Não, não é para nenhum dos meus 7 leitores.


Vai com Deus. 
Caminho de Luz, de verdade, 
porque você esta tão na treva que não consegue mais enxergar,  nem a si nem o caminho.

Vá se cuidar, vá procurar uma ajuda espiritual, um mentor pra te ensinar o que são "vozes", vá se doar aos outros apesar da falta total de empatia e por consequência direta, falta de amor, de consideração, carinho, cuidado com o outro  ou troque tudo isso por um belo curso de teatro e aprimore-se no fingir, no encenar. Mas antes de tudo e antes de mais nada, cuide do seu olhar. Seus olhos são dois cacos de vidro, inertes, sem vida, sem emoção. Ainda que você seja incapaz de sentir e nisso se incluem toda forma de sentimento, tente aprimorar esse olhar morto porque os mais espertos notarão que o que sai da sua boca não consegue respaldo dos seus olhos, esses sim, as janelas da alma.
Aprimore-se na arte de encenar porque treinar a empatia, já adianto será um fracasso. Empatia é orgânica, se nasce com ela, não se aprende, esquece. Torne-se um melhor ator.

E como a minha porção ariana não poderia deixar de se manifestar, deixo um beijo pra você.

Sinceramente e fora a brincadeira.
Vá com Deus.


ciao.



Quando um médium desconhece seu dom.





Espíritos obsessores, em geral se apropriam daqueles que estão desprotegidos. Por desprotegidos entendam que se trata de pessoas que não dão a importância necessária a sua própria espiritualidade. A conseqüência direta disso é para eles próprios, claro porém a influencia desse descuido nos ambientes que frequentam é considerável, ainda mais quando se trata de um médium.

Um médium que não se sabe médium mas vivencia fenômenos é como uma energia desgovernada. Sem rumo, sem entender o que se passa com eles, tem a tendência a interpretar os fenômenos que vivenciam de maneira errada. Um exemplo prático disso são os médiuns audientes, aqueles que escutam vozes e que acreditam ser uma forte intuição levando a sério tudo que escutam ou pior, interpretando de maneira errada. Nem sempre a voz que se escuta vem de bons espíritos ou mesmo de seu mentor, em muitos casos trata-se de espíritos zombeteiros que querem apenas confundir o instrumento. Sem estudo, desconhecendo como discernir o bom do mal podem agir ou tomar atitudes que causarão todo tipo de atraso a sua evolução ou mesmo a sua existência terrena colocando a perder bons negócios, bons empregos, boas amizades, relacionamentos e tudo que fazem para viver em sociedade.

A má interpretação, ocasionada pela falta de estudo e cuidado nesse caso é de fato o mais prejudicial. Ainda que se tenha a sorte de ser influenciado por bons espíritos, a má interpretação pode colocar tudo a perder porque terá por conseqüência o foco errado.
O "aviso" de um acidente, por exemplo seja de que espécie for, pode dizer respeito a si mesmo e não necessariamente a outrem e vice versa. Enquanto se espera que algo aconteça com outra pessoa em um carro, por exemplo pode-se sofrer um acidente, às vezes até mais de um no mesmo dia ou semana. Houve o aviso, mas foi mal interpretado.
Estudar para conhecer e entender é a única saída.

A grande ironia é quando esse dom é dado a alguém cujo o desconhecimento do que seja consideração, empatia e mesmo amor ao próximo  é patente. O trabalho então será redobrado, pois não bastará estudar, há que se vencer o próprio egoísmo e se entregar a um sentimento maior, a doação de si mesmo. Não sei se conseguirá, querido leitor que se identifica e não conseguindo continuará contaminando ambientes, sendo desagradável, colecionando bolinhas de água no próprio copo, destruindo suas próprias conquistas e pior achando que o negativo, o mal esta no outro, fora de si e não o contrário. Não esta. O foco é você. Você é o denominador comum. 
Quer que tudo mude? Quer compreender o que acontece com você, quer saber o que é essa voz, quer fechar esse quebra-cabeça e ver que finalmente todas as pedras se encaixam? Comece por você. Todas as respostas estão em você.





Pessoas idealistas - Flavio Gikovate




Pessoas mais generosas costumam ser idealistas: como conseguem sair de si e se colocar no lugar dos outros, tendem a imaginar como elas são.
Na prática, acabamos por imaginar os outros como criaturas parecidas com o que somos: é difícil aceitar que existam humanos muito diferentes.
O idealismo corresponde a um modo de pensar que aumenta as chances de erro: a pessoa se afasta dos fatos e acredita demais em suas hipóteses.
Os mais generosos e idealistas têm dificuldade em perceber que metade da população não sente culpa: se tornam vítima fácil de oportunistas.
Pessoas objetivas, que se atêm aos fatos e só recorrem às ideias ou à imaginação quando eles não estão disponíveis, agem com mais bom senso.
O realismo não implica pessimismo ou desencanto: acabam se decepcionando mais os que se iludem e não avaliam as pessoas com objetividade.

Aceitar que umas pessoas sentem culpa e outras não costuma ajudar muito àqueles que pretendem conhecer melhor os outros e não ter decepções.
Flavio Gikovate

*Que eu nunca relaxe e nunca me esqueça disso sob pena de nova decepção e dessa vez comigo mesma por não ter apendido a lição.


Beijo na boca.




Um beijo pode ser um ato solene ou uma carícia sexual profunda. A duração dos beijos, nos primórdios do cinema, foi censurada, mais ainda quando a carícia envolvia a língua. Foram estabelecidas novas regras, que diminuíram o tempo médio do beijo de quatro segundos para um segundo e meio. O primeiro beijo de um casal costuma selar uma espécie de pacto sobre os possíveis avanços.
Para os adolescentes dos anos 60 só tinha graça ir ao cinema acompanhado se fosse para sentar na última fila. Era ali que se podia beijar à vontade. O beijo era o limite da decência e o máximo permitido, portanto, deveria ser muito bem dado.
Beijar bem ou mal transformara-se numa grande questão e servia de critério para valorizar ou desprestigiar um namorado. O primeiro beijo, então, nem se fala. Revestia-se de importância especial e era aguardado com ansiedade.
Em muitos grupos circulava um caderno de recordações em que os jovens respondiam a várias perguntas, sendo que uma nunca faltava: “Já beijaste alguém?” Nem todos diziam a verdade, claro, mas as meninas que já haviam sido beijadas, demonstrando superioridade, se dispunham a ensinar às outras como fazer. E o beijo na cena final dos filmes de Hollywood prosseguia na missão de alimentar o ideal romântico de toda uma geração.
Às vezes, o beijo desperta paixões, como aconteceu com Scarlett e Rhett no filme “E o vento levou”, quando a heroína descobre no poder mágico de um beijo a dimensão até então desconhecida da felicidade física, que muda toda a história. Pode também deixar marcas indeléveis na memória, como dizia Brigitte Bardot a Jean-Louis Trintignant em “E Deus criou a mulher”: “Se me beijares, nunca mais me esquecerás.”
Entretanto, em alguns casos o beijo promove o efeito contrário: o desencanto amoroso. E ninguém sabe bem explicar por quê. Talvez seja mesmo uma questão de química pessoal e a resposta, meramente biológica. Segundo os cientistas, existem substâncias produzidas por glândulas sebáceas dentro da boca e nas bordas dos lábios que, passadas de uma pessoa para outra, provocariam intenso desejo sexual ou sensação de desagrado.
Por tocar tão fundo na alma, apesar de desejado, o beijo também encerra a ideia de perigo. É sabido que as prostitutas se protegem do envolvimento amoroso com seus clientes se recusando a beijá-los.
Há mais de dois mil anos, na Grécia, já se temiam as consequências do beijo. Xenofonte em Memoráveis faz seu mestre Sócrates dizer que o beijo de um belo rapaz é mais perigoso do que a picada de uma tarântula, porque o contato dos lábios com um jovem reduz instantaneamente à escravidão o mais velho que se arriscou a ele.
E quando um casal não mais se beija? Significa que a relação está chegando ao fim? Embora possam existir outros motivos para não haver mais beijo, como no caso da internauta, em muitos casais beijar é a primeira ação íntima que cessa quando um relacionamento entra em decadência.
O sexo ainda sobrevive mais um pouco. Aquela rotineira e fraternal troca de beijos no rosto pode bem exprimir que o desejo sexual de um pelo outro já é coisa do passado. Assim, o beijo pode funcionar como termômetro, medindo o grau de profundidade e desejo de uma relação.
As mulheres são as que mais o reivindicam nas relações amorosas, por experimentarem o corpo todo como zona erógena e não, como os homens, predominantemente os órgãos genitais. Shere Hite encontrou várias respostas nesse sentido entre as mulheres que entrevistou para sua pesquisa sobre sexualidade feminina:
“Mais beijos, menos pressa, mais ternura.” “Gostaria que nos beijássemos mais frequentemente na boca.” “Quando eu lhe explico que os beijos e as carícias me excitam, ele trata logo de se esquecer.” “O que desejo ardentemente são toneladas de beijos.” “Para mim beijar é muito importante. Às vezes chego quase a gozar.”
Pelo jeito, o beijo é muito mais importante do que supõem muitos homens.

Daqui.





Eita mundinho véio de guerra...


Um simples post no meu Face e o debate foi aberto.
Após essa cena:


Postei:
É grave quando em uma novela o filho mata o pai e tenta matar a irmã (Império) e ninguém se manifesta, mas qdo o amor é retratado através de um beijo na boca entre duas mulheres, a comoção se instala. Estamos falando de amor, não de ódio e distinção de gêneros nesses casos é no mínimo ridículo! 

Gente chocada porque duas atrizes do porte da Fernanda Montenegro e da Nathália Timberg tinham se beijado em horário nobre.

Senão vejamos, na novela anterior o filho matou o pai depois de roubá-lo e tentou matar a irmã. Comoção grau 0. Na atual novela, um beijo na boca de duas grandes damas do teatro causou uma comoção generalizada.

Vai daí que digo: amor é amor, um sentimento que os seres humanos causam, provocam, sentem. Amor é bom é do bem, te faz melhor, arranca de si o mais nobre que houver, é sinônimo de generosidade, de empatia, de doação pura e simplesmente. Amor independe de gêneros, só depende da vontade de se lapidar como humano, se humanizar na essência. Como não ser melhor quando se ama? Como?
Não vejo outro sentido pra vida senão amar, pelo amor, através do amor.

Tanta comoção, tanto incomodo causado por um simples beijo só prova que ainda estamos na idade das trevas e dá até pra entender porque o mundo esta assim.



Só lamento.



Carl G. Jung





Nos anos 1920, Carl G. Jung saiu em busca de conhecimentos míticos, e em uma destas viagens no Novo México, um chefe indígena conseguiu tocar o coração do fundador da psicologia analítica. Em uma conversa, o indígena americano disse que eles não pensavam "como os homens brancos, pois estes pensavam com a cabeça". Dr. Jung, curioso, perguntou se não era com a cabeça que eles pensavam era com o que? o homem com muita serenidade apontou para o coração, dizendo "Pensamos aqui". O médico, então, entrou em longa reflexão e chegou a concluir que ninguém antes o havia traçado uma imagem tão perfeita daqueles homens inquietos, impacientes e presunçosos em querer levar a "libertação intelectual" através da colonização para os outros povos.

Outro ponto fascinante neste episódio foi que o chefe indígena disse que, através de sua religião tribal, ajudavam a todos os americanos, pois eles como filho do "Pai Sol" auxiliavam ao Supremo a cruzar o céu todos os dias, para a harmonia da Terra. Todos os argumentos utilizados pelo chefe Pueblo Ochwiay Bianco podem ser vistos como produções de mentes inferiores, pouco ou nada intelectualizadas. Mas se pararmos para tocar estas almas humanas em sua profundidade, como simplesmente outras almas humanas, veremos que trazem verdades que só o coração pode entender.

Nesta passagem de Carl Jung, podemos extrair reflexões que levariam horas, ou até mesmo dias, pois são profundas. Logo de início, porém, podemos captar a mensagem de não deixarmos que a nossa cultura, o nosso saber, as técnicas que dominamos, se sobressaiam ao coração humano. De um lado, um amigo compartilha de crenças diferentes das nossas, mas se tocarmos o seu coração, veremos que ele tem conhecimentos que por vezes ignoramos, pois não conseguimos chegar em reflexões semelhantes das dele. Saibamos respeitar, tolerar, e, sobretudo, valorizar as diferenças.

Ao tocar uma alma humana, muitas vezes nos é preciso tirar a capa da 'supremacia intelectual' e nos colocarmos no seu lugar, pois também não passamos de almas humanas que amanhã podemos tropeçar na mesma pedra que fez o companheiro de caminhada tombar.

E o Dia da Poesia foi ontem...




"Feliz é a inocente vestal / Esquecendo-se do mundo e sendo por ele esquecida / Brilho eterno de uma mente sem lembranças / Toda prece é ouvida, toda graça se alcança". Alexander Pope



Repudio todo esquecimento, visto que é dele que se faz o estofo do que nos tornamos.

Todo sentimento, toda história, todo tesão não vivido, sonhado ou molhado, tudo que foi, não é passível de esquecimento. Há que se viver e ter o que contar e lembrar. É disso que somos feito, dessa matéria do improvável, sempre.
Daquilo que se sentiu e nunca viveu, do tanto e tanto que se sonhou  e aquele momento que nunca aconteceu. Tudo vivido, tão fortemente impresso na lembrança como se tivesse acontecido de fato. Um dia, numa tarde qualquer de outono porque outono é mágico, aconteceu. Tudo dentro, por dentro, circundado de sonhos, somente por dentro, dentro de uma lembrança eterna.
Gosto tanto de Brilho eterno, mais ainda dA Insustentável leveza do ser. De tudo que me traduz tão explicitamente. Poucos sabem e outros nunca saberão. Secretamente dou pistas e espero me fazer entender nesse caos que me define. Complicado.

Intimidade é dormir junto. Dividir sonhos, contatos involuntários no meio da noite, acordar misturado, com pés trocados, mãos entrelaçadas, abraços frouxos de sono, um sem saber direito quem é, o que é ou mesmo o que poderá ser...

Como definir maturidade emocional? Flavio Gikovate




Como definir maturidade emocional?

Penso que a maturidade emocional se caracteriza pelo atingimento de um estado evolutivo no qual nos tornamos mais competentes para lidar com as dificuldades da vida e por isso mesmo com maior disponibilidade para usufruir de seus aspectos lúdicos e agradáveis.
Talvez a principal característica da pessoa madura esteja relacionada com o desenvolvimento de uma boa tolerância às inevitáveis frustrações e contrariedades a que todos nós estamos sujeitos. Tolerar bem frustrações não significa não sofrer com elas e muito menos não tratar de evitá-las. A boa tolerância às dores da vida implica certa docilidade, capacidade de absorver os golpes e mais ou menos rapidamente se livrar da tristeza ou ressentimento que possa ter sido causado por aquilo que nos contrariou.

Pessoas maduras também se aborrecem com as frustrações, mas não “descarregam” sua raiva sobre terceiros que nada têm a ver com o que lhe ocorreu. Freud dizia que a maturidade se caracterizava pela substituição da raiva pela tristeza e penso que ele tinha razão. Acrescentei mais um ingrediente, qual seja, o de que devemos tratar de nos livrar da tristeza o mais depressa possível.

A maturidade emocional tem muito a ver com o que, hoje em dia, se chama de inteligência emocional (I.E.): competência para se relacionar com pessoas em todos os ambientes, habilidade para evitar conflitos desnecessários e até mesmo tentar harmonizar interesses e agir sempre em prol da construção de um clima positivo e agradável nos ambientes que frequenta. Assim, a pessoa mais amadurecida busca também a evolução moral, condição que a leva a agir de modo equânime, atribuindo a si e aos outros direitos e deveres iguais.

Pessoas com boa I.E. também agem com certa estabilidade de humor, de modo que não são criaturas “de lua”, aquelas que nunca se pode saber com antecipação em que estado de humor estarão. É claro que a estabilidade de humor não significa estar sempre alegre e feliz; o humor das pessoas mais equilibradas é proporcional ao que está lhes acontecendo, sendo que os momentos de tristeza são vividos com dignidade e classe.

As pessoas mais tolerantes a frustrações, moralmente mais bem desenvolvidas e de humor estável são capazes de despertar a confiança daqueles que com elas convivem. Assim, tornam-se bons parceiros sentimentais, bons amigos, sócios, colegas de trabalho…

A maturidade acaba vindo acompanhada de uma série de boas propriedades e elas são motivo de satisfação dos que foram capazes de avançar na direção de conquistá-la. É claro que o processo de evolução é interminável e jamais deveríamos nos considerar como um “produto acabado”; estar sempre progredindo tende a determinar um estado de alma positivo, um justo otimismo em relação ao futuro – sim, porque quem está crescendo pode esperar mais coisas boas para si lá adiante.

Outra característica da maturidade é o senso de responsabilidade sobre si mesmo, assim como o desenvolvimento de uma sólida disciplina: isso significa controle racional sobre todas as emoções, especialmente a preguiça. Uma razão forte também exerce controle e administra a inveja, os ciúmes, os anseios eróticos e românticos, assim como a raiva e a agressividade. Controlar não significa reprimir e muito menos sempre deixar de agir de acordo com as emoções; significa apenas que elas passam pelo crivo da razão e só se tornam ação quando por ela avalizadas. Esse é mais um motivo para que sejam criaturas confiáveis, uma vez que exercem adequado domínio sobre si mesmas.

Os mais evoluídos emocionalmente tentem a ser mais ousados e a buscar com determinação a realização de seus projetos. Têm menos medo dos eventuais – e inevitáveis – fracassos, pois se consideram suficientemente fortes para superar a dor derivada dos revezes. Ao contrário, aprendem com seus tombos, reconhecem onde erraram e seguem em frente com otimismo e coragem ainda maior. Costumam ter melhores resultados do que aqueles mais ponderados e comedidos, condição que não raramente esconde o medo do sofrimento próprio dos que enfrentam os riscos.


Finalmente, para que possamos viver com serenidade e alegria, temos que aceitar uma propriedade essencial da nossa condição: somos governados pelo que chamo de “princípio da incerteza”; ou seja, não sabemos responder as questões essenciais que caracterizam nossa existência: qual o sentido da vida, de onde viemos, para onde vamos, por quanto tempo estaremos aqui etc. É sobre esse solo de areia movediça que temos que construir nosso castelo e fazê-lo com otimismo e persistência mesmo sabendo que ele pode ruir a qualquer momento.




"Amar e ser correspondido não é idealização e nem postura infantil. Amar sem ser amado é covardia; e ser amado sem amar, mais covardia ainda." Flávio Gikovate  

8 de março de 2015










Ah, essa fé na humanidade...




Essa fé na humanidade ou no que há de humano em seres frios cujos os olhos vitrificados  dizem que é tudo encenação e ainda assim você persiste.
Essa munição que se dá ao outro e que será usada contra você porque a evolução espiritual do interlocutor é a mesma de uma anêmona do mar é certa e ainda assim você persiste.
Ainda que saiba que o mais leve apertar de calcanhar o fará delatar o que não existe, revelar o que nunca foi dito, criar situações para livrar a própria pele daquilo que acredita ser uma ameaça a sua integridade. Covardia é próprio daqueles que nada sentem a não ser um apreço enorme por si mesmos.

Ainda assim você persiste e insiste em julgar os outros segundo seus padrões de referência. Ainda que sinta repugnância pelo que tem a frente, você insiste. Pois há, entenda de uma vez por todas, pessoas frias que pouco se importam com os  outros e muito menos com esforços edificantes de explicar o que é consideração.
Há pessoas que se dizem fazendo um grande esforço para se colocar no lugar do outro, para treinar o sentir. Treinar o sentir? Como se treina um sentimento? como o egoísta vai ser capaz de entender o que vai na alma do outro. Hoje ele é cordato, amanhã repetirá exatamente o mesmo que melhor lhe aprouver. Não se engane.

Há que se persistir por fé, por ser uma atitude orgânica, inerente a você, mas há que se ter lucidez na medida exata da manipulação manifesta. Alerta e defesa. Levanta a guarda e aguarda.

Às vezes, a vida impõe a convivência com pessoas visceralmente diferentes. Há que se ter paciência e persistência porque a fé na humanidade ainda é qualidade dos idealistas...esses pobres coitados na qual eu ainda me incluo.





"A regra é: os mais egoístas escolhem amigos e parceiros sentimentais com objetividade, preferindo os mais generosos a quem possam manipular." Flávio Gikovate





Nível altíssimo!




Nunca!



Esperar que um mau caráter tenha consideração porque você é uma pessoa que joga limpo, é como esperar que ele não jogue sujo só porque você entrou desarmada na briga. - Eu mesma.




Paixão.




não mesmo...