31 de agosto - BLOG DAY.

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Tempus mudernus. Hoje temos até um dia para os blogs. É válido e dá o que pensar. Tanta coisa mudou nesses anos de blog. Os blogs em geral, passaram a ser ferramentas de ganhar dinheiro, perderam um pouco daquele jeitão de cidade do interior, da visitação mútua, da solidariedade, do prazer em visitar sem esperar retorno, enfim, a coisa ficou profissional. Nada contra, mas confesso que a definição que li no Pensar, enlouquece, que outro blogueiro escreveu é perfeita:

"Um blog, como bem afirmou Hernani Dimantas, é um projeto pessoal. Que, interligado a outros blogs, torna-se uma rede de intercâmbio de conhecimentos e experiências. É isso que dá sentido à blogosfera e a toda essa tecnologia à nossa volta: a construção de um espaço anarquicamente coletivo, sem hierarquias pré-definidas. Uma rede capaz de ser solidária, lúdica, informativa, humana, unindo pessoas por idéias e afinidades. O resto é papo pra boi (ou macaco) dormir."

Que assim seja por muito tempo!


Porque hoje é sábado



Taidje Khan era de origem cigana, dono de irresistível força mística e um olhar hipnotizante, para ser literal.
Taidje Khan entrou para a história de cinema com personagens inesquecíveis. Na verdade, não consigo imaginar outro ator fazendo os mesmos personagens que ele fez. Um olhar como o de Yul Brynner nunca mais.

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Yul Brynner

Nascido em Cabo Yellzavety (nas Ilhas Sacalinas, URSS), em 11/7/1915, foi educado em Pequim e Paris. Indo para os EUA, em 1941, tornou-se locutor da Voz da América, irradiando em russo e francês. Em pouco tempo já atuava como ator na Broadway. Tinha uma voz poderosa.

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Óbvio que ele não nasceu calvo, alias, a única imagem que tenho dele com cabelo, prefiro nem colocar aqui. Ele é incrivelmente mais interessante calvo. Yul Brynner começou a ficar calvo quando participou do filme Porto de Nova York (1949).
Em 1951, fez um estrondoso sucesso nos palcos da Broadway: O Rei e Eu. Posteriormente a peça se tornaria um filme de igual sucesso, com o qual ele ganharia o Oscar de melhor ator.


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Brynner, nunca negou sua origem, pelo contrário, fazia questão de homenagear o povo cigano, não só em entrevistas, poemas, como também em músicas compostas especialmente por ele para o seu povo, com sua voz marcante e sensual.
Seus filmes alcançaram grande sucesso devido ao seu talento e carisma. Apesar do tipo oriental, Brynner convencia em qualquer papel, tal era a força de sua interpretação.
Yul Brynner morreria em abril de 1985, vítima de um câncer de pulmão, deixando quatro filhos, interpretações marcantes e um olhar que...Bem, preciso r-e-a-l-m-e-n-t-e explicar?









Porque hoje é sábado.




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Como no excelente blog do meu amigo Milton Ribeiro, aqui também tem "porque hoje é sábado" muito embora lá, vocês encontrem belíssimas moças, aqui a preferência é outra.
Prefiro Steve McQueen.
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Nome: Terence Steven McQueen
Signo: Áries (podia ser outro?)
Ator


Ator carismático, o charme em pessoa, não bastasse isso, era excelente motociclista, possuía uma grande coleção de motos antigas, especialmente a Indian, marca preferida pelo ator. McQueen dispensava dublês e fazia ele mesmo as cenas perigosas. Uma das mais famosas é a do filme "Fugindo do Inferno" (Great Escape, The, 1963) em que ele voa com sua moto sobre a fronteira da Suiça.



Foi casado três vezes, uma delas com a atriz Ali McGraw, essa mocinha da foto acima. Alias, os homens deveriam aprender a beijar assim, colhendo o rosto da mulher amada, nada mais poético.
Steve morreu em 1980, aos 50 anos de idade, vítima de câncer. Doença que ele escondeu até dois meses antes de morrer. Esse era o jeito Steve de ser.


Carlos Drummond de Andrade
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O poeta

“ Em meus arroubos de infância
numa doce ignorância
julgava eu que os poetas
pelas mãos de Deus, benditos
eram homens pudicos, profetas

E adolescente ainda
pensava, coisa mais linda
viajar todo o universo
retendo entre as mãos a sorte
de voar do sul ao norte
nas asas de um só verso

Não sei bem porque,um dia
juntei toda a fantasia
daqueles sonhos de infância
à dura realidade da minha maturidade
E fiz primeira instância
Desde então versei saudade
tristeza, amor, liberta
Tudo quanto a vida ensina

Compreendi que ser poeta
não é profissão ou meta
é dom natural, é sina

Todos têm a mesma sorte
o direito à vida e à morte
E quando o fim se aproxima
a diferença é uma só
muitos retornam ao pó
o poeta...vira rima”
V.Bauer
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Poetas não morrem, viram rima.
Por isso, esses 20 anos de falecimento são só um detalhe para quem a eternidade é certa.
O poeta que pontuou sua obra falando da morte constantemente se deixou levar por ela quando perdeu o grande amor de sua vida, sua filha. Desolado, Drummond pede a sua cardiologista que lhe receite um “infarto fulminante”. Apenas doze dias depois, em 17 de agosto de 1987, Drummond morre numa clínica em Botafogo, no Rio de Janeiro, de mãos dadas com Lygia Fernandes, sua namorada com quem manteve um romance paralelo ao casamento e que durou 35 anos (Drummond era 25 anos mais velho e a conheceu quando ele tinha 49 anos). Era uma amor secreto, mas nem tanto. Lygia contaria ao jornalista Geneton Moares Neto (a quem Drummond concedeu
sua última entrevista) que “a paixão foi fulminante”.
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Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
C.D.A.
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A VIDA
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“Minha vida? Acho que foi pouco interessante. O que é que eu fui? Fui um burocrata, um jornalista burocratizado. Não tive nenhum lance importante na minha vida. Nunca exerci um cargo que me permitisse tomar uma grande decisão política ou social ou econômica. Nunca nenhum destino ficou dependendo da minha vida ou do meu comportamento ou da minha atitude.
“Eu me considero - e sou realmente - um homem comum. Não dirijo nenhuma empresa pública ou privada. A sorte dos trabalhadores não depende de mim”.
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“Sou apenas um homem/ Um homem pequenino à beira de um rio/ Vejo as águas que passam e não as compreendo/ ...Sou apenas o sorriso na face de um homem calado” (América - trecho)
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A SOLIDÃO
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“Se eu me sinto solitário? Em parte, sim, porque perdi meus pais e meus irmãos todos. Nós éramos seis irmãos. E, em parte, porque perdi também amigos da minha mocidade, como Pedro Nava, Mílton Campos, Emílio Moura, Rodrigo Melo Franco de Andrade, Gustavo Capanema e outros que faziam parte da minha vida anterior, a mais profunda. Isso me dá um sentimento de solidão. Por outro lado, a solidão em si é muito relativa. Uma pessoa que tem hábitos intelectuais ou artísticos, uma pessoa que gosta de música, uma pessoa que gosta de ler nunca está sozinha. Ela terá sempre uma companhia: a companhia imensa de todos os artistas, todos os escritores que ela ama, ao longo dos séculos”.
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“Precisava de um amigo/ desses calados, distantes,/ que lêem verso de Horácio/ mas secretamente influem/ na vida, no amor, na carne/ Estou só, não tenho amigo/ E a essa hora tardia/ como procurar um amigo?” (A bruxa - trecho)
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A POESIA
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“Não lamento, na minha carreira intelectual, nada que tenha deixado de fazer. Não fiz muita coisa. Não fiz nada organizado. Não tive um projeto de vida literária. As coisas foram acontecendo ao sabor da inspiração e do acaso. Não houve nenhuma programação. Não tendo tido nenhuma ambição literária, fui mais poeta pelo desejo e pela necessidade de exprimir sensações e emoções que me perturbavam o espírito e me causavam angústia. Fiz da minha poesia um sofá de analista. É esta a minha definição do meu fazer poético. Não tive a pretensão de ganhar prêmios ou de brilhar pela poesia ou de me comparar com meus colegas poetas. Pelo contrário. Sempre admirei muito os poetas que se afinavam comigo. Mas jamais tive a tentação de me incluir entre eles como um dos tais famosos. Não tive nada a me lamentar. Também não tenho nada do que me gabar. De maneira nenhuma. Minha poesia é cheia de imperfeições. Se eu fosse crítico, apontaria muitos defeitos. Não vou apontar. Deixo para os outros. Minha obra é pública.
“Mas eu acho que chega. Não quero inundar o mundo com minha poesia. Seria uma pretensão exagerada”.
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“Não serei o poeta de um mundo caduco/ Também não cantarei o mundo futuro/ Estou preso à vida e olho meus companheiros/ Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças” (Mãos dadas - trecho)
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ADEUS
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“Quem é que fala hoje em Humberto de Campos? Quem é que fala em Emílio de Menezes? Quem é que fala em Goulart de Andrade? Quem é que fala em Luís Edmundo? Ninguém se recorda deles! Não fica nada! É engraçado. Mas não fica, não. Não tenho a menor ilusão. E não me aborreço: acho muito natural. É assim mesmo que é a vida. “Não vou dizer como o Figueiredo: ‘Quero que me esqueçam!’ Podem falar. Não me interessa, porque não acredito na vida eterna. Para mim, é indiferente. “Nenhum poema meu entrou para a História do Brasil. O que aconteceu foi o seguinte: ficaram como modismos e como frases feitas:tinha uma pedra no meio do caminho’ e ‘e agora, José?’. Que eu saiba, só. Mais nada. “Não tenho a menor pretensão de ser eterno. Pelo contrário: tenho a impressão de que daqui a vinte anos eu já estarei no Cemitério de São João Baptista. Ninguém vai falar de mim, graças a Deus. O que eu quero é paz”.
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“Quero a paz das estepes/ a paz dos descampados/ a paz do Pico de Itabira/ quando havia Pico de Itabira/ A paz de cima das Agulhas Negras/ A paz de muito abaixo da mina mais funda e esboroada de Morro Velho/ A paz da paz” (Apelo a meus dessemelhantes em favor da paz - trecho).
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Por quê?

Por que nascemos para amar, se vamos morrer?
Por que morrer, se amamos?
Por que falta sentido
ao sentido de viver, amar, morrer?
C.D.A.
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Leia mais aqui.


Pais e Filhos no cinema
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Hoje, eu pretendia escrever sobre Henry Fonda. Não tinha pensado em nada para o Dia dos Pais, mas ao começar a escrever sobre ele e lembrar a difícil relação com a filha, Jane Fonda, e a chance do resgate no belíssimo filme “Num lago dourado”, achei que seria mais interessante falar de filmes que abordam o tema pai e filhos nesse dia tão especial.
Não seria possível citar todos os filmes com essa temática, mas alguns marcaram de maneira especial.
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Começo com “Big Fish”, um filme lindo que trata do drama da incomunicabilidade entre um pai e um filho. Um pai contador de histórias e um filho descrente, que já não aguenta ouvir as mesmas histórias de sempre. Final magnífico, uma das mortes mais belas do cinema recente, mistura de fantasia e redenção.
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“As invasões bárbaras” - A trama gira em torno de Rémy (Rémy Girard), um professor de história que descobre estar com câncer. Após ser internado, sua ex-mulher liga para o filho para pedir que este venha visitá-lo em Montreal, Canadá. Mesmo sem vontade, o filho, Sébastien (Stéphane Rousseau), atende ao pedido da mãe e vai visitar o pai. O problema é que o jovem representa tudo aquilo que o pai mais repudia: “ele é um capitalista puritano e eu sou um comunista voluptuoso” afirma Rémy em determinada parte do longa. Mesmo com ideologias opostas vemos que ao passar do tempo o sentimento de pai e filho vai predominando, e Sébastien passa a fazer de tudo para ajudar seu pai.


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"A Vida é Bela" esse é velho conhecido.
Na Itália dos anos 40, Guido (Roberto Benigni) é levado para um campo de concentração nazista e tem que usar sua imaginação para fazer seu pequeno filho acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

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“O Quarto do Filho” conta a história da dor que atinge uma família de classe média italiana, constituida por os quatro membros inicialmente.
Um dia, durante um fim-de-semana, Giovanni combina com Andrea irem fazer jogging durante o dia de modo a passarem algum tempo juntos, mas um inesperado telefonema de um paciente do psicanalista altera o plano dos dois. Giovanni mete a profissão à frente da família por uma questão de horas, e desloca-se então até à casa do cliente de modo a "socorrer" o problema deste. Andrea, que entretanto aproveitou a mudança de planos para ir fazer mergulho com os amigos, acaba depois por falecer no fundo do mar devido a uma embolia. A partir desse momento uma dor intensa atinge aquela família, e ela acaba por consumir silenciosamente auqelas pessoas, uma por uma ...

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“Hamlet”- Clássico que mostra como um filho pode se utilizar de todos os recursos para vingar o assassinato do pai. Finge-se de louco, leva à insanidade a bela Ofélia, mata o irmão dela e, finalmente, mata o tio que assassinou o irmão rei para assumir o trono.



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"Ladrões de biclicleta" é mais um clássico sobre pais e filhos, sobre o amor dos pais, e essa relação que se estabelece entre o pai e sua prole. A história se passa logo após a Segunda Grande Guerra, com a Itália destruída e o povo passando necessidade. Ricci (Lamberto Maggiorani) consegue um emprego após muita espera. Só que esse emprego, de colador cartazes na rua, lhe pedia como obrigação uma bicicleta. Ricci e sua mulher Maria (Lianella Carell) conseguem um dinheiro para uma, possibilitando que ele realize o seu trabalho, aquela bicileta representa a possibilidade de comida na mesa, de recuperação da dignidade do pai. O menino Bruno (Enzo Staiola), filho do casal, acompanha todos os passos. Logo no primeiro dia de trabalho, a bicicleta é roubada. Pai e filho mergulham pelas ruas da cidade, à procura da bicicleta.



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Esses são só alguns e se você quiser acrescentar outros, disponha. ;)
Feliz Dia dos Pais!






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1º Encontro do Blogueiro Desconhecido e muito mais...
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Soube atravês do excelente blog do Inagaki que houve o "1º Encontro de Blogueiros, Leitores e Simpatizantes" aqui no Rio de Janeiro. Assim como eu, vários outros blogueiros do RJ souberam só depois que haveria esse evento.
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Achei a iniciativa ótima, até porque eles foram os precursores, acredito, do blogueiro profissa. Aqueles que começaram descompromissadamente até enxergarem que poderiam lucrar com isso.
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Para quem esta de fora, como eu e como muitos outros blogueiros cariocas que sequer tomaram conhecimento do evento, parece que o mundo blogueiro se dividiu em castas. Em qualquer publicação dentro ou fora da Internet são sempre os mesmos citados. Com mérito, que fique claro, mas eu fico pensando em tantos blogs que conheço ou descubro em navegações aleatórias, que são pérolas e me dá uma certa pena. Nesses blogs, vejo cuidado, esmero e esforço em publicar posts de qualidade, interessantes, engraçados, mas sei que jamais estarão em qualquer publicação dentro ou fora da Net. Me parece que assim como no mundo editorial, uma panelinha se formou e se fechou, não vejo abertura para novos blogueiros. Abertura real e não estou falando só de ganhar dinheiro com o blog, estou falando em reconhecimento, em visitação.
Na verdade, me parece sempre mais do mesmos. A grande vantagem é que são realmente ótimos, e não vai aí nenhuma ironia.
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Enfim, deixei um comentário lá no Pensar e acho de verdade que no caso dele, que dali é o único que conheço para falar sobre, o reconhecimento viria de qualquer jeito, o Alexandre é excelente no trato com as pessoas e em tudo que escreve, mas secretamente confesso: não me rendo ao sistema, continuo outsider, não transformaria isso aqui em negócio nunca, mesmo que tivesse visitação para tanto e só de pensar no tal Mídia Kit do qual ele falou em seu blog, chega a me dar uma gastura daquelas, rsss
Porém, há blogueiros que desejam que seus blogs se tornem conhecidos e lá mesmo, no blog do Alexandre tem um pots sobre isso. Confere .
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Quanto a mim que a cada dia mais desponto para o anonimato continuo gostando mais de navegar ao sabor dos ventos. Adoro conhecer gente nova, pensamentos diferentes, o elemento surpresa em cada avanço por mares nunca dantes navegados... alias, Camões disse tudo:
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"Por mares nunca dantes navegados
...Em perigos e guerra esforçados, mais do que prometia a força humana
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram”
- Luís de Camões - Os Lusíadas, Canto I, 1572.
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Kramer é o meu 8º leitor fiel, rss
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Quem quiser fazer um assim ou com outra celebridade é só ir em
www.comicstripgenerator.com

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E aos interessados em participar do 1º Encontro do Blogueiro Desconhecido, é fácil.
Basta blogar por paixão, sem compromisso com entrega ou textos de algum assunto do momento, não ter muitos leitores, de preferência menos de 10, incluindo a família, não visitar apenas para ser visitado e sim por gostar.

Não precisa fazer nenhuma inscrição, basta aparecer. Todo desconhecido é bem chegado.
A "organização" não definiu nem data, hora e local, mas como diz o bom carioca: passa lá, o chopinho tá sempre gelado, rsss

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O Estadão em pânico!

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E eu que pensava que já tinha visto tudo, me deparo com um post no excelente blog Favoritos, falando do Estadão e da campanha contra os blogs.

A princípio fiquei revoltada, achei um absurdo contra a liberdade de expressão e pior uma generalização sem propósito, mas depois, pensando melhor, achei ótimo.
Por que? Simples, imaginem a grana gasta nessa campanha. Imaginaram? Pois é, você gastaria seu rico dinheirinho em alguma coisa com a qual não se importasse? Que não te incomodasse profundamente a ponto de se sentir ameaçado? Eu não e nem eles, mas se gastaram é porque a coisa incomoda e incomoda muito. E se incomoda um jornal do porte do Estadão é porque os blogs são um sucesso, são capazes de atrair público, leitores e formar opiniões porque a princípio não pedem nada em troca, então porque mentir ou maquiar notícias? Eu acredito que o material contido em determinados blogs são muito mais confiáveis do que os da própria mídia em geral.

Sinceramente, o Estadão perdeu uma excelente oportunidade de ficar "calado".
Abaixo tem o comercial da campanha, retirado do blog Brainstorm9




Em tempo: O Estadão tem todo direito de expressar suas opiniões, mas generalizar é no mínimo infantil.