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É dia de matar...ou melhor de Charles Bronson.
Longe de ser um grande ator, Bronson deixou seu nome gravado para posteridade com vários filmes, sendo que a série "Desejo de matar" faria dele um justiceiro implacável de rosto impassível.
Na verdade, Charles Bronson era uma espécie de Chuck Norris pré - histórico, mas ao invês de chegar dando uma voadora, ele matava primeiro e perguntava depois.
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Nascido em 3 de novembro de 1921, na localidade de Ehrenfield (Pensilvânia, nordeste dos Estados Unidos), sob o nome de Charles Buchinsky, Bronson era descendente de uma família numerosa (15 irmãos) de origem lituana e seu destino, em princípio, parecia ser as minas de carvão. Mas isso mudou quando, em 1943, voltou da Segunda Guerra Mundial e decidiu seguir a carreira artística.
A carreira começou em 1951, com o filme "O poder invisível", mas somente em 1960, com o filme "Sete homens e um destino", Bronson alcançaria o estrelato
Por ter um tipo tão marcante, Bronson, acabou estereotipado em papéis de índio, escravos e posteriormente, justiceiro.
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Desejo de Matar - de 1974 a 1994

O primeiro filme da série foi lançado nos anos 70 e conquistou a simpatia da população das grandes cidades e o ódio dos críticos. Nele, Bronson é um homem de meia-idade transtornado com a morte da esposa e o estupro da filha. Baseado em fatos reais, a série se estendeu até os anos 90 e não economizou sangue, formas e modos de matar.
Em "Desejo de Matar 5", último da série, Bronson já estava com 74 anos e matando a rodo.
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Discreto, recluso e calado também na vida privada, Charles Bronson foi casado e feliz por 22 anos com a atriz Jill Ireland até que a morte os separou. Jill faleceu vítima de um câncer em 1990.
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Durante a doença de Jill, Bronson manteve a aparente frieza, mas em entrevista, aquele rosto sempre impassível revelaria um homem emotivo e apaixonado ao dizer: "Quando se ama alguém, você é capaz de sentir a dor da pessoa, assim como alguns maridos "engravidam" quando suas esposas estão grávidas. Senti a dor dela, não a física, mas a angústia mental."
Bronson se sentia impotente e revoltado por não conseguir proteger sua família. Na época ele parou de trabalhar para ficar ao lado dela. Jill, era sua melhor amiga antes do relacionamento e mesmo depois, segundo ele, a única pessoa que o conhecia verdadeiramente.
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Após a morte de Jill, em 1990, por um câncer de mama, o que o levou a uma profunda depressão, Bronson se casaria pela última vez, oito anos mais tarde com Kim Weeks, que o acompanharia até sua morte.


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Charles Bronson morreu num sábado, 30 de agosto de 2003 aos 81 anos, vítima de pneumonia.  O astro já sofria de Mal de Alzheimer, que começou a se manifestar  dois anos antes.
Ele até podia não ser um grande ator, mas eu confesso uma grande simpatia por ele. Bronson se manteve fiel ao estilão justiceiro e levou a vida exercendo seu ofício tentando se manter longe dos holofotes de Hollywood e do culto à celebridade. Segundo seus amigos, era um grande cara e eu acho que era mesmo.



1 comentários:

    Já vi "Atrás da porta", com ele, e gostei do trabalho...

    mais de cinema.
    aprendendo e vendo coisas...

    um carinho