O silêncio de Lucille...


Foto de Timothy White.


B.B. King não tocou sempre com Lucille. Na verdade, em suas primeiras gravações na RPM Records, o músico utilizava uma Fender Telecaster. Ainda no começo de sua carreira, ele trocou por uma Gibson ES-355 e o casamento estava selado. Desde então, foram diversas variações desse modelo.
Em 1949, durante show de King no Arkansas, dois homens brigaram e acabaram derrubando um barril de querosene que aquecia o salão, causando um grande incêndio. Já do lado de fora, King lembrou que esquecera sua guitarra Gibson, e voltou para salvá-la.
No dia seguinte, descobriu que uma mulher chamada Lucille era a razão da pancadaria, e o músico resolveu assim batizar a guitarra para lembrar sempre que não deve correr esse tipo de risco, nem brigar por uma mulher. Duas pessoas morreram no incidente, e King quase foi a terceira.
B.B. King fez uma música especialmente para Lucille. Homônima, a faixa foi incluída no álbum "B. B. King Anthology 1962–1998". Numa narrativa recheada de solos, a canção fala sobre o amor do músico pelo instrumento. "Se estou sozinho em casa, pego Lucille e ela me traz esses sons divertidos que soam bem para mim, sabe?", diz parte da letra.
Em 2005, para comemorar os 80 anos de B.B. King, a Gibson fez uma edição especial com 80 Lucilles. O primeiro protótipo foi dado de presente ao músico, que usou a guitarra especial até 2009, quando a roubaram.


Sem saber, Eric Dahl comprou a guitarra roubada em uma loja de penhores de Las Vegas. Após pesquisa, a Gibson encontrou o instrumento e entrou em contato com Dahl, em novembro de 2009. Fã de King, ele prontamente devolveu o ilustre instrumento para seu verdadeiro dono.
Fonte: O Globo

B.B. KING
1925
2015





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