12 DE JUNHO
Sob o Sol da Toscana...


/
/


(...) Eu sei quando te amo:
é quando eu te apalpo e não te sinto,
e sinto que a mim
mesmo então me abraço,
a mim que amo e sou um duplo,
eu mesmo e o corpo teu pulsando em mim.

Affonso Romano de Sant'anna

/

/

Palavras? Sim.
De are perdidas no ar.
Deixa que eu me perca entre palavras,
deixa que eu seja o ar entre esses lábios,
um sopro erra mundo sem contornos,
breve aroma que no ar se desvanece.
Também a luz em si mesma se perde.

Octavio Paz

/

/

“Foram-se os amores que tive ou me tiveram. Partiram num cortejo silencioso e iluminado. A solidão me ensina a não acreditar na morte nem demais na vida: cultivo segredos num jardim onde estamos eu, os sonhos idos, os velhos amores e os seus recados, e os olhos deles que ainda brilham como pedras de cor entre as raízes.”

Lya Luft

/

/

"Devolve toda a tranqüilidade
Toda a felicidade
Que eu te dei e que perdi
Devolve todos os sonhos loucos
Que eu construí aos poucos
E te ofereci
Devolve, eu peço, por favor,
Aquele imenso amor
Que nos teus braços esqueci
Devolve, que eu te devolvo ainda
Esta saudade infinda
Que eu tenho de ti."

Mario Lago

/

/

Desencontros Marcados (ou "O que pode fazer a ausência dos verbos")


"...Os segmentos do tempo se unem uns aos outros num encaixe quase perfeito, mas não totalmente perfeito. Ocasionalmente, desencontros muito leves acontecem. Por exemplo, nesta terça-feira, em Berna, um rapaz e uma moça, os dois beirando os trinta anos de idade, estão parados sob uma lâmpada de iluminação pública na Gerberngasse. Eles se conheceram há um mês. Ele a ama desesperadamente, mas já sofreu muito por uma mulher que o abandonou sem qualquer aviso, e tem medo do amor. Com esta mulher, ele precisa de todas as garantias. Examina o rosto dela, silenciosamente implora-lhe que revele seus verdadeiros sentimentos, procura identificar o menor sinal, o mais acanhado movimento de suas sobrancelhas, o mais vago corar de suas bochechas, a umidade em seus olhos.Na verdade, ela também o ama, mas não consegue traduzir seu amor em palavras. Em vez disso, sorri para ele, sem saber do medo que ele sente. Enquanto estão ali, sob aquela lâmpada, o tempo pára e recomeça. Logo depois do intervalo, a inclinação de suas cabeças é exatamente a mesma, o ciclo das batidas de seus corações não apresenta qualquer alteração. Mas, em qualquer lugar das profundezas da mente da mulher, surgiu um pensamento frágil que não estava lá antes. A jovem mulher tenta capturar este novo pensamento em seu inconsciente e, quando o faz, um vazio inescrutável risca-lhe o sorriso. Esta breve hesitação só seria perceptível à mais rigorosa observação, mas ainda assim o ansioso rapaz a percebeu e a interpretou como o sinal que procurava. Ele diz à jovem mulher que não pode tornar a vê-la, volta para seu pequeno apartamento na Zeughausgasse e decide mudar-se para Zurique e trabalhar no banco de um tio. A jovem mulher se afasta do poste de iluminação pública na Gerberngasse, caminha lentamente de volta para casa se perguntando por que o rapaz não a amava."

Trecho do livro "Sonhos de Einstein", de Alan Lightman.

/

/



Grude

As noites que não são contigo
eu não exatamente durmo
eu rolo,
Você não há não há desenrolar de coxas,
colchas e entremeios.
Não há dobrar de joelhos
se não para rezar.
Então semeio
uma concórdia de lençóis
uma não solidão
de cafunés nos cangotes
uma não masturbação.
Adormeço
Você é o cheiro que ficou de nós
eu respiro pós
dos sonhos
eu latejo
eu planejo
eu oro.
As noites que não são contigo,
eu não exatamente durmo,
eu enrolo.


Elisa Lucinda

/

/

Vou terminar com a palavra mais bonita do mundo. Assim bem devagarzinho: amor, mas que saudade. A-m-o-r. Beijo-te. Assim como flor. Boca a boca. Mas que ousadia. E agora - agora paz. Paz e vida. Es-tou vi-va. Talvez eu não mereça tanto.

Clarice Lispector

/

/

Elogio ao Amor

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje, incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor.
É essa beleza.
É esse perigo.

O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.

Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.

A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.

Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder.
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso

/

/


/

/

...hoje eu acordei com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho e desejar bom dia
de beijar o português da padaria

Zeca Baleiro

/

/

Há tantas coisas que nunca te disse - e dizias tu que eu falava demais. Flutuo por este nuance em busca dessas palavras a menos, atravessadas entre nós como um longo corredor de prisão.

(...)

Não te perdôo o que não soubeste saber de mim. Este nuance revela-me a verdade invigada: não me perdôo o que não soube verter-te de mim.

Inês Pedrosa

/

/

“E sou meu próprio frio que me fecho
longe do amor desabitado e líquido,
amor em que me amaram, me feriram
sete vezes por dia em sete dias
de sete vidas de ouro,
amor, fonte de eterno frio,
minha pena deserta, ao fim de março,
amor, quem contaria ?
E já não sei se é jogo, ou se poesia"

Elegia - Carlos Drummond de Andrade

/

/

VOCÊ EXISTE, EU SEI

"Há tanto tempo venho procurando
Venho te chamando
Você existe, eu sei

Em algum lugar do mundo você vive
Vive como eu
Onde eu ainda não fui

Como é o seu rosto
Qual é o gosto que eu nunca senti
Qual é o seu telefone
Qual é o nome que eu nunca chamei

Se eu esbarrei na rua com você
E não te vi, meu amor,
Como poderia saber

Tanta gente que eu conheci
Não me encontrei, só me perdi
Amo o que eu não sei de você

Como é o seu rosto
Qual é o gosto que eu nunca senti
Qual é o seu telefone
Qual é o nome que eu nunca chamei

Sei que você pode estar me ouvindo
Ou pode até estar dormindo
Do acaso eu não sei
Talvez veja o futuro em seus olhos
Pelo seu jeito de me olhar
Vou me reconhecer em você."

Biquini Cavadão

/

/


/

/

"Não é saudade, porque para mim a vida é dinâmica e nunca lamento o que se perdeu - mas é sem dúvida uma sensação muito clara de que a vida escorre talvez rápida demais e, a cada momento, tudo se perde."

Caio Fernando Abreu

/

/

"Tanta gente se esconde do sonho
Com o medo de sofrer
Tanta gente se esquece
Que é preciso viver
Combater moinhos
Caminhar entre o medo e o prazer
Somos todos na vida
Qualquer um de nós
vilões e heróis"

Trecho de Don Quixote

/

/

"Quem não compreende um olhar
tampouco compreenderá
uma longa explicação."

Mario Quintana

/

/

Distração

"Se você não se distraio amor não chega,
a sua música não toca,
o acaso vira espera e sufoca,
a alegria vira ansiedade
e quebra o encanto doce
de te surpreender de verdade.”

Zélia Duncan

/

/

...
tu do meu coração, manda-me um recado;
que eu posso ir junto dele, e tomar as suas mãos,
dizendo, Aceita toda a felicidade de mim.

e.e. cummings

/

/

“Só tu tens o poder de me entristecer, de me fazer feliz ou trazer consolo; és tu o credor de enorme dívida, especialmente agora, quando acabo de cumprir tuas ordens de forma tão completa que, quando sentia em mim fraquejar as forças para fazer-te oposição, me comprazia em encontrar energia no teu plano para me destruir. Fiz mais. Por estranho que soe, meu amor atingiu tais atmosferas de loucura que se destituiu do que mais prezava, para além de qualquer esperança de recuperação, quando ao teu imediato comando troquei minhas vestes e com elas meus pensamentos para provar que és o único senhor do meu corpo e minha vontade. Deus é testemunha de que nunca busquei em ti nada além de ti; eras tu o que eu simplesmente desejava, e nada do que era teu. Não busquei laços de casamento, poção casamenteira, e não busquei gratificar meu próprio prazer e meus desejos, como bem sabes, mas os teus. O nome de esposa pode parecer mais sagrado ou aceitável, mas para mim a palavra mais doce sempre será amante, ou, se me permitires, concubina ou puta.”

Trecho de uma carta de Heloísa a Abelardo - séc. XII

/

/

"Sempre há alguma coisa que falta. Guarde isso sem dor, embora, em segredo, doa"
Caio Fernando de Abreu

/

/

Aprendendo a Amar
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender


Tenho visto muito amor por aí, amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões.
Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito e o tem de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira.Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas àquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, "aquela conversa importante que precisamos ter", arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos: não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer sofrerá de qualquer jeito; abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes não é sábio ser sabido: seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.
Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança.
Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonito fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito a ordem das frases não altera o produto, sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é, e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala.
Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

Artur da Távola

/

**

/

Nem assim tão triste, nem tanto mais alegre.
A vida é tão rápida, o tempo se conta entre um
e outro acontecimento
feliz infeliz,
a vida sempre caminha
continua
a despeito da sua vontade
de ir ou ficar
Quando lembro de um passado recente
sei que antes,
num dia 12, eram dois grandes amores
Um morreu, o outro nunca de fato conheci
ainda assim nada foi como antes
e o amor continua sendo uma imPOSSIBILIDADE...

andréa augusto©angelblue83 – 11/06/06

/

/

Sugestão:

Para quem não assistiu, pegue já na locadora, se enfie embaixo do edredom e assista, sozinha ou não o filme: “Sob o sol da Toscana”. Uma delícia que assisti nesse domingo.O enredo é banal, mas como toda estória banal quando bem contada dá um belo filme. Esse é o caso de “Sob o sol da Toscana”.

Às vezes previsível, outras engraçado, muitas referências a Fellini, romântico e sobretudo belo. Lindas imagens da Itália, uma fotografia belíssima, de emocionar os olhos.
Melhor ainda foi assistir a diretora falando sobre cada parte do filme, o modo como foi feito, as dificuldades, os atores, a Itália, suas festas e tradições. Deu vontade de me mudar para dentro daquela casa na Toscana.Quem assistiu vai entender porque.

”Quando construíram os trilhos do trem nos Alpes entre Viena e Veneza, não sabiam se haveria um trem que pudesse fazer a viagem. Mas eles construíram mesmo assim. Sabiam que um dia o trem chegaria.

Qualquer curva arbitrária no caminho estaria em outro lugar, diferente.
Afinal, o que são quatro paredes? Elas são o que elas contêm. A casa protege o sonhador. Coisas boas, inimagináveis podem acontecer, até mesmo no fim do jogo. É uma grande surpresa.”


Última fala de Frances Mayers , vivida por Diane Lane, no filme “Sob o Sol da Toscana”

/
** **

/



Feliz Dia dos Namorados a quem de direito, aos outros...
apenas...
continuem...
;)

/

/

1 comentários:

    Olá!

    Adorei seu blog.
    Adorei os trechos de livros/poesias/músicas que você colocou.
    Meus parabéns pela postagem.

    Fique com Deus.