Tarde demais para esquecer
Deborah Kerr



Hoje era dia do "Post de Quinta", mas com o braço engessado, eu não ia fazer nada.
No entanto, li sobre o falecimento da atriz Deborah Kerr e soube que não poderia deixar passar. Por isso, fico hoje com essa atriz que foi a namoradinha dos sonhos de muitos homens na década de 50.
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A atriz britânica Deborah Kerr faleceu na terça-feira em Suffolk, Inglaterra, informou hoje seu agente. Ela tinha 86 anos e sofria de Mal de Parkinson.
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O que eu acho mais interessante na biografia de Deborah Kerr, é o fato dela não ser de uma sensualidade agressiva como uma Ava Gardner ou lânguida de uma Marilyn Monroe e ainda assim ter entrado para o imaginário dos cinéfilos rolando na areia da praia, com Burt Lancaster. Sem dúvida, não só para os anos 50, mas até hoje, a cena do filme "A um passo da eternidade" é uma das mais sensuais que o cinema já produziu, pelo simples fato de sugerir o que hoje é escancarado. O que se insinua, se sugere é infinitamente mais sensual do que o escancarado, o que é mostrado sem pudor, sem resguardo. E surpreendentemente Deborah Kerr consegue na medida certa para se tornar inesquecível.
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Conhecida pelo apelido de "rosa inglesa", ela viveu um romance com o ator Burt Lancaster enquanto filmava "A um Passo da Eternidade", em 1953.








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Nascida em 30 de setembro de 1921, na cidade de Helensburgh (Escócia), Kerr começou os estudos de dança e arte dramática na escola de sua tia, Phillis Smale. Depois do teatro, conquistou o cinema americano aos 20 anos .
Kerr foi indicada ao Oscar de melhor atriz seis vezes, incluindo por sua atuação em "A um passo da eternidade" e em "O Rei e eu", com Yul Brynner. No começo dos anos 1990, ela ganhou um Oscar honorário.

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Yul Brynner e Deborah Kerr em "O rei e Eu"

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Deborah Kerr foi casada duas vezes. O primeiro casamento da atriz foi com Anthony Charles Bartley, um piloto britânico de batalha, logo após a Segunda Guerra Mundial. Eles tiveram duas filhas e se separaram em 1959.
Seu segundo marido foi o roteirista americano Peter Viertel.


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Cary Grant e Deborah Kerr em "Tarde demais para esquecer"

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Eu tenho que confessar que o meu filme predileto na cinebiografia de Debora Kerr, é "Tarde demais para esquecer". Amo de paixão tudo nesse filme. Do figurino, atuações e o roteiro de uma ingenuidade romântica ímpar. Revejo sempre e já mantenho o lencinho por perto porque sei que vou chorar lágrimas de sangue. Tudo bem, sem dramas, esse é o tipo de lágrima boa, de açucar, doce, assim como o romance na telinha da TV. E hoje é dia. Retirei o filme da estante, deixei a pipoca "de sobreaviso" na cozinha e mais tarde no escurinho do quarto a melodia será "An Affair to Remember" para Deborah Kerr. Que assim seja e eternidade permita.




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