A falta de empatia ou não olhe agora mas tem um psicopata perto de você...




A inteligência emocional envolve entre outra coisas a empatia. Nenhum outro tipo de inteligência é tão importante quando a inteligência emocional. Exagero? Não, até porque para se ter empatia é preciso saber se comunicar, saber se fazer  entendido, entender por consequência, se colocar no lugar do outro ainda que com alguma isenção, mas sobretudo sentir.

Não ter inteligencia emocional significa dizer que a pessoa não tem empatia, o que particularmente acho trágico, triste porque não há dúvida sobre as dificuldades de se conviver com alguém assim, de trabalhar ou se relacionar. No entanto, imagino que se é triste para quem convive pior será pra quem não tem essa habilidade. Não conseguir sintonizar emoções, não saber interpretar sinais não verbais, não se envolver de verdade para o bem ou para mal com as pessoas do seu meio social equivale a dizer que não há vida na sua essência, é como entrar meio corpo na piscina e não dar um belo mergulho... de cabeça, sempre.

Por outro lado, a falta de empatia é também uma caraterística do psicopata. Que fique bem claro que a maior parte dos psicopatas não pratica violência física ou delitos contra a lei. Mesmo assim, todos eles são capazes de arruinar a vida das pessoas ao seu redor, deixando-as emocionalmente em frangalhos ou financeiramente quebradas, ao mesmo tempo que posam para o restante do mundo como pessoas normais e de bem.

Por definição segundo Gabbard: “Uma das características mais importantes que se observa nos psicopatas é a falta de empatia e um estilo de interação sadomasoquista baseado mais no poder do que nas vinculações afetivas.” De fato, alguns indivíduos com traços de psicopatia dirão que suas relações interpessoais são muito importantes para eles: contudo, eles demonstram seu desapego às pessoas por meio de suas ações, por enganarem e ferirem aqueles que lhes são mais próximos sem dar a menor importância ao impacto negativo que seu comportamento causa nos outros. David S. Holmes afirma que os sociopatas “com frequência verbalizam fortes sentimentos e compromisso (por exemplo, facilmente dizem eu te amo), mas seu comportamento indica o contrário.” Além disso, quando as coisas dão errado, eles frequentemente explicam a cadeia de eventos de uma maneira que os isenta de qualquer responsabilidade pela situação em questão. 

Mas isso é prosa para outro post...

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