Embalos de Sábado a noite ou Caveira de burro, você ainda vai ter uma!


Pois é, a saga continua, a tal caveira de burro ainda não achei e pra quem acompanha, temos um novo e empolgante capítulo da novela: Essa vida meio má ô meno anda martratando eu dimais da conta, sô.



Madrugada de quinta para sexta - 00:45 - A FOME

Tudo tranquilo, silêncio na madrugada, eu trabalhava, até que o estômago deu sinais de vida. Normal, um furto na geladeira e tudo estaria resolvido, se fosse com outra pessoa, comigo a coisa foi mais complicada.
Fui para a cozinha e dei de cara com anteninhas, ou melhor antenonas, nem quis ver o resto do corpinho dela, sai correndo de volta para o quarto. Morta de fome, fiquei meditando sobre o benefício terapêutico das baratas num spa, talvez fossem a solução para o assalto noturno a geladeiras. Era só deixá-las nos lugares tentadores e nenhuma mulher ousaria matá-las para atacar a geladeira, eu pelo menos, não. Fui dormir com o estomago rosnando como um pitbull ensandecido.



Sexta-feira - 10:35 da matina - Um dia aparentemente normal.


Meu pitbull interno me acordou rosnando de fome. Fui comer e comentei com mamy blue sobre as antenas. Ela não levou em consideração, sempre acha que esse negócio de "barata pra mais de metro" é exagero meu. Mal sabia ela onde acabaríamos na madrugada de sexta para sábado. O dia correu e a noite chegou. Mais uma vez entrei pela noite adiantando o que fosse possível, teoricamente segunda-feira, com olho ou sem olho volto a trabalhar em dupla jornada. De dia fora, de noite dentro (de casa).



Madrugada de sexta para sábado - 01:48 - A volta da antenas.

Pois é, nova madrugada, trabalho e fome outra vez. Nem me lembrava mais da antenas até me deparar com atenas, corpo e membros. Ela estava lá, gigantesca, se fosse um apartamento seria algo como: sala, 4 quartos, varanda, dependência de empregada e 4 vagas na garagem. Sentiram, meninas? Acho que só mulher sabe o que é isso.
Preciso dizer que soltei a soprano que existe em mim? Em tempo, literatus é cultura:


Soprano: É a voz mais aguda por parte das mulheres. Muitas óperas tem o nome da própria soprano como título (Ex.: Tosca, Madame Butterfly, Manon Lescaut, Turandot...). Segundo alguns amantes da Ópera, existem dois tipos de sopranos: aquelas no qual o timbre de sua voz, de tão melodiosa e suave, confunde-se com a própria música da orquestra, e aquelas que são tão soltas, fortes e indomáveis que acabam por levar a platéia ao delírio, em interpretações que se tornam históricas (este era o caso de Maria Callas).


Confesso que fui uma Maria Callas como poucas. Com o grito, mamy blue veio correndo completamente grogue ver quem estava me esquartejando, porque com um grito daqueles, só uma explicação como essa para justificar, foi ai que aconteceu...



Sexta - 02:21 da madrugada - 9 pontos depois.

Enquanto eu entoava minha ária em plena Ópera desesperada, mamy blue já em perseguição a barata, escorregou e deu com a cabeça na quina da mesa do computador. Obviamente eu estava do outro lado da casa em plena fuga da barata e só escutei: ai machuquei a cabeça. Até aí pensei que fosse um galo, mas quando a vi com o rosto ensanguentado quase cai pra trás de susto.
Antes de cair fui olhar o estrago e vi um "beiço" aberto na cabeça dela. Nada a fazer senão correr para o hospital. Lá fomos nós para o Barra D'Or (pelo andar da carruagem, vou ganhar carteirinha de sócia de lá em pouco tempo, viu?). Chegando lá, pressão a mil e mamy blue tranquilona contando o acidente na emergência e eu tentando puxá-la para o médico ver de uma vez o que tinha acontecido, mais um pouco contando o "causo", além dos pontos, ela ia precisar de uma transfusão de sangue, né?


O médico veio, limpou, foi explicando tudo que faria, da anestesia aos pontos e eu me segurando para não pagar o mico de desmaiar lá. Nove pontos depois, catei mamy blue pelo braço e carreguei para casa.



4:43 - adrenalina, filosofia e onde é que esta essa maldita caveira de burro, meu Padim Padê Ciço do céu??

Pois é, fiquei pensando nisso tudo, no conjunto da obra. Certamente não é normal passar por tantas há mais de um ano. Talvez seja um teste, ou melhor uma prova. Uma grande e longa prova chamada vida e se o Homi lá de cima acha que é assim que deve ser, vambora que atrás vem gente. Como diz o ditado musical: "Não há de serenata, dias melhores violão."





No mais obrigada aos amigos pela força de sempre, o carinho constante. Obrigada pelos comentários no post abaixo, ele sumiu daqui, mas eu li lá no haloscan. Vcs são demais mesmo, não sei o que seria de mim sem vcs, sem o pessoal da lista de poesia, amigos virtuais e reais sempre tão presentes. Óbvio que a situação é pesada, mas eu acredito em anjos. Meus anjos são bem reais, têm nome, endereço e até blog. Aparecem sempre quando menos espero e sempre quando chamo por eles, por isso, com todas as árvores que cairam, com telhas quebradas, gente ferida, dificuldades de toda ordem, escuridão e pontos, sigo em frente, um dia isso passa e a gente combina um chopinho pra comemorar.






0 comentários: