que Piaf conhece aquele que transformaria sua vida: Louis Leplée, diretor do elegante Cabaré Le Gerny’s, situado na rue Pierre Charron, 54, em Champs Elysées. Impressionado com o vigor de sua voz, ele a chama para um teste e acaba conquistando definitivamente não só Louis Leplée, como a todos que estavam presentes naquele dia.
Contratada, passa a receber 40 francos por noite. Pelas mãos de Louis, Piaf começa realmente a se transformar em Edith Piaf, a começar pelo nome Piaf que significa em gíria, "pardalzinho". Com apenas 1,47 e uma voz poderosa, emotiva que não raro levava a platéia as lágrimas.
Nesse período de sua vida, a sorte lhe sorria. Conheceu gente inportante, conviveu com artistas que jamais pensaria em sequer ver de perto, aprendeu a se comportar melhor e prosperou tornando-se conhecida.
Em 1936, pelas mãos de Louis chegou a gravar seu primeiro LP, mas como não poderia deixar de ser, mais uma vez o destino mudaria tudo e a tragédia já estava chegando.
Louis Leplée seu grande benfeitor é assassinado e a felicidade conquistada em apenas 6 meses começa a ruir diante de seus olhos. A imprensa massacra Piaf, ainda que Louis fosse homossexual e o crime tivesse conotações passionais. Piaf com apenas 20 anos de idade se vê nas matérias sensacionalistas de todos os jornais.
A muito custo consegue sair do olho do furacão e retomar a carreira. Atravês de Raymond Asso, vai melhorando sua maneira de se apresentar em público, renovando sua imagem depois de tanto escandalo.
Os anos se sucederam, duas guerras, perdas naturais para ela e a humanidade, mas Piaf era forjada a aço e conseguiu um grande sucesso, tão grande que se tornou a queridinha da elite intelectual francesa. Os amantes se sucediam e Piaf mergulhava fundo em cada relação como se fosse a última, o que gerava interpretações memoráveis.
Após a 2ª guerra mundial, Edith já conhecida no mundo inteiro se aventura numa má sucedida turnê pelos EUA. De fato que o amor que a Europa lhe dedicava não encontrou eco nos americanos. Ele não entendiam a forma apaixonada com que cantava e normalmente encantava a todos. Decidida a ganhar corações e mentes, ela permaneceu depois deu uma crítica positiva e aí sim, diante de uma platéia de celebridades, Piaf comoveu a todos e tanto foi o sucesso que apesar de prevista para uma semana, sua apresentação foi prorrogada para quatro meses. Mas...vocês sabem o destino era implacável.
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Em Nova York, Edith se apaixona por aquele que seria o grande amor de sua vida, Marcel Cerdan, um pugilista.
Marcel era casado e tinha filhos, um prato cheio para a imprensa da época que explorou com gosto o escandâlo. No entanto, dessa vez, foi diferente. Todo o público tinha para Edith os olhos de Marcel. Ele a achava formidável. O público achava ambos formidáveis: o gentil e soberbo campeão, arrancado pela glória do seu Marrocos natal e a alegre e comovente cantora, tirada da rua pelo milagre de sua voz incomparável. O que sua relação tinha de ilegal, o fervor popular legitimou." Marcel era um homem de maneiras simples, mas, emocionalmente estável e proporcionava a Edith uma segurança que ela jamais encontrara.

A Marcel Cerdan dedicou um de seus mais belos clássicos: "L'hynne à l'amour", canção escrita em parceria com a compositora francesa Marguerite Monnot.
Apresentada pela primeira vez no Versailles, "Hino ao amor" possui algo de premonitório:

" Si un jour, la vie t'arrache à moi,
Si tu meurs, que tu sois loin de moi
Peu m'importe, si tu m'aimes,
Car moi, je mourrai aussi...."

"Se um dia, a vida te arrancar de mim,
Se morreres, se ficares longe de mim
Que me importa, se me amas,
Porque eu morrerei também."...

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Mais uma vez, o destino se encarregou de mudar tudo e dessa vez o fez de maneira devastadora.
Em outubro de 1949, ela estava em New York. Marcel iria encontrá-la, após um série de lutas em benefício de pugilistas inválidos. Sozinha e saudosa, ela pediu que ele tomasse um avião, em vez de um navio que demoraria uma semana. Marcel argumentou...ela insistiu...
Esta foi a última vez que se falaram. O avião, um Constellation, caiu nos Açores. Edith recebeu a notícia poucas horas antes de uma apresentação, no Versailles.
Subindo ao palco, ela calou os aplausos com um gesto e repetiu para a platéia o que já dissera aos amigos: "Hoje à noite, canto para Marcel Cerdan, em sua memória, unicamente para ele".
Ao final da quinta música, Piaf desmaiou.
Os jornais do dia seguinte trouxeram de volta a dor da realidade: "Eu o matei", repetia ela...
Edith Piaf
não pôde comparecer nem no dia seguinte, nem nos três dias posteriores ao palco do Versailles. À insuportável dor da perda, juntou-se uma intensa dor física, provocada pelo reumatismo, que se manifestava pela primeira vez, e exacerbada por uma reação orgânica à brutalidade do choque que sofrera. Incapacitados de remover a causa, aos médicos restou a alternativa de combater os efeitos. Prescreveram morfina, o mais poderoso calmante disponível na época.
Daí em diante a vida de Piaf divide-se em vida e sobrevida. Nada mais seria como antes apesar de novos "amores", sucesso de público e crítica e tragédias como dois gravíssimos acidentes que sofreu. Piaf estava entregue, bebia em excesso e era viciada em morfina. Sua saúde que já não era boa piorava a cada dia. Os amigos tentavam esconder, minimizar seus problemas de saúde, mas os sucessivos desmaios em pleno palco revelavam a verdade. Ainda assim, Piaf prosseguiu recusando-se a abandonar o palco.
Já perto do final de sua vida, Piaf se casaria com Theophanis Lamboukas, um jovem grego, cabeleireiro de senhoras num salão familiar. Ela estava com 46 anos e ele apenas 23.
Segue então um período em que as internações tornam-se constantes. Uma cura estava fora de cogitação. O fígado estava por demais enfraquecido e ela pesava apenas 34 quilos. Aos quarenta e oito anos, Piaf aparentava ter mais de sessenta - a vida desregrada, as doenças e muito sofrimento haviam lhe cobrado um alto preço.
Na quarta-feira, 9 de outubro, dia do aniversário de casamento com Theo, vertigens e calafrios obrigaram-na a ficar na cama até a hora do almoço. Voltou a deitar-se pouco depois, e não voltaria a descer mais...

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Leia mais: http://www.little-sparrow.co.uk/
http://www.cinemacafri.com/filme.jsp?id=1220
E assista o filme. Marion É Edith Piaf.

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Ok, é uma tremenda bandera, mas o Antonio é uma pintura, rss. Trocadilho medonho pra apresentar os olhos de mormaço mais famosos do cinema atual: Antonio Banderas.
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Olhos de mormaço nasceu em Malaga, no sul da vizinha Espanha, a 10 de Agosto de 1960 com o nome de José Antonio Domínguez Bandera. Filho de pais humildes sonhava em ser jogador de futebol, mas para sorte do cinema, ele quebrou o pé e tratou de mudar o rumo.
Aos vinte anos Antonio foi para Madrid onde entrou no mundo do teatro espanhol e, ao mesmo tempo, começou a surgir em series e novelas televisivas. Acabou sendo notado, claro. Foi então que conheceu conheceu Pedro Almodovar, um jovem realizador excêntrico que iria mudar o cinema espanhol, e a vida do belo Antonio.

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Particularmente, acho que o período Almodóvar foi o melhor na carreira dele. Na verdade, ele nunca foi um grande ator, daquele tipo que faz a diferença como um Brando, but nas mãos de Almodóvar até que o moço mandava muito bem. Convencer Banderas a fazer "A Lei do Desejo" não é pra qualquer um e ter Banderas fazendo sexo gay menos ainda.
Com Almodóvar fez entre outros "Ata-me!", filme que é um tesão literalmente e um dos meus prediletos. Em "Ata-me!" Banderas interpreta um fã loucamente apaixonado por uma atriz pornô, interpretada por Victoria Abril, e acaba raptando-, e a mantém amarrada com uma corda até ela finalmente corresponder à sua paixão. E como ela corresponde, rs.
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Com o destaque no cinema espanhol, Hollywood acabou vendo ali um galã bem diferente dos loiros aguados que povoam os filmes americanos. Foi chamado então para "Os Reis do Mambo", na época ele não sabia falar praticamente nada em inglês e teve que decorar as falas pelo sons encarando oito horas diárias de aulas para poder entender o que estava falando. Um ano depois viria "Filadélfia" filme que ganhou dois prêmios no Oscar.
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O primeiro protagonista viria com o filme "A Balada do Pistoleiro" em 1995, ano em que atuou em "Quero Dizer que Te amo" ao lado de Melanie Griffith com quem se casaria no ano seguinte.
Com o papel de Che Guevara, ao lado de Madonna no musical "Evita" dirigido por Andrew Lloyd, Banderas recebeu indicação para o Globo de Ouro de Melhor Ator por sua atuação. Nada mal pra quem chegou sem sequer saber falar inglês.
Muitos filmes depois, estreou como diretor e produtor no filme "Loucos do Alabama", projeto que lhe rendeu ótimas críticas. E tratou de seguir a carreira em Hollywood se tornando o ator latino mais bem pago das terras gringas.
Sim, continua casado com a atriz Melanie Griffith, e tem uma filha chamada Stella del Carmen Banderas Griffith.

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"O conheci neste filme ("Ata-me!"). Quando nos despedimos, perguntei para onde ele ia. Ele respondeu: 'Não voltarei para casa. Tentarei a sorte por aqui'. Tempos depois, nos encontramos e ele, já famoso, me agradeceu por tudo."

Pedro Almodóvar

Ainda bem que ele não voltou...

Mi Cuba querida
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"A meus queridos compatriotas, que me deram a imensa honra de me eleger recentemente como membro do Parlamento, em cujo seio devem ser adotados acordos importantes para nossa Revolução, comunico que não aspirarei e nem aceitarei - repito - não aspirarei e nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante em Chefe", escreveu Fidel.
19/02/2008 - Renúncia de Fidel Castro.

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De Fidel a Raúl

"Digam aos irmãos do norte que fiquem tranqüilos, não pretendo exercer meu cargo até os 100 anos", brincou o então presidente de Cuba, Fidel Castro. Naquele 26 de julho de 2006, ele estava profeticamente certo. Fidel e os cubanos comemoravam os 53 anos do ataque ao quartel La Moncada. Fidel, há mais de 47 anos do poder e perto de completar 80 de idade, estava de bom humor e brincava com a própria longevidade. Não parecia imaginar que aquele seria o último discurso antes de deixar o posto.

Foi um discurso curto para seus padrões, apenas duas horas e meia. "Há muito mais que comemorar", disse. "O país conseguiu reduzir a mortalidade infantil e aumentar a expectativa de vida para 76,8 anos - acima da média dos países desenvolvidos", disse. O presidente cubano dedicou os últimos minutos de seu discurso para criticar o que chamou de desinteresse do sistema capitalista pelas questões sociais. Mais de 100 mil pessoas participaram da solenidade, na cidade de Bayamo, no leste do país, que contou com a presença de dirigentes do Partido Comunista, ex-combatentes de Moncada. Fidel foi tão conciso que não citou números que adora repetir nessas ocasiões: a menor taxa de mortalidade infantil do continente (6,22 mortes por mil nascimentos), os 97% da população alfabetizada (86,4% dos brasileiros estão na mesma condição) e a taxa de desemprego de 1,9% da população. Tampouco mencionou (nem costuma fazê-lo) os péssimos resultados da economia do país que tem uma das menores rendas per capita do continente (a 29ª) e convive com o racionamento de alimentos.

Cinco dias depois, às 19h40, os cubanos assistiram na TV a um pronunciamento do secretário pessoal de Fidel, que leu uma nota do presidente. Nela, ele dizia que se submeteria a uma cirurgia e, por isso, e para se concentrar na recuperação, transferia o controle do governo para seu irmão, Raúl. Era a primeira vez que Fidel Castro, que assumiu em 1959, deixava o cargo. A primeira vez que Cuba ficava sem Fidel. As pessoas que escreveram e editaram esta matéria, bem como aqueles que nos deram entrevistas e deixaram gravados seus depoimentos, não sabiam se essa ausência era definitiva. Tudo indicava que era. Mas, tratando-se do homem que resistiu a três anos de guerrilha no meio da selva, à malária, a dezenas de atentados contra sua vida, a dez presidentes norte-americanos (seis deles, inclusive, já morreram) e a quase 50 anos de tabagismo, nada parece impossível.

E em 10 de janeiro de 2007, exatos 48 anos depois do dia em que a revolução tomou as ruas de Havana para dividir o mundo ao meio, Fidel estava recolhido ao hospital. E a pergunta "o que acontecerá quando ele morrer?" também divide o mundo e os especialistas.
O bom humor dos cubanos tem a resposta na ponta da língua: "Como pessoas civilizadas, primeiro trataremos de enterrar o comandante". Piadas à parte, será que o socialismo em Cuba descerá à terra com seu caixão? Imaginar Cuba sem Fidel depende, é claro, de como você vê Cuba com Fidel.
Leia mais
aqui.
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Particularmente, só acredito em uma Cuba livre com Fidel morto, enquanto ele estiver vivo, não acredito em mudanças significativas. E mesmo depois de sua morte, não creio que o povo cubano vá pegar em armas que não seja em defesa de seu País, como se sabe eles são extremamente patriotas.
O certo é que Fidel já faz parte da história e por ela será julgado. Embora não tenha morrido em plena Revolução, o que ajuda e muito a criar mitos, ele foi além, sobreviveu a ela, deu continuidade sem jamais deixar de acreditar que estava fazendo o que era certo.
Certo ou errado, ele fez. Que julgue agora a história sem parcialidades imbecis destinando a ele ou o título de líder revolucionário ou ditador sanguinário. Fidel foi tudo isso e muito mais.







“Assim o mais profundo pensamento é um coração batendo.”
Clarice Lispector
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"Está apaixonada, e - incrédula - descobre que é correspondida
Isso que parece hoje tão simplório olhado de fora dava-lhe um senso de plenitude e poder que nunca mais conheceria. Não precisava de mais nada. Nem Deus pode tirar isso de mim, pensava. Um inocente beijo diante da porta da casa, e o vestíbulo transforma-se em céu
Por muito tempo ficará transfigurada por essa intimidade. Por mais experiências que venha a ter como mulher, o momento não se repetirá, e dificilmente se paga. Nunca mais haverá uma primeira vez, nunca mais a mesma candura de acreditar que tudo aquilo era eterno. Foram-se os amores que tive ou me tiveram: partiram num cortejo silencioso e iluminado. O tempo me ensinou a não acreditar demais na morte nem desistir da vida: cultivo alegrias num jardim onde estamos eu, os sonhos idos, os velhos amores e seus segredos. E a esperança - que retrilha como pedrinhas de cores entre as raízes. "
Lya Luft - Secreta mirada
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“Aqueles que se amam e são separados podem viver sua dor, mas isso não é desespero: eles sabem que o amor existe. Eis porque sofro, de olhos secos, este exílio.
Espero ainda. Um dia chega, enfim…"
Albert Camus
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"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra."
Caio F. Abreu
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"Eu preciso muito, muito de você. Eu quero muito, muito você aqui de vez em quando nem que seja, muito de vez em quando. Você nem precisa trazer maçãs, nem perguntar se estou melhor. Você não precisa trazer nada, só você mesmo. Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone. Basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio. Juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito, muito de você."
Caio F. Abreu
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Quero apenas cinco coisas
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda

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"De tanto não poder dizer
meus olhos deram de falar
só falta você ouvir"
Alice Ruiz
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ORION
A primeira namorada,
tão alta que o beijo não a alcançava,
o pescoço não a alcançava,
nem mesmo a voz a alcançava.
Eram quilômetros de silêncio.
Luzia na janela do sobradão.
Carlos Drummond de Andrade.

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/"Se não houver esperanças de que o teu amor seja recebido, o que tens a fazer é não o declarar. Poderá desenvolver-se em ti, num ambiente de silêncio. Esse amor proporciona-te então uma direcção que permite aproximares-te, afastares-te, entrares, saíres, encontrares, perderes. Porque tu és aquele que tem de viver. E não há vida se nenhum deus te criou linhas de força. Se o teu amor não é recebido, se ele se transforma em súplica vã como recompensa da tua fidelidade, se não tens coração para te calares, nessa altura vai ter com um médico para ele te curar. É bom não confundir o amor com a escravatura do coração. O amor que pede é belo, mas aquele que suplica é amor de criado.
Se o teu amor esbarra com o absoluto das coisas, se por exemplo tem de franquear a impenetrável parede de um mosteiro ou do exílio, agradece a Deus que ela por hipótese retribua o teu amor, embora na aparência se mostre surda e cega. Há uma lamparina acesa para ti neste mundo. Pouco me importa que tu não possas servir-te dela. Aquele que morre no deserto tem a riqueza de uma casa longínqua, embora morra. Se eu construir almas grandes e escolher a mais perfeita para a rodear de silêncio, ficarás com a impressão de que ninguém recebe nada com isso. E, no entanto, ela enobrece todo o meu império. Quem quer que passa ao longe, prosterna-se. E nascem os sinais e os milagres.Não importa que o amor que alguém nutre por ti seja um amor inútil. Desde que tu lhe correspondas, caminharás na luz. Grande é a oração à qual só responde o silêncio; basta que o deus exista. Se o teu amor é aceite e há braços que se abrem para ti, então pede a Deus que salve esse amor de apodrecer. Eu temo pelos corações cumulados."
Antoine de Saint-Exupéry
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"Chega de saudade, segredo, impromptu, chega de presente deslizando, chega de passado em videoteipe impossivelmente veloz, repeat, repeat. Toma este beijo só para você e não me esquece mais. Trabalhei o dia inteiro e agora me retiro, agora repouso minhas cartas e traduções de muitas origens, me espera uma esfera mais real que a sonhada, mais direta, dardos e raios à minha volta. Adeus! Lembra minhas palavras uma a uma. Eu poderei voltar. Te amo, e parto, eu incorpóreo, triunfante, morto."
Ana Cristina César
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"Deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver nascer uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado..."
Caio Fernando Abreu - Para uma avenca partindo - O Ovo Apunhalado/
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"Então quero que você venha para deitar comigo no me quarto novo, para ver minha paisagem além da janela, que agora é outra, quero inaugurar meu novo estar-dentro-de-mim ao teu lado, aqui, sob este teto curvo e quebrado, entre estas paredes cobertas de guirlandas de rosas desbotadas. Vem para que eu possa acender incenso do Nepal, velas da Suécia na beirada da janela, fechar charos de haxixe marroquino, abrir armários, mostrar fotografias, contar dos meus muitos ou poucos passados, futuros, possíveis ou presentes impossíveis. Dos meus muitos ou nenhuns eus. Vem para que eu possa recuperar sorrisos, pintar teu olho escuro com kol, salpicar tua cara com purpurina dourada, rezar, gritar, cantar, fazer qualquer coisa, desde que você venha, para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida. Porque nada mais sou além de chamar você agora, porque não tenho medo e não estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele país distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois."
Caio Fernando Abreu - Do Livro Ovelhas Negras - Conto: Luxo e purpurina.
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- Porra! - gritou.
Amaranta, que começava a colocar a roupa no báu, pensou que ela tinha sido picada por um escorpião.
- Onde está? - perguntou alarmada.
- O quê?
- O animal! - esclareceu Amaranta.
Ursula pôs o dedo no coração.
- Aqui - disse.
Gabriel Garcia Márquez, in Cem Anos De Solidão

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“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”
Clarice Lispector in “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres
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"Quando estamos sozinhos, somos pela metade.
Quando somos dois, somos um.
Quando deixamos de ser um dos dois,
não somos nem a metade que começamos a história.
Fabrício Carpinejar"

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Feliz Dia Mundial do Amor.


faxinando o blog...

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Voltando após um longo e tenebroso inverno ou melhor, um longo e chuvoso verão que particularmente acho ótimo, dá pra dormir sem sufocar.
O Carnaval passsou, o ano começou e daqui a pouco teremos o Oscar.
Eu confesso que estou torcendo até sair sangue para Marion Cotillard, a divina atriz que interpretou Piaf.
Ela era a própria Piaf. Comovente!
Vi "Desejo e Reparação" e achei bom , mas é o tipo de filme que faz diferença na telona. O resto vou assistir paulatinamente até o dia da cerimônia.

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Enquanto isso, o G1, dá notícia do falecimento do ator Roy Scheider. Lembram? Quem viu Tubarão vai lembrar dele e Richard Dreyfuss caçando a fera em alto mar. Provavelmente será lembrado por esse papel, apesar de feito coisa bem melhor.
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Faxina, Carnaval e um falecimento, disso tudo eu queria mesmo era falar do filme "Across the Universe". Esse banho de luz e música que faz qualquer um sair do cinema com uma vontade louca de assistir a um show daqueles que como fã alucinada você sabe todas as músicas de cor e canta junto a plenos pulmões...uff quase perdi o fôlego, rs. Mas é assim e nem precisa ser fã dos Beatles, basta gostar de música, achar que estar apaixonado é a melhor coisa do mundo e gostar de uma bela estória de amor.
Eu confesso que me interessei pelo filme só por causa do título. Amo essa música apesar de não ser uma fã clássica dos Beatles, alias acho que agora sou uma fã clássica porque não tem como sair impunemente do cinema, o som vai junto, as melodias e as vozes que as interpretam, que são qualquer coisa de maravilhosas. É de arrepiar os pêlos do nariz!
Coroando isso tudo "Across the Universe" e o que dizer? Universal literalmente. Não importa, onde quer que você esteja: Nothing is gonna change.
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Across the Universe

Words are flowing out like endless rain into a paper cup,
They slither while they pass, they slip away across theuniverse
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my openmind,
Possessing and caressing me.

Jai guru de va om
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Images of broken light which dance before me like a millioneyes,
That call me on and on across the universe,
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box they
Tumble blindly as they make their way
Across the universe

Jai guru de va om
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Sounds of laughter shades of earth are ringing
Through my open views inviting and inciting me
Limitless undying love which shines around me like a
Million suns, it calls me on and on
Across the universe

Jai guru de va om
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.