Morrer é bom.
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Na sexta tive uma experiência de "morte" muito interessante.
Alguém invadiu o meu orkut e colocou uma mensagem dizendo que eu havia morrido em um acidente de moto. Coincidentemente na sexta de manhã, ao invês de abrir minhas mensagens ao chegar no trabalho fui direto para o meu novo setor. Logo em seguida o celular começaria a tocar como um enlouquecido, mas estava no silencioso e eu nem me dei conta de nada.
Quando finalmente voltei para minha sala vi aquela montanha de ligação não atendida e só ai fui saber o que tinha acontecido. Eu havia morrido num acidente de moto. Confesso que foi a experiência mais emocionante que já vivi.
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Bom, alguns sabem outros não, mas eu não tenho família. Nada nem ninguém no mundo, apenas alguns primos em Minas que infelizmente tenho pouquíssimo contato. Todos mortos. Desnecessário dizer que qualquer demonstração de afeto, carinho, preocupação me atinge de maneira mais intensa, muito embora eu esteja longe de ser a carente profissional, esta claro pra mim que nada nem ninguém vai substituir o que perdi.
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Por isso, as muitas mensagens no meu orkut, os inúmeros telefonemas, as demonstrações de carinho, preocupação foram tão emocionantes, mais tão emocionantes e surpreendentes  que eu posso dizer que essa experiência de "morte" teve um saldo muito positivo. Eu realmente não esperava e nem sabia o que significava para algumas pessoas. Sequer me lembrava de muitas coisas que fiz e que deixaram lembranças nas pessoas que me escreveram.
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Não cabe aqui descrever nada, somente a emoção que senti e foi incrível mesmo. Por isso, se possível fosse, recomendaria uma experiência assim ao menos uma vez na vida, coisas surpreendentes podem acontecer.
Muito Obrigada a todos!
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*Em tempo, agradeço os comentários de todos por aqui. Infelizmente o Literatus esta mesmo meio abandonado. Minha vida teve outra reviravolta bem desagradável e mais do que nunca preciso correr atrás. Mas saibam que leio tudo que recebo e agradeço de coração a todos!

O véu de Maya



a ilusão nossa de cada dia...
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O Véu de Maya, é parte constituinte da filosofia Hindu, quem primeiro discorreu sobre ele, alem dos Hindus, foi um filósofo alemão chamada Artur Schoppenhauer, na filosofia védica, a existe a teoria do Véu de Maya.
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E o que é o Véu de Maya? o véu você sabe muito bem o que, é um fino tecido branco o qual tem a função de encobrir as coisas, é branco, mas pode ser de várias matizes, o branco é para simbolizar um certo estado de pureza, na filosofia já mencionada o Véu de Maya são as ilusões, são aquilo com que nos nutrimos todos os dias, não há humano algum que não traga consigo uma ilusão, pois ela é tão necessária e real quanto a própria realidade, a ilusão é um bem, o véu aqui encobre a crueldade de nossa contingência o véu vela por nossas feridas, encobrindo-as e as vezes até sarando-as, é necessária a nossa mente, não suportaríamos o peso da razão incidindo constantemente sobre nossos ombros, é ai que o véu da ilusão tira-nos o árduo fardo que a própria existência nos imputa, na vida, nos deparamos com situações aonde não há alternativas, somos colocados em cheque –mate .
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Nas sociedades este exemplo está expresso em todos os tipos de literatura, é ai que a vida pede uma trégua, e o santo Véu de Maya entra em ação, como se fosse a mão de Deus, querendo que não soframos tanto com a nossa própria contingência, o filósofo alemão Schoppenhauer, dizia que os maiores véus de maya que existem sobre a terra são o amor e a moral, o amor necessário para levar adiante a perpetuação da raça humana, mas segundo essa filosofia, também considerado uma grande ilusão, e cabe aqui um comentário, talvez seja próprio do homem se iludir para chegar a amar, ou amando já viveria sua própria ilusão, o oásis na natureza humana. E a moral, que nos puxa e cuida de tratar que as coisas da vida e da realidade não se percam no mundo dos sonhos.
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O Véu de Maya é tão necessário a nossa existência como a própria realidade, portanto um conselho aos desavisados, nunca, jamais deixem que esse Véu se rompa, pois se isso acontecer a dor da existência será insuportável. Não restando mais nada depois disso.
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dos diários
A convivência é tão difícil, o compartilhar é carregado de digitais que não são as nossas. Sartre chegou a dizer que “o inferno é o outro.“ Nietzsche do qual já tive a pretensão de falar, sofria a solidão com intensidade, pela doença, pelo gênio, por um mundo no qual não se encaixava disse certa vez: "se pudesse dar-lhe uma idéia de meu sentimento de solidão! Nem entre os vivos nem entre os mortos, não tenho alguém de quem me sinta próximo".
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Sempre a impossibilidade que permeia a vida, à margem do caminho, a espreita. A convivência solitária é ainda pior porque dilata o sentimento angustiante de não estar dentro de um contexto, como se a história contada não fosse a nossa ou a minha.
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A existência parece um estado de embriaguez contínua, onde não dissocio a solidão da sociedade, por outro lado, há sempre um ponto de interseção, um tempo limite onde tudo passa a ser de uma realidade cruel.
“Solidão não é estar sozinho, é estar vazio” Senêca
andrea augusto©angelblue83


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Análise
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Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olha, que ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longamente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo


12-1911 Fernando Pessoa