A última Pin-Up
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A ex-modelo e atriz Bettie Page, cujas fotos ajudaram a desencadear a revolução sexual dos anos 60, morreu nesta quinta-feira (11) em Los Angeles, aos 85 anos, informou seu agente, Mark Roesler, em um comunicado.

O site de Bettie Page informou ainda que a pin-up morreu de pneumonia em um hospital. No dia 2 de dezembro, ela havia sofrido um ataque cardíaco, não recuperou a consciência e permanecia internada.


Febre
A partir de 1950, Bettie Page passou a ser a modelo mais fotografada do mundo, especialmente de biquíni e lingerie. Em janeiro de 1955, chegou ao ápice da carreira, ao posar para a revista “Playbloy” e se transformar em celebridade. Sua imagem virou febre e foi estampada nas cartas de baralhos e álbuns. Na época, seus pôsteres sensuais decoravam os quartos dos jovens.

Mais tarde, Page passou décadas longe dos holofotes, lutou contra uma doença mental e se tornou uma cristã convertida. Ela voltou à cena na década de 90, ao conceder algumas entrevistas.
G1
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Bettie Page
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Bettie Mae Page (22 de abril de 1923 em Nashville - 11 de dezembro de 2008 em Los Angeles) foi uma modelo fotográfico dos anos 50.
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Betty Mae Page foi a segunda de seis filhos de Walter Roy Page e a Edna Mae Pirtle. A família vivia em condicões financeiras precárias não repousando por muito tempo no mesmo lugar, com a queda da bolsa em 1929 a situacão piorou.

Os pais se divorciaram em 1932. No ano anterior Walter havia sido preso por alcoolismo e desordem. Edna Pirtle se estabeleceu em dois empregos, enviando Bettie e duas de suas irmãs para um orfanato por um ano.

Aos quize anos de idade de Bettie fora violentada pelo próprio pai, quando ele havia voltado a morar com a família. Em idade tenra Page conheceu responsabilidades duras e aprendeu a tomar suas próprias decisões.
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Entre o coro da igreja e o salão de beleza que Edna trabalhava, Bettie mantinha seu tempo costurando. Bettie foi considerada uma estudante excepcional. Mostrou sempre interesse pelo cinema e a vida de modelo. Coordenadou o grupo de arte dramática e se formou Bacharel em Artes no Peabody College em 1943.
No mesmo ano, casa-se com Billy Neal, seu namorado. Mudam-se para San Francisco.

Em São Francisco obteve seu primeiro trabalho como modelo. Ainda com Neal, viaja para o Taiti aonde é revelado um mundo exótico, muito explorado pela arte em volta do ícone Bettie Page, as mulheres morenas de sol. Assim como Luz Del Fuego, Bettie passou tomar banhos de sol nua ou mesmo se exercitar. Com cinco anos de casada, divorcia-se de Neal e nova mudança, Nova York. Passeando em Coney Island conhece o poilicial Jerry Tibbs, por volta 1950. Tibbs era também fotógrafo amador, ele cria a "pin-up" Bettie. Ele mencionaria que sua testa era larga demais pra usar o cabelo partido ao meio. Bettie eterniza a franja convexa lisa.

Bettie interveio na moda. Criou seus maiôs e bikinis e a tanga clássica de oncinha.

Mas apenas os fotógrafos Irving Klaw e Bunny Yeager imortalizariam à Pin Up Bettie Page. Bettie há muito havia trocado a cadeira de secretária pela vida de modelo. Os horários eram independentes, a carga horária menor e o sálario maior. Quando ela resolveu posar para Klaw aceitou o contrato dele que afirmava que o pagamento só seria disponível mediante poses com bondage .

O então presidente do Senado Carey Estes Kefauver contrário as fotografias de Irving Klaw, pela apologia ao sadomasoquismo requizitou a própria modelo a depor.

Várias publicações da época como Eyeful, Beauty Parade ou Wink a procuraram. Em janeiro de 1955 é capa da Playboy e no mesmo ano recebe das mãos de Hefner o título de A Miss Pin Up Girl do Mundo. Hugh Hefner é um dos maiores benfeitores de Bettie ainda hoje.

Casa-se novamente, Armand Walterson, e em 1958 desaparece da vida pública sem uma razão definida. Alguns culpam o caso Kefauver x Klaw outros atribuem ao casamento com Walterson. Sabe-se que após seu casamento com Walterson, Bettie tornou-se numa devotada religiosa.

Sua ùltima entrevista foi em 1962, a entrevista observava aspectos do divórcio com Walterson.
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Bettie Page encarnava a mulher independente do pós-guerra. Ela era a Pin Up Subversiva enquanto Marilyn Monroe a Pin Up Mainstreen.


Sua carreira no cinema foi fulgaz e praticamente inexistente. Mas as imagens dela ficam imaculadas do sotaque sulista. Sotaque que Hollywood delimitava fora dos filmes dos anos dourados.
wikipédia.
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"Eu não estava tentando chocar, ou ser uma pioneira. Eu não estava tentando mudar a sociedade, ou estar à frente do meu tempo. Eu não penso de mim mesmo como liberada, e não acredito que fiz nada importante. Estava sozinha e não conhecia nenhuma outra forma de ser, ou de qualquer outra maneira de viver. "
Bettie Page
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Hoje as fotos de Bettie Page beiram ao ingênuo, mas naquela época era muito a frente de seu tempo. Mais do que modelo ou mesmo atriz, Bettie, foi e é um fetiche até hoje. Vestia couro, botas de cano longo sem sequer saber o que realmente significavam, pelo menos no início. Ia aos poucos se tornando símbolo do que na época era o "submundo" das perversões, o mundo do S&M.
Mesmo depois da sua conversão, as fotos que tentou queimar para apagar um passado que a perseguia, foram salvas para a posteridade fazendo com que Bettie Page fique entre nós por muito tempo ainda.
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1 comentários:

    Há tempos não vinha por essas paragens! Como tudo aqui está tão diferente. E continua tão belo...

    Beijos!