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É Bicampeão!!!!!!
Taça Rio 2008 é do Botafogo!!!!

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Eu realmente não ia falar nada, mas depois de um email "provocativo" do meu amigo Dr. Ewerton, eu resolvi deixar o registro por aqui.
Na semana passada, ele mandou o seguinte email:

Assunto: Presente
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Antes da contenda, um presentão para vocês.
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http://www.youtube. com/watch? v =da9K4U7wtgY
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O BOTAFOGO É FAVORITO, NO DOMINGO.

ABRAÇOS. EWERTON.

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Não consegui ficar quieta e respondi:
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Aceitando a provocação do meu querido amigo Dr. Ewerton, da nossa querida comunidade Cara a Cara, homem de muitas qualidades e apenas um "defeito", deixo, assim como ele me deixou, um presente:

http://www.youtube.com/watch?v=Xpvl5jARUTQ

Apesar do Dodô aparecer bastante nesse filmete e nem poderia ser diferente, continua valendo uma vez que ele não deveria ter saído do Botafogo. Haja visto como anda ultimamente... rss sem praga!

e aqui, um mestre, dos tempos em que as chuteiras eram praticamente um kichutes e os shorts eram maravilhosamente pequenos e não esses fraldões de hj! ;)

http://www.youtube.com/watch?v=4e17xa-6jPQ
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E como bônus ainda deixo um post do meu blog feito no dia 4/09/2004 pelo centenário da Estrela Solitária.

bjos alvinegros e que vença o melhor ou seja, que vença o Botafogo pq é o melhor ;)
Andrea.


CRÔNICA:

Centenário do meu querido Botafogo, deixo uma crônica de Paulo Mendes Campos sobre o garrincha. Essa crônica foi publicada na coluna do Armando Nogueira e é como ele mesmo disse, um verdadeiro poema em prosa.

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NA GRANDE ÁREA
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Como eu previra, houve flores, houve abraços, houve amigos na inauguração da placa de Paulo Mendes Campos, numa das mais cândidas pracinhas do bairro do Leblon. Falaram Thiago de Mello e Arthur da Távola, exaltando a obra poética de Paulinho. Thiago lembrou o ponta fogoso que era o poeta. Joan, viúva de Paulinho, descerrou a placa que estava coberta com a bandeira do Botafogo. Botafogo, paixão de Paulinho. Belas crônicas ele escreveu, celebrando o clube e suas grandes estrelas. A crônica de Paulinho sobre Garrincha é um verdadeiro poema em prosa. Leiam, por favor.
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O ponta e o poeta

“Quando ele avança, tudo vale. A ética do futebol não vigora para Mané. O fair-play exigido pelos britânicos é posto à margem pelos marcadores, pelos juízes, pelas torcidas. Regras do association abrem estranhas exceções para ele. Uma conivência complacente se estabelece de imediato entre o árbitro e o marcador, o primeiro compreendendo o segundo, fechando os olhos às sarrafadas mais duras, aos carrinhos perigosos, aos trancos violentos, às obstruções mais evidentes. Quando esses recursos falecem, o marcador em desespero, sem medo ao ridículo, agarra a camisa de Garrincha. Aí o juiz apita a falta, mas sem advertir o faltoso: o recurso é limpo quando se trata de Garrincha.
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Todos os jogadores do mundo - ensina o professor Nilton Santos - são marcáveis, menos seu Mané. Mané em dia de Mané só com revólver. Nilton é o mais consciente dos fãs de Garrincha, costumando dizer que, se ainda jogou futebol depois dos trinta anos, foi por ser do mesmo time de seu Mané.
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Uma tarde apareceu para treinar um menino de pernas tortas. Já no vestiário o técnico Gentil Cardoso, rindo-se, chamara a atenção de todos para o candidato: aquele sujeito poderia ser tudo na vida, menos jogador de futebol. Começado o treino, lá pelas tantas uma bola sobrou para Garrincha.
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Nilton proferiu o grito de costume, mas o menino torto matou a bola com facilidade e ficou esperando. Ferido pela ousadia, Nilton partiu para cima do garoto com decisão. (Já joguei contra ele: é uma extração rápida e sem dor). Talvez naquele momento estivesse em jogo, não só a bola, mas o destino de Garrincha. Se Nilton o desarmasse e lhe aplicasse como corretivo à petulância duas ou três fintas, Gentil Cardoso não esperaria muito para enviar o novato sem jeito para o chuveiro. Apesar desse perigo, e a despeito de estar enfrentando um jogador da mais alta categoria, Mané escolheu o caminho da porta estreita: driblar Nilton Santos.
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Só três vezes em sua carreira Nilton levou drible entre as pernas: a primeira foi ali naquele instante. A alegria do futebol de Garrincha está nisso: dentro do campo, ele se integra no espaço que lhe é próprio, não reflete mais, não perde tempo com a vagareza do raciocínio, não sofre a tentação dos desvios existentes no caminho da inteligência. Como um poeta tocado por um anjo, como um compositor seguindo a melodia que lhe cai do céu, como um bailarino atrelado ao ritmo, Garrincha joga futebol por pura inspiração, por magia, sem sofrimento, sem reservas, sem planos. O futebol requintadamente intelectual de Didi é sofrido e sujeito a todas as falhas do intelecto. Garrincha, pelo contrário, se suas condições físicas estão perfeitas, se nada lhe pesa na alma, é como se fosse um boneco a que se desse corda: não reflete mais.
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Garrincha é como Rimbaud: gênio em estado nascente. Se um técnico desprovido de sensibilidade decide funcionar como cérebro de Garrincha, tentando ser a consciência que lhe falta, isto é, transmitindo-lhe instruções concretas, lógicas, coercitivas, pronto ? é o fim. O grande mago perde a espontaneidade, o espaço, o instinto, a força. Em vez do milagre, que ele sabe fazer, ensinam-lhe a fazer um truque sensato.
João Saldanha sabia que não há instrução possível para Garrincha. Se a virtude do Mané nada tem a ver com a lógica, não será através da lógica que lhe corrigiremos os possíveis defeitos. E defeitos e virtudes não são partes que se possam isolar em Garrincha, que escreve certo por linhas tortas.
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O jornalista Armando Nogueira tem uma teoria muito boa sobre o drible de seu Mané, apesar de Mário Filho não concordar com ele e comigo. O drible, diz Armandinho, é, em essência, fingir que se vai fazer uma coisa e fazer outra; fingir por exemplo que se vai sair pela esquerda, e sair pela direita”.
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Paulo Mendes Campos

http://literatus.blogspot.com/2004/09/centenrio-do-meu-querido-botafogo.html

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Time de Clarice Lispector, Paulo Mendes Campos, Glauber Rocha, Olavo Bilac, Vinícius, Fernando Sabino, Armando Nogueira e muitos outros, o Botafogo já é poético só por ser o time da Estrela Solitária. Um time que nunca tem nada de graça ou fácil, pelo contrário, é comum dizer: certas coisas só acontecem ao Botafogo! Que assim seja porque o que é difícil é muito mais gostoso, tem o valor da conquista, não cai no colo.
Lembro de ter me tornado botafoguense por pura birra infantil. Mania de ser diferente, como dizia um ex-namorado: mania de ser revolucionária, rsss
Criança pentelha e atenta sempre notava que as meninas por falta de conhecimento diziam ser flamenguistas. Era muito mais fácil, afinal TODO mundo era flamenguista. Mas eu não seria. Vai daí que resolvi não fazer parte do óbvio ululante e escolhi o Botafogo. Com o passar dos anos, vi que só podia ser botafoguense mesmo. Minha ídala Clarice Lispector era, aquela estrela solitária, a primeira a despontar no céu quando o dia moribundo vai dando lugar a noite era pura poesia e a luta do guerreiro sempre. Essa dificuldade tamanha que dá sabor, tempero a cada conquista, assim é o Botafogo. Assim sou eu, uma ariana disfarçada de geminiana que entende a vida como um campo de batalha, se não é pra dar o sangue, melhor nem entrar em campo, alias, melhor nem ser botafoguense!

Ciao!

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"Serei Botafogo mesmo que a bola não entre;
Mesmo que o Maracanã se cale;
Mesmo que o Manto desbote;
Mesmo que a vitória esteja longe;
Serei Botafogo seja longa a jornada;
Seja dura a caminhada;
Botafogo no peito e na alma,
no grito e nas palmas...
Serei Botafogo até morrer"

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5 comentários:

    Anja... olha, e eu aqui me segurando pra não criar um post imenso sobre a vitória do Palmeiras e a consequente eliminação do time mais nojento e escroto que existe no país, cujo nome nem merece ser citado.

    E olha que nem assisti ao jogo, visto que eu estava a caminho de um evento de teatro bem bacana. Mas o mp3 tava sintonizado no jogo durante o caminho e eu sofri... raios, como sofri! Mas ouvi meu time eliminar aquele outro e foi muito bom!

    Vale dizer... a antipatia àquele outro time nasceu de diversas provocações que existiram no decorrer dos últimos anos, então sei muito bem como é poder responder com gosto a alguma provocação.

    Beijo pra ti!

    Não sei onde foi parar o seu comentário, Alê, mas sabe, eu não tenho ódio a nenhum time...talvez só o Vasco pq tive um namorado vascaíno que era um nojo nesse quesito. Fora isso, tenho é amor a Estrela Solitária, isso sim, o resto é o resto!
    Que venha o Flamengo pq tenos umas continhas pra acertar com eles ;)

    bjimm querido

    Eu não sei, Anja, não gosto de sentir ódio, mas creio que o post que escrevi demonstrou algo que não gostaria de aceitar, no entanto, existe em mim: talvez seja mesmo ódio, afinal eu não os polpei de nada. Preferiria dizer que sinto repulsa. Mas, enfim... não vou entrar em crise por ter um sentimento ruim em relação a alguma coisa. No fim, somos todos humanos e parte disso é desgostar de algumas coisas ao ponto do ódio. Mas não, não é a melhor coisa...

    (Ainda assim, em competições internacionais, não consigo torcer contra eles, o que evidencia que, além de ser humano, sou brasileiro... ah ah ah!)

    Aliás, a melhor coisa é comemorar o título vindouro e garantir à pobre macaquinha, a simpática Ponte Preta, mais um vice-campeonato! Espero que você possa ter a mesma alegria!

    Mas o que você quis dizer sobre comentário?

    Beijo pra tiiiiiiii!

    On segunda-feira, 21 abril, 2008 Anônimo disse...

    rss, eu acho para os homens, futebol é sempre um caso de amor e ódio mesmo, Alê, de qq forma ainda tem mais pela frente e o coração na mão :/

    bjimm querido

    Qto ao comentário, eu achei que tinha deletado, mas depois achei por aqui :)

    angel

    Entao esta menina tem mais qualidades do que imaginava....torce pela estrela solitaria...parabens...fizeste uma otima escolha
    beijos joao