Aquele momento...


Aquele momento que alguém que você odeia muito se fode...




 
 
 

Que viagemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!!! kkkkkkkkkkkk






Amor escrito à mão.

Era para postar no Dia dos Namorados, mas por acaso foi meu aniversário e eu fui comemorar com aquele que me faz feliz há 5 anos, por isso, passou. No entanto, pra falar de amor não tem dia e cá estou com essa história deliciosa! Quando for a Verona, deixarei minha cartinha lá! ;)


Amor escrito à mão

Neste dia dos namorados, a italiana Giovanna Tamassia fala sobre sua experiência de 20 anos sendo secretária de Julieta

por Mariana Mauro


A varanda da Casa de Julieta (Foto: divulgação/ Clube de Julieta)

Na cidade de Verona, na Itália, uma das atrações mais visitadas é a Casa de Julieta. Uma construção que dizem que inspirou Shakespeare a escrever seu famoso romance. Pessoas de todo o mundo escrevem cartas de amor e as deixam neste lugar, enquanto um grupo de voluntários, o Clube de Julieta, responde a cada uma delas em diferentes línguas. O clube é uma associação cultural sem fins lucrativos, que começou em 1972. Além disso, eles organizam alguns eventos como o prêmio da melhor carta em fevereiro, o “Aniversário da Julieta” em setembro e um prêmio de literatura em outubro.
O clube recebe cerca de dez mil cartas por ano. Elas chegam pelo correio, pelo e-mail e muitas são deixadas na própria Casa de Julieta numa caixa de correspondência especial. Além das cartas “de verdade”, há milhares de mensagens curtas em todo tipo de papel. O clube não é responsável pela Casa de Julieta, que é propriedade da cidade. Os voluntários são chamados de secretários de Julieta, e Giovanna Tamassia é um deles.  Aos 50 anos, ela tem 20 de experiência, respondendo cartas de amor. A filha de Giulio Tamassia, 82, fundador do Clube de Julieta (Club di Giulietta, em italiano) conta ao O&N um pouco sobre este trabalho.

Giovanna Tamassia – Nós não temos uma mensagem, cada carta é diferente, já que cada pessoa que escreve é diferente. Além disso, nós também somos diferentes um dos outros: diversas idades, experiências, culturas e claro, que nós damos diferentes respostas e conselhos. De qualquer forma, a Julieta sempre fala em nome do amor, que é a coisa mais importante em nossas vidas. E nós acreditamos que todo mundo tem seu próprio amor neste mundo. Nós todos temos que acreditar nisso. Nós podemos sofrer, podemos procurar pelo amor, nós vamos desistir algumas vezes, mas o amor vale tudo isso.

O&N – Conhece algum casal que ainda está junto depois de uma carta para Julieta?
GT – Sim! A maior parte das cartas é de pessoas que estão apaixonadas, mas não são correspondidas, ou de pessoas que estão procurando pelo amor. Também há muitas histórias de grandes distâncias, problemas, divórcios, etc. Algumas cartas contam histórias felizes e querem compartilhar isso com a Julieta. Eu me lembro de uma de um rapaz italiano que estava apaixonado por uma polonesa. Ele queria compartilhar seus sentimentos com a Julieta, já que eles estavam realmente apaixonados, mas não podiam ficar juntos por conta da distância. Depois de alguns anos, eles escreveram para contar sobre o final feliz deles.

O&N – Tem um treinamento para ser voluntário? Como funciona este processo?
GT- Muitos dos nossos voluntários vivem em Verona, mas nós também recebemos estrangeiros. Nós damos a chance de ser secretário de Julieta para qualquer um que quiser ter essa experiência. Alguns ficam por uma semana, um mês ou um ano, isso depende. No momento, nós temos uma inglesa, uma belga, duas tchecas e alguns alunos que estão estudando em Verona, mas que vieram de outros países. Nos próximos meses, nós aguardamos voluntários brasileiros. Alguns vão estar aqui em julho.

O&N – O governo de Verona ajuda a manter o Clube de Julieta?
GT – O governo de Verona paga os selos (que são muito caros). E claro, a Casa de Julieta que é um “monumento” e um museu. Mas nós somos uma organização independente de outras e nós tentamos viver de doações, sociedades e contribuições de outras instituições. Nós temos nosso próprio escritório que é no centro da cidade. Ele está aberto para qualquer um que queira se voluntariar.

O&N – Qual a ideia que o Clube de Julieta gostaria de compartilhar para os solteiros neste dia dos namorados no Brasil?
GT – A vida vai te dar muitas chances para viver, para amar, para realizar seus sonhos. Não pare de acreditar em si mesmo e deixe seu coração sempre aberto.

O&N – Vocês respondem as cartas nas línguas originais? Qual a língua mais comum das correspondências?
GT – Sim, nós sempre tentamos responder na língua original. Nosso grupo de voluntários pode falar diferentes línguas. A língua mais comum [das cartas] é inglês. Agora, há muitas cartas do Brasil, mas nós raramente temos muitos voluntários que falam português. Nós temos agora uma menina que vive no Brasil, que é uma ótima ajudante, ela vem para Verona várias vezes e ela é ótima.

O&N – O que o clube pensa sobre o fato de Paris ter removido os cadeados da Pont des Arts?
GT – Cadeados, assinaturas, cartas, adesivos  são mensagens de amor, e de quem quer deixar um sinal em algum lugar, especialmente em Paris ou Verona, duas cidades que você sempre pensa no amor. Nós também sabemos que isto pode ser um problema: o muro da Casa de Julieta já foi completamente danificado por conta de escritos e chicletes mastigados. Eles reformaram o muro, mas não podem prevenir as pessoas de escrever. Por esta razão, a cidade colocou um muro removível no pátio, onde as pessoas podem escrever. Depois, o muro é removido e substituído por outro. Mesmo assim, as pessoas escrevem em qualquer lugar… Os cadeados na ponte podem resultar em perigo e devem ser removidos. Não é um problema de falta de sensibilidade.

O&N – Alguma carta já ficou sem resposta?
GT – Isto pode acontecer, porque, realmente, são muitas cartas…

O&N – Você acredita que todo mundo vai encontrar um amor?
GT – Quem sabe? Essa é esperança de todo mundo e é o que devemos procurar.

Fonte: Opinião e Notícia

Quando se quer voltar...Carpinejar

Sábio Carpinejar! ;)


Fonte: O Globo

FABRÍCIO CARPINEJAR11.06.2015 10h40m

Arte de Fracis Picabia

Quem quer a reconciliação só fala mal do ex. Quem não deseja o retorno só fala bem do ex. Eis a principal incoerência do amor. 

Aquele que busca a volta faz o caminho exatamente oposto à uma reaproximação: cava suspeitas e desconfianças, desata demônios, desfia rosário de insultos e exorciza todos os defeitos da vida a dois. Está impregnado de ódio, e o ódio ainda é atração. A raiva indica que não resolveu a situação, não aceitou a despedida, que prossegue discutindo a relação sozinho. Vai dizer que o ex não presta, não vale coisa alguma, é um estropício. Espalha a bílis entre os mais próximos. Engana os amigos e familiares, que juram que ele não tem vontade de ver a antiga companhia nem morta na frente, que deu um basta para a esperança. Mas é uma camuflagem emocional, o que mais anseia na vida é o reato, apenas não sabe como e disfarça sua urgência com a maquiagem da racionalidade. 

Já aquele que terminou de vez o relacionamento e não se interessa por recaídas usará seu tempo para reconhecer a recente parceria. É capaz de escrever uma carta de recomendação. Dirá que o ex foi ótimo, que leva boas lembranças e que amadureceu no namoro ou casamento. Sairá agradecido, pois não guarda nada, inclusive o rancor. Está com a emoção quitada, a ponto de não espernear e muito menos se rebelar contra o destino. Fará votos de que o outro seja feliz e que encontre alguém que lhe mereça. Os que observam a reação de fora pensam que a pessoa mantém o forte apelo de retornar, pois se derrete em homenagens, mas é uma armadilha: o elogio vem do desapego e da indiferença. 

Durante a separação, a vaia é de quem ama, o aplauso é de quem desamou. O grito é de quem ama, a fala civilizada é de quem desamou. O protesto e a fofoca são de quem ama, o reconhecimento e a justiça são de quem desamou. O barraco é de quem ama, a casa com piscina é de quem desamou.

No tribunal cardíaco, tudo é o inverso do discurso. O que recusa a retomada da relação é o advogado de defesa. E o promotor, o que acusa, é o que estranhamente pretende inocentar a paixão.