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Trago Humphrey DeForest Bogart.
Longe de ser um homem bonito, pelo contrário era um tipo bem comum, baixo e nada atlético, Bogart, foi o rei do filme noir.

Filho de um cirurgião de Manhattan e de uma ilustradora de revistas extremamente bem sucedidos, mas alcólatras e viciados em morfina. Com duas irmãs problemáticas, Bogart era deixado em segundo plano.



Estudou na Trinity School e, em seguida, foi enviado à Massachusetts para se preparar para a Faculdade de Yale. Uma vez lá, deixou os estudos e se alistou na Marinha.

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Cigarro, um clássico.
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De 1920 a 1922, fez pequenos papéis na Companhia Teatral de William Brady, um amigo da família. Em 1930, foi contratado pelos Estúdios da Fox, estreando no cinema com o curta-metragem "Broadway's Like That". Sua permanência na Fox foi marcada por filmes inexpressivos. Somente em 1936, já na Warner Brothers, alcançou seu primeiro sucesso com o filme "A Floresta Petrificada", o que o levou a um contrato de longo prazo.

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Entre 1936 e 1940, Bogart apareceu em 28 filmes, na maioria deles fazendo o papel de um gângster, do homem durão. Sua consagração, entretanto, só ocorreu em 1941 com os filmes "Seu Último Refúgio" e Relíquia Macabra". A esses filmes, seguiram-se os sucessos de "Casablanca", 1946, "À Beira do Abismo", 1946 e "Paixões em Fúria", 1948.

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Em 1947, criou sua própria Companhia Produtora, realizando no ano seguinte "O Tesouro de Sierra Madre". Por seu excelente trabalho em "Uma Aventura na África", de 1951, foi agraciado com o Oscar de Melhor Ator. Bogart foi, ainda, indicado ao Oscar por suas atuações em "Casablanca", 1942 e "A Nave da Revolta", 1954.
Humphrey Bogart passou por quatro casamentos, sendo oúltimo com a belíssima atriz Lauren Bacall (de 21/05/1945 até sua morte em janeiro de 1957), com quem teve dois filhos, Stephen e Leslie.
Vitimado por um câncer de garganta, lutou contra o mesmo, sempre assistido por sua mulher, vindo a falecer em casa enquanto dormia.

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Lisa pergunta:"E nós, Rick?". E ele responde do alto de sua integridade:
"Nós sempre teremos Paris".
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Leia mais.

01 pede pra receber o bolão, rsss
O filme é um lixo, reducionista, raso, desnecessário... mas o Olavo...
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Tropa DA elite ou Matou na favela e foi ao cinema.
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Não há como não lembrar aqui de um poema escrito por Bertolt Brecht num contexto de vitória do fascismo na Europa, no qual outros homens de preto, em defesa da ordem do capital, esvaziaram de significado a palavra humanidade:
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A exceção e a regra
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Estranhem o que não for estranho.
Tomem por inexplicável o habitual.
Sintam-se perplexos ante o cotidiano.
Tratem de achar um remédio para o abuso.
Mas não se esqueçam de que o abuso é sempre a regra.
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E-X-C-E-L-E-N-T-E!



A Tropa de Elite do marketing

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Eu nem pretendia comentar esse filme, até porque só assisti ontem, apesar de como todo mundo já ter o filme há muito tempo por aqui. Mas lendo em vários sites, blogs e afins e depois de assitir, entendi a razão dessa comoção e não poderia deixar passar.

Cine testosterona sempre faz sucesso, mas eu confesso que de um modo geral não gostei.

Reducionista ao extremo, com a boa e velha filosofia de botequim que reza ser dos boyzinhos da zonal sul e seu financiamento ainda que indireto ao tráfico, a culpa pela existência e manutenção do mesmo. A já esculachada PM, que é uma bosta mesmo, é ainda mais, se é que é possível, esculachada. A generalização torna tudo pior e os "heróis" do BOPE se nivelando por baixo. A tortura no caso deles é um ato de heroismo, na parte "inimiga" é sacanagem, vilania. Se um traficante vinga um amigo, ele é cruel, se é o BOPE, são heróis.
Péssimo ler em vários blogs, site etc, cabecinhas ocas escrevendo: Eu quero ser do BOPE!!! O BOPE pega geral. Pega mesmo, com uma propaganda dessas, vai pegar muitos. Isso é a Tropa de Elite do marketing bem feito.


O tão citado sistema, a corrupção, a propina ou arrego, existe desde que o mundo é mundo. O detalhe é que não faz diferença se é um policial, um médico ou um advogado, o prejuízo será o mesmo de alguma forma. A falência moral é a mesma que deseja um final feliz para uma "Bebel" da vida porque a personagem é simpática e gostosa.

A unanimidade de Tropa de Elite assusta porque generaliza. Se não era para se apronfundar, não deveria sequer exibir conotações sociológicas embasadas em teorias fracas e ultrapassadas.


Porque hoje é sábado...


Marlon Brando

"Sofri muita miséria em minha vida por ser famoso e rico"
Marlon Brando



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Marlon Brando nasceu em 3 de abril de 1924, em Omaha, no Estado americano de Nebraska, filho de um vendedor e de uma atriz que liderava um grupo de teatro local. Anos depois, ele foi mandado para uma academia militar em Minnesota, mas acabou sendo expulso.

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Brando tornou-se a expressão de uma interpretação verdadeira e realista, que nunca teria existido sem ele. Reconhecido por ser metódico, reescreveu as regras de atuação e, com sua impactante sensualidade, redefiniu a forma do astro de cinema masculino.


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(FSP, 19/07/90) Brando, Marlon - Brando foi um dos homens mais bonitos do século. Sua beleza está registrada indelevelmente em filmes como Espíritos indômitos, The men, e Uma rua chamada Pecado. A street-car named Desire. Brando tinha movimentos de felino. Ele sempre disse que foi o fato de lhe quebrarem o nariz, numa luta de boxe, entortando-o, que o fez ter um rosto diferente. Waaal, os traços dele são muito bons, os olhos são fundos e, claro, talento não se explica. Queimava o resto do elenco em Espíritos indômitos pelo simples ato de olhar para eles. Em uma rua chamada Pecado, quando o estão gozando por suas maneiras rudes, ele dá com a mão num prato e, já observei várias vezes, apesar de o filme ser em preto e branco, ele fica pálido de raiva. É a extraordinária capacidade de auto-introspecção de Brando e sua capacidade de projetá-la que o tornaram unicamente célebre. Ele não precisava fazer nada, apenas ser em cena.
Paulo Francis


"Sempre penso que se eu não fosse ator teria sido um vigarista e acabado na cadeia. Ou talvez tivesse enlouquecido."


"A profissão mais antiga do mundo não é a prostituição, é a representação. Até os macacos representam."


"Nunca me esforcei para ser um sucesso. Simplesmente aconteceu. Eu apenas tentava sobreviver."


"Passei a maior parte da vida com medo de ser rejeitado, e acabei rejeitando a maioria das pessoas que me ofereceram amor porque não conseguia confiar nelas."


"Eu dou risada das pessoas que dizem que fazer filmes é arte e que os atores são artistas. Artistas foram Rembrandt, Beethoven, Shakespeare e Rodin; os atores são formigas operárias que participam de um negócio e labutam por dinheiro."


"Temos [nos Estados Unidos] uma abundância de coisas materiais, mas uma sociedade bem sucedida deveria produzir pessoas felizes, e acho que nós produzimos mais gente infeliz do que praticamente qualquer outro lugar da terra."


Talvez nem fosse preciso fazer pesquisa e colocar aqui resumidamente o que Brando foi e representou. No caso dele, acredito, bastava uma foto e tudo estaria ali. Irretocável.



"[...] a arte de escrever histórias consiste em saber extrair daquele nada que se entendeu da vida todo o resto; mas, concluída a página, retoma-se a vida, e nos damos conta de que aquilo que sabíamos é realmente nada."
Italo Calvino - O Cavaleiro Inexistente.

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A leveza na literatura, segundo Italo Calvino
(...)
Quando iniciei minha atividade literária, o dever de representar nossa época era um imperativo categórico para todo jovem escritor. Cheio de boa vontade, buscava identificar-me com a impiedosa energia que move a história de nosso século, mergulhando em seus acontecimentos coletivos e individuais. Buscava alcançar uma sintonia entre o espetáculo movimentado do mundo, ora dramático ora grotesco, e o ritmo interior picaresco e aventuroso que me levava a escrever.

Logo me dei conta de que entre os fatos da vida, que deviam ser minha matéria-prima, e um estilo que eu desejava ágil, impetuoso, cortante, havia uma diferença que eu tinha cada vez mais dificuldade em superar. Talvez que só então estivesse descobrindo o pesadume, a inércia, a opacidade do mundo – qualidades que se aderem logo à escrita, quando não encontramos um meio de fugir a elas.

Às vezes, o mundo inteiro me parecia transformado em pedra: mais ou menos avançada segundo as pessoas e os lugares, essa lenta petrificação, não poupava nenhum aspecto da vida. Como se ninguém pudesse escapar ao olhar inexorável da Medusa.

O único herói capaz de decepar a cabeça da Medusa é Perseu, que voa com sandálias aladas. Perseu, que não volta jamais o olhar para a face da Górgona, mas apenas para a imagem que vê refletida em seu escudo de bronze. Eis que Perseu vem ao meu socorro até mesmo agora, quando já me sentia capturar pela mordaça de pedra – como acontece toda vez que tento uma evocação histórico-autobiográfica.

Melhor deixar que meu discurso se elabore com as imagens da mitologia. Para decepar a cabeça da Medusa sem se deixar petrificar, Perseu se sustenta sobre o que há de mais leve, as nuvens e o vento, e dirige o olhar para aquilo que só pode se revelar por uma visão indireta, por uma imagem capturada no espelho.

Sou tentado de repente a encontrar nesse mito uma alegoria da relação do poeta com o mundo, uma lição do processo de continuar escrevendo.
(...)
Ítalo Calvino, “Leveza”, in Seis propostas para o próximo milênio. Trad. de Ivo Barroso, Cia. das Letras, S. Paulo, 1990, p. 15-6.





"Cidades Invisíveis" é o meu livro predileto de Italo Calvino.
O livro é estruturado como uma colectânea de 55 mini-contos matematicamente intitulados e enquadrados por fragmentos de conversas entre Marco Polo e Kublai Kan. A história que o sobrevoa e lhe serve de pretexto trata dos relatórios que Polo faz ao rei dos mongóis sobre as cidades que visita nas suas viagens pelo grande império do Kan. Mas, na realidade, o objetivo de Calvino é traçar-nos o retrato de uma série de cidades exemplares, e como tal fantásticas, perdidas num limbo espaço-temporal onde os bazares e as rotas de caravanas se cruzam com problemas de tráfego e arranha-céus, cada uma com uma característica que a marca e distingue (e que se reflete no título do mini-conto respectivo), e todas com nomes femininos, chegando por vezes a assaltar-nos a dúvida se Calvino não estará no fundo a falar de mulheres e não de cidades.
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"Às vezes o espelho aumenta o valor das coisas, às vezes anula. Nem tudo o que parece valer acima do espelho resiste a si próprio refletido no espelho. As duas cidades gêmeas não são iguais, porque nada do que acontece em Valdrada é simétrico: para cada face ou gesto, há uma face ou gesto correspondido invertido ponto por ponto no espelho. As duas Valdradas vivem uma para a outra, olhando-se nos olhos continuamente, mas sem se amar."
Cidades Invisíveis
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A vida de Calvino já começa em trânsito: ele nasceu em 1923, em Santiago de las Vegas, em Cuba, onde seus pais, botânicos, trabalhavam, mas passou só dois anos no Caribe. Na Itália, Turim, onde viveu logo depois da II Guerra Mundial, era sua cidade favorita, por suas paisagens que, segundo Calvino, restituíam "o gosto de estarmos vivos". Paris foi seu lugar de exílio predileto, onde apreciava ficar sozinho para escrever.
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"De todas as mudanças de língua que o viajante deve enfrentar em terras longínquas, nenhuma se compara à que o espera na cidade de Ipásia, porque não se refere às palavras mas às coisas. Uma manhã cheguei a Ipásia. Um jardim de magnólias refletia-se nas lagoas azuis. Caminhava em meio às sebes certo de encontrar belas e jovens damas ao banho: mas, no fundo da água, caranguejos mordiam os olhos dos suicidas com uma pedra amarrada no pescoço e os cabelos verdes de algas.Senti-me defraudado e fui pedir justiça ao sultão. Subi as escadas de pórfido do palácio que tinha as cúpulas mais altas, atravessei seis pátios de maiólica com chafarizes. A sala central era protegida por barras de ferro: os presidiários com correntes negras nos pés içavam rochas de basalto de uma mina no subsolo.
Só me restava interrogar os filósofos. Entrei na grande biblioteca, perdi-me entre as estantes que despencavam sob o peso de pergaminhos encadernados, segui a ordem alfabética de alfabetos extintos, para cima e para baixo pelos corredores, escadas e pontes. Na mais remota sala de papiros, numa nuvem de fumaça, percebi os olhos imbecilizados de um adolescente deitado numa esteira, que não tirava os lábios de um cachimbo de ópio.-Onde está o sábio?-O fumador apontou para o lado de fora da janela. Era um jardim com brinquedos para crianças: os pinos, a gangorra, o pião. O filósofo estava sentado na grama. Disse:-Os símbolos formam uma língua, mas não aquela que você imagina conhecer."
Extraído de Italo Calvino, "As cidades e os símbolos", As cidades invisíveis, São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p.47-48, traduzido do italiano por Diogo Mainardi.
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Marco Polo descreve uma ponte, pedra por pedra.
"Mas qual é a pedra que sustenta a ponte?"pergunta Kublai Khan.
"A ponte não é sustentada por esta ou aquela pedra," responde Marco,"mas pela curva do arco que estas formam."
Kublai Khan permanece em silêncio, refletindo.
Depois acrescenta: "Por que falar das pedras? Só o arco me interessa."Polo responde: "Sem pedras o arco não existe."
Cidades Invisíveis.


Italo Calvino nos deixou em 19/09/1985, deixando vasta obra que eu recomendo com louvor.
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Leia mais.



Uma bobagem legal:

Nesse site: http://www.meez.com/
Vc monta seu avatar como quiser, desde cor de pele, cabelo, olhos, até trocentos modelitos para usar, fora a atividade e um background a escolher.
Ah! tem para meninos também. ;)




XIII Bienal Internacional do
Rio de Janeiro




Começa amanhã, dia 13/09, aqui no Rio de Janeiro, a XIII Bienal do Livro. Evento imperdível! Inspirada nos Jogos Pan-Americanos, a XIII Bienal Internacional do Rio de Janeiro homenageia os países das Américas com a presença de autores latinos e norte-americanos e comemora os 80 anos de dois dos maiores escritores da atualidade: Ariano Suassuna e Gabriel Garcia Márquez. O autor de o Auto da Compadecida, um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, participará da Programação Cultural e será tema de debates e de fóruns de discussão.

Dessa vez, mais do que nunca, pelo menos para mim será especial. Meu amigo de muitos emails, telefonemas e admiração vai estar lá, alias, merecidamente. O engraçado nisso tudo é que eu não o conheço pessoalmente, acho que a Bienal vai resolver esse detalhe.
Vamos as apresentações:








LUIS EDUARDO MATTA, um dos mais importantes nomes do thriller de mistério e suspense na literatura brasileira, participará da XIII Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que será realizada de 13 a 23 de setembro de 2007, no Riocentro.

No sábado, dia 15/9: às 16 hs, Matta estará no estande da Editora Ática (pavilhão azul) para autografar o livro "Morte no Colégio", sua estréia na ficção juvenil.

Sábado, dia 22/9: às 14 hs, ele participará de uma mesa redonda no Café Literário (pavilhão verde) com os escritores Miguel Paiva, Marcelo Rubens Paiva e Juremir Machado da Silva.

Em seguida, às 15:30 hs, haverá um coquetel no estande da Editora Planeta (pavilhão verde) para autógrafos do romance "120 Horas". Na ocasião, serão celebrados, também, os 30 anos da agência literária de Ana Maria Santeiro.
Site: http://www.lematta.com/






Vamos ao serviço do evento, quem sabe a gente não se encontra por lá?

XIII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.
Data:
13 a 23 de setembro de 2007
Local: Riocentro - Avenida Salvador Allende, nº 6.555 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ



Horário de Funcionamento:

13 de setembro - quinta-feira - de 12h a 22h
14 de setembro - sexta-feira - de 09h a 23h
15 de setembro - sábado de 10h a 23h
16 de setembro - domingo - de 10h a 22h
17 de setembro - segunda-feira de 09h a 22h
18 de setembro - terça-feira - de 09h a 22h
19 de setembro - quarta-feira - de 09h a 22h
20 de setembro - quinta-feira - de 09h a 22h
21 de setembro - sexta-feira - de 09h a 23h
22 de setembro - sábado - de 10h a 23h
23 de setembro - domingo - de 10h a 22h



Ingressos:
Você já pode comprar o seu ingresso para a Bienal do Livro no site da Ingresso.com e em pontos de venda fixos.

R$ 10,00 * - inteiro
R$ 5,00 * - meia-entrada para estudantes e idosos acima de 60 anos
R$ 50,00 - Passaporte Bienal: válido para todos os dias do evento para a compra on-line, incluir a taxa de conveniência.

Os estudantes devem apresentar documento de identificação estudantil com data de validade. Caso no documento apresentado não conste data de validade, deverá ser apresentado outro que comprove a matrícula ou a freqüência no ano letivo em curso acompanhado de carteira de identidade.

Os idosos devem apresentar carteira de identidade. Menores de 1,20m não pagam.

Ingresso.com - Acesse o site da Ingresso.com ou ligue para:- 4003-2330(*) - capitais e regiões metropolitanas- 023 11 4003-2330 - demais localidades* O serviço 4003 tem custo de ligação local + impostos locais, conforme o Estado de origem, para telefones fixos e custos de ligação + impostos para celulares, conforme a operadora, e serão cobrados na conta.


Pontos de Venda:
Flamengo - Posto Br - Charanga Plus - Avenida Rui Barbosa s/n. Horário de vendas: 8h às 21h.
Barra da Tijuca - Posto Ipiranga MAP - Avenida das Américas em frente ao supermercado Extra.
Lagoa - Posto Br Piraquê - Avenida Borges de Medeiros. Horário de vendas: 8h às 20h.
Zona Norte - Norte Grill - em frente ao NorteShopping.
Niterói - Posto Shell São Bento - Avenida Roberto Silveira em frente ao Campo de São Bento.
Tijuca - Posto Br Bougainville - Rua Uruguai c/ Maxwell. Horário de vendas: 8h às 21h.

Estacionamento - R$ 10,00 (sem limite de horário).

Entradas:
Portão D - para os carros que chegam na Av. Salvador Allende pelo Recreio.
Portão A - para os carros que chegam pelo Autódromo
Estacionamento com manobrista - R$ 18,00. Entrada pelo portão C.


Programação Cultural




Café Literário

O Café Literário é a sala de visitas da Bienal do Livro. Palco de bate-papos informais e descontraídos entre autores e o público sobre assuntos dos mais variados temas, como humor, preferências culturais, hábitos de consumo, hobbies, processo criativo e temas do cotidiano.O Café Literário promove o autor e o livro, proporcionando o contato de estudantes, intelectuais, empresários e formadores de opinião em geral com seus ídolos literários.


Fórum de Debates

O Fórum de Debates é um espaço que reúne escritores, editores, intelectuais e jornalistas para a análise de grandes questões e a discussão de temas polêmicos e atuais.Sempre com a participação de um mediador, as mesas redondas contam ainda com a participação do público, que faz perguntas ao final da discussão.


Arena jovem

A Arena Jovem é um espaço voltado para o público jovem, onde são apresentados e debatidos assuntos relacionados à realidade dos jovens, tais como qualidade de vida, responsabilidade social, paz, família, casamento, futuro profissional, mercado de trabalho, exclusão social, entre outros.Participam dos debates autores, intelectuais, artistas, personalidades da vida artística e cultural e profissionais ligados ao tema.


Jirau de poesia

O Jirau de Poesias é um programa que leva o universo dos poetas a todas as classes sociais e desperta o interesse por novos conhecimentos, encantos e prazeres da leitura.No Jirau de Poesias, poetas dos mais variados estilos declamam suas obras e conversam com o público presente sobre técnicas de composição, inspiração e lirismo.


Esquina do leitor

A Esquina do Leitor, atração inédita da Programação Cultural de 2007, lança uma nova forma de participação da platéia: a votação eletrônica.
As atrações do espaço terão dois formatos diferentes de debates. O primeiro será a série Opinião, quando o público vai manifestar a sua opinião por meio do voto. E o segundo será o encontro entre escritores, onde eles vão falar de literatura, de suas obras e de seus projetos. A série Opinião abordará, em dez sessões, alguns dos temas mais polêmicos da atualidade, como o aborto, descriminalização da maconha, redução da maioridade penal e religião, entre outros. Já nos encontros promovidos entre autores e intelectuais de todos os cantos do Brasil, serão discutidos assuntos atuais e provocantes, muitos deles considerados tabus, como, por exemplo, o prazer causado pelo o que é proibido.


Botequim filosófico

O Botequim Filosófico vai levar à Bienal as “conversas de botequim”. No espaço, inspirado nos “Cafés Filosóficos” franceses, todos poderão debater e refletir sobre os mais diversos assuntos como, por exemplo, desejo, arte e mídia.As conversas serão conduzidas por ensaístas ou filósofos, que de forma dinâmica e descontraída estimularão a troca de idéias com a platéia –o público dará sua opinião sobre os temas em pauta e será estimulado a descobrir novas maneiras de pensar sobre os assuntos discutidos.


Atividades infantis

As crianças também têm uma atenção especial na Bienal do Livro, com atividades próprias para elas, levando-os a uma viagem ao mundo do livro e tornando a Bienal um programa inesquecível.Apresentações teatralizadas com roteiros e textos especiais com o objetivo de estimular o prazer da leitura para o público infantil e infanto-juvenil.




Site Oficial: http://www.bienaldolivro.com.br/home/index.php
Blog do Guto com as notícias da Bienal.

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Ah! se vocês passarem por um cara vendendo trufas, comprem TODAS! É garantia de orgasmos múltiplos de longa duração!
Te vejo por lá ;)




Vergonha Nacional
“Aprender música lendo teoria musical é como fazer amor por correspondência.”
Luciano Pavarotti


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Il principe ignoto

Nessun dorma! Nessun dorma! Tu pure, o Principessa,
nella tua fredda stanza
guardi le stelle
che tremano d'amore e di speranza...
Ma il mio mistero è chiuso in me,
il nome mio nessun saprà!
No, no, sulla tua bocca lo dirò,
quando la luce splenderà!
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio
che ti fa mia.
Voci di donne
Il nome suo nessun saprà...
E noi dovrem, ahimè, morir, morir!
Il principe ignoto
Dilegua, o notte! Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle! All'alba vincerò!
Vincerò! Vincerò!

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O príncipe desconhecido (Calàf)

Que ninguém durma!
Que ninguém durma!
Você também, ó Princesa
Em seu quarto frio, olhe as estrelas
Tremendo de amor e de esperança
Mas meu segredo permanece guardado dentro de mim
O meu nome ninguém saberá
Não, não, só o direi na sua boca
Quando a luz brilhar
E o meu beijo quebrará
O silêncio que te faz minha
Coro feminino
O seu nome ninguém saberá
E nós teremos, oh!, que morrer, morrer
O príncipe desconhecido (Calàf)
Parta, oh noite
Esvaneçam, estrelas
Ao amanhecer eu vencerei!
Vencerei! Vencerei!



Nessun Dorma é uma ária do último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini. A ária refere a proclamação da princesa Turandot, determinando que ninguém deve dormir: todos passarão a noite tentando descobrir o nome do príncipe desconhecido, Calàf, que aceitou o desafio. Caláf canta, certo de que o esforço deles será em vão.
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A morte
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O tenor italiano Luciano Pavarotti, considerado por muitos o maior cantor lírico de sua geração, morreu na madrugada de 6 de Setembro de 2007, aos 71 anos de idade. A morte foi anunciada pelo empresário do cantor, Terri Robson.
Operado de um câncer pancreático em julho de 2006, em Nova York, ele deixou de fazer aparições públicas desde então. Ficou em sua casa em Modena, no norte da Itália, onde faleceu.
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Deu vontade de ouvir Nessun Dorma, da Ópera Turandot, uma das minhas prediletas.
Nessun Dorma. Que Ninguém durma essa noite, ordena a Princesa.
Lindo. Certas mortes mereciam vigílias assim.
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Assim falou Francis...
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Mary Challans



(O Globo, 22/04/93) - Nova York - Mary, Mario - Você leu "O menino persa", de Mary Renault? Eu li, numa longa viagem de avião ao Japão (quem te conhece, não volta jamais...), porque não durmo em avião, e ainda sobrou tempo para ler um romance de P.D. James ou Ruth Rendell, não me lembro de qual. Mas "O menino persa" é uma reconstrução duca do mundo de Alexandre, o Grande, e de um suposto caso que tem com um menino eunuco. O menino, como as mulheres de "Porgy’n Bess", é "A sometime thing", para Alexandre, uma bimbada ocasional do general, mas a mão de Mary Renault não falha em delicadeza, discrição e precisão. A arte torna tudo palatável.

Agora, saiu uma biografia dela na Inglaterra, "Mary Renault", Chatto, 18 libras, 322 págs., de David Sweetman. Mary Challans se chamava, um bom nome, por que mudou? Classe média, mas escola pública (particular, de elite) e Oxford. Leu grego nas melhores traduções. Uma noite numa enfermaria, quando treinava para enfermeira, encontrou uma mulher chamada Mullard e foram felizes para sempre. O grego dela me pareceu, leigo, de primeira qualidade. Leio de helenistas profissionais que é.

Mary Renault se parece muito com Marguerite Yourcenar. Detesta mulher, apesar de seu destino sexual, o mesmo de Yourcenar. Adora homens, desde que não lhe ponham a mão (o "Édipo" é óbvio). É curioso. A uma amiga que lhe gaba o corpo de mulher, responde "Gostaria de concordar com você, mas não posso". Seus homens são tão idealizados como os aristocratas distantes e arrogantes de Yourcenar. Mary foi violentamente contra a chamada gay lib, que considerava uma forma absurda de separatismo.

O casal se mudou para Cape Town, a cidade mais agradável da África do Sul, até ela trocar as fichas. Ler Mary Renault em público é a mais completa bandeira que se pode dar ("dead giveaway"), li de um admirador. Bobagem. Li na "JAL" às escâncaras e nenhum dos nossos "pequenos irmãos amarelos" me lançou nem sequer um olhar de estranheza. A maioria do público é filho de Filista. Literatura é grego para essa gente.


04/09/1905 - Nascimento de Mary Renault (Mary Challans - escritora inglesa)


Porque hoje é sábado.



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Ele tem uma extensa filmografia e eu confesso que nem esperava tanto. Na verdade, ele está entrando nessa edição não pelas suas virtudes como ator, poderia citar outros, mas por ter revisto um clássico da Sessão da Tarde. Foi uma espécie de memória afetiva.
Do filme lembrava algumas passagens, era pequena, e dei graças a Deus por não existir naquela época o babaca "politicamente correto" para censurar esse filme. Ele é extremamente violento, verdade seja dita, ainda mais comparado com os filmetes de hoje da TV, mas o JN também é e todo mundo janta assitindo.
Enfim, o sábado é de Sir Richard Harris, também lembrado como "Um homem chamado cavalo".


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Nascido em 1º de outubro de 1930, na cidade de Limerick, sul da Irlanda, Harris sofreu de tuberculose na adolescência, algo que os amigos dizem ter contribuído para seu estilo introspectivo de atuar. Ainda estudante, iniciou sua carreira artística como diretor de teatro. Sua estréia no cinema, no entanto, só aconteceu em 1958, quando fez uma pequena participação na comédia Alive and Kicking, em Londres.

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Alto, magro, cabelos longos, grisalhos e profundos olhos azuis. Richard na verdade tinha a ambição de se tornar um jogador profissional de Rugby, a tuberculose mudou seus planos. Sua fama nos bastidores dos sets de filmagem era de briguento, teve sérias discussões com atores e diretores. Depois de separar pela segunda vez entrou para a cavalaria na ilha de Malta e em 1995 virou cavaleiro na Dinamarca. Amigo inseparável de Peter O'Toole, e Richard Burton, encontravam-se muitas vezes para beber um copo, até a morte de Burton.
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Em 1970, com o faroeste "Um Homem Chamado Cavalo", emplacou mais um sucesso, que gerou duas continuações "O Retorno do Homem Chamado Cavalo", 1976, e "Triunfos de Um Homem Chamado Cavalo" ,1983, mas nenhuma obteve a mesma apreciação do original pelo público.
E realmente, cheguei a ver os outros dois, mas já não tinham o ineditismo e a força do primeiro filme. Consegui em DVD e revi outro dia. Munida de uma baciada de pipoca me senti naqueles dias de volta do colégio, sem preocupações, quando a Sessão da Tarde tinha filmes assim, desses que faz qualquer criança sonhar com aventuras incríveis. Bons tempos.
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O último personagem que interpretou foi Albus Dumbledore, papel que só aceitou fazer depois de muita insistência por parte de sua sobrinha de 11 anos, que ameaçou não falar mais com o tio, caso este não topasse o trabalho.
Richard Harris faleceu no dia 25 de outubro de 2002, em Londres, na Inglaterra acometido de Doença de hodgkin.