O véu de Maya



a ilusão nossa de cada dia...
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O Véu de Maya, é parte constituinte da filosofia Hindu, quem primeiro discorreu sobre ele, alem dos Hindus, foi um filósofo alemão chamada Artur Schoppenhauer, na filosofia védica, a existe a teoria do Véu de Maya.
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E o que é o Véu de Maya? o véu você sabe muito bem o que, é um fino tecido branco o qual tem a função de encobrir as coisas, é branco, mas pode ser de várias matizes, o branco é para simbolizar um certo estado de pureza, na filosofia já mencionada o Véu de Maya são as ilusões, são aquilo com que nos nutrimos todos os dias, não há humano algum que não traga consigo uma ilusão, pois ela é tão necessária e real quanto a própria realidade, a ilusão é um bem, o véu aqui encobre a crueldade de nossa contingência o véu vela por nossas feridas, encobrindo-as e as vezes até sarando-as, é necessária a nossa mente, não suportaríamos o peso da razão incidindo constantemente sobre nossos ombros, é ai que o véu da ilusão tira-nos o árduo fardo que a própria existência nos imputa, na vida, nos deparamos com situações aonde não há alternativas, somos colocados em cheque –mate .
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Nas sociedades este exemplo está expresso em todos os tipos de literatura, é ai que a vida pede uma trégua, e o santo Véu de Maya entra em ação, como se fosse a mão de Deus, querendo que não soframos tanto com a nossa própria contingência, o filósofo alemão Schoppenhauer, dizia que os maiores véus de maya que existem sobre a terra são o amor e a moral, o amor necessário para levar adiante a perpetuação da raça humana, mas segundo essa filosofia, também considerado uma grande ilusão, e cabe aqui um comentário, talvez seja próprio do homem se iludir para chegar a amar, ou amando já viveria sua própria ilusão, o oásis na natureza humana. E a moral, que nos puxa e cuida de tratar que as coisas da vida e da realidade não se percam no mundo dos sonhos.
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O Véu de Maya é tão necessário a nossa existência como a própria realidade, portanto um conselho aos desavisados, nunca, jamais deixem que esse Véu se rompa, pois se isso acontecer a dor da existência será insuportável. Não restando mais nada depois disso.
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dos diários
A convivência é tão difícil, o compartilhar é carregado de digitais que não são as nossas. Sartre chegou a dizer que “o inferno é o outro.“ Nietzsche do qual já tive a pretensão de falar, sofria a solidão com intensidade, pela doença, pelo gênio, por um mundo no qual não se encaixava disse certa vez: "se pudesse dar-lhe uma idéia de meu sentimento de solidão! Nem entre os vivos nem entre os mortos, não tenho alguém de quem me sinta próximo".
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Sempre a impossibilidade que permeia a vida, à margem do caminho, a espreita. A convivência solitária é ainda pior porque dilata o sentimento angustiante de não estar dentro de um contexto, como se a história contada não fosse a nossa ou a minha.
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A existência parece um estado de embriaguez contínua, onde não dissocio a solidão da sociedade, por outro lado, há sempre um ponto de interseção, um tempo limite onde tudo passa a ser de uma realidade cruel.
“Solidão não é estar sozinho, é estar vazio” Senêca
andrea augusto©angelblue83


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Análise
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Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olha, que ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longamente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo


12-1911 Fernando Pessoa

10 comentários:

    Só para quem gosta dos "Anos Incríveis". Leia os comentários.

    Aqui:

    http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/04/03/mais-fotos-do-beira-rio-em-1968/#comments

    e aqui:

    http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/04/03/registros-fotograficos-da-epoca-da-inauguracao-do-beira-rio-minha-irma-conseguira-outros/

    Sei lá, talvez te divirta...

    Beijo.

    Andrea, não lembro de ter visto sua foto assim como estas exposta agora ao lado....fazia uma imagem bem diferente de voce.....parabens e saudades.....
    beijos joao

    Angel, pelo amor de Deus, que post PERFEITO... não consigo pensar/fazer mais nada agora, vou ficar digerindo isto até sei lá quando... afffff..
    te adoro..

    bj
    shauan

    Menina, adorei o texto. tô de blog novo. passa lá? bjos e boa pasccoa.

    Andrea,

    Já não mais um desavisado,aceito,de
    pronto,seu conselho e farei o possível para que não se rompa meu Véu de Maya.
    Muito bom o post.A ilusão e a solidão nossas de cada dia foram bem discutidas e retratadas em imagens e palavras.

    Bom vê-la de volta e,se me permite,senti-la próxima.

    Um ótimo final de semana e uma Feliz Páscoa pra você!
    Abraços carinhosos.

    On sexta-feira, 10 abril, 2009 Carla Balestro disse...

    Saudade dos teus escritos...
    Espero que estja tudo bem.
    Bjo

    Olá! Há quanto tempo não venho aqui! Mas cá estou para matar a saudade e desejar que tenha uma Feliz Páscoa! Adorei o post!Bjos!

    querida, Feliz páscoa!
    espero que esteja bem, curtindo a vida e feliz, estou sempre torcendo por vc.
    Bjs Laura

    Mina flor, eu não sou um doce com todo mundo, não...viu?
    às vezes sou azeda...
    Mudando de assunto:
    te interessa participar do portal do Luis Nassif? entre lá e veja, poderá fazer um blog lá ou apenas participar com fotos, vídeos, comentários.
    Dá mais visibilidade.
    Se quiser eu te convido.
    Bjs Laura-Elianne

    Olaaaa pesquizando pela internet, achei seu fabuloso blog que agora me entretém, e me alimenta com textos maravilhosos, escolhidos pela autora e de propria autoria. Estou apaixonada e vou continuar á vasculhar seus textos!!!
    Adorei o texto: a ilusão nossa de cada dia...