20/07/2009 - Dia do Amigo -
Dia do meu amiigoo Carlos Roberto!!!
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Eu costumo dizer que não tenho família e não tenho mesmo, estão todos mortos com excessão de umas primas e tios que moram  no interior de Minas, mas também digo sempre que tenho amigos. Bons amigos e para eles, em especial para o meu amigo Carlos Roberto que eu dedico o dia de hoje.
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Amigos

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Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
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A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
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E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
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A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, trêmulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinícius de Moraes
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Conheci o Carlos quando trabalhava num colégio, em 2004. Casado com uma professora de história, a Rosana, foi fácil gostar dele de cara. Leitor voraz e com uma memória invejável sempre sabia de algum fato, história ou acontecimento interessante para contar e por conta disso a conversa rolava horas.
Pouco depois veio o tempo das mudanças, quando a vida se encarregou de me dar uma bela rasteira. Resolvi pedir demissão e sair daquele trabalho e na mesma semana terminaria com um namorado que eu julgava perfeito para em seguida perder minha mãe atropelada.
De repente me vi tão só no mundo, tão absolutamente desamparada e essa era a palavra perfeita quando não se tem mais pai e mãe, que parecia que teria que aprender até a caminhar novamente e acho que foi isso mesmo.
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Mas como disse no início desse texto o que me falta de família me sobra em amigos. E mais uma vez o Carlos estava lá.
Desde que a minha mãe morreu, ele vem toda sexta-feira religiosamente depois do trabalho me visitar, lanchar comigo e jogar conversa fora. A menos que eu tenha algo para fazer ou ele com a família, não nos encontramos. Fora isso esse encontro é certo. O detalhe é que o Carlos mora em Campo Grande e eu na Barra, pra quem conhece sabe a lonjura que é. Ele sai do trabalho às 17:30 e me espera chegar do meu trabalho ou seja só vai pra casa lá pelas nove da noite.
Eu me lembro nesse tempo todo que muitas vezes a voz do Carlos era a única voz humana que ouvia em um final-de-semana inteiro. Eu que sempre fui uma outsider fiquei pior e realmente me afastei de todos. Mas o Carlos estava ali sempre. Era infalível.
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Bom, esse post não é sobre mim, mas sobre esse amigo especial: o meu amigo Carlos Roberto!!
O Carlos é aquele tipo de cara que nada espanta. Ele passou por alguns namorados, várias paqueras que não deram em nada e sempre avaliava cada um deles. Com ele não tenho problemas de falar nada e muito menos pedir. Ele não julga nunca e quando é alguma coisa digamos mais delicada, ele passa o pedido pra Rosana que como ele é especialíssima. Foi assim com a fantasia de Mamãe Noel que pedi a ele que comprasse pra mim, rsss Sobrou pra Rosana e veio exatamante como eu queria.
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Essa foi apenas uma das histórias com o Carlos. Houve várias e espero que por muito tempo hajam muitas ainda porque como bem disse Vinicius de Moraes:
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...eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...


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Feliz Dia do Amigo pra você Carlos
e para todos aqueles que me honram com sua amizade.