Que saudade do Brizola...
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Calma, eu não bati com a cabeça em nenhum lugar, rsss. Óbvio que eu estou falando do debate de ontem. Nem vou comentar a atuação, a falta de propostas de ambos, nada disso e muito menos a sessão "em algum lugar do passado" que ambos fizeram.

Deu vontade de falar sobre as eleições desse ano. Não me lembro de ter visto nada mais "picole de chuchu" na vida! Desculpem, esse "apelido" foi dado ao Alckmin, mas serve muito bem para o que se viu de um modo geral. Tudo muito asséptico, limpo, correto, dentro do tempo estipulado e por isso lembrei do Brizola.
Com Brizola a coisa era digamos, mais embaixo, quantas vezes o mediador ficava aos berros tentando interrompê-lo e ele prosseguia como se nada estivesse acontecendo. Não era só engraçado, era mais do que isso, era a "boa" e velha política em pleno jogo. Ele, assim como outros, era uma verdadeira águia na arte de debater, sem mencionar o dom da oratória, coisa que falta a ambos candidatos atuais... Em tempo, eu nunca votei no Brizola, mas gostava e gosto de ver o jogo da manipulação, da inteligência ao vivo, servindo a seus - dele - propósitos.
Bons tempos, incrível dizer isso, mas digo porque me parece que o mal caratismo era mais explícito, estava na cara, digamos assim. Acho até que era mais fácil de escolher. Hoje a escolha se baseia no menos pior e não naquele em que acreditamos realmente.

Ontem foi o de sempre, manipulação de números, esquecimentos convenientes, como o de Lula ao afirmar ter aumentado em 50% os gastos do Ministério da Saúde, mas se "esqueceu" de corrigir o valor pela inflação - em termos reais, o aumento foi só 5% maior, e só existiu porque o governo é obrigado por lei a elevar o gasto com saúde junto com o crescimento do PIB.

Interessante mesmo, foi a atitude na arena, várias vezes os candidatos estiveram tão perto que parecia que a qualquer momento ia baixar um Chuck Norris de frente e um deles ia dar uma cabeçada na cara do outro. Pena que não baixou, seria diversão garantida para toda família.

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